Microfósseis eram na verdade uma forma peculiar de minerais

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Original: Microfósseis eram na verdade uma forma peculiar de minerais: a relação com o Design Inteligente de 25 de Abril de 2015.


Uma nova análise de Brasier publicada na PNAS [1] parece resolver uma controvérsia que se estendeu desde a última década. Os “microfósseis” de Apex eram na verdade uma forma peculiar de minerais. As duvidas começaram em 2002 com um questionamento publicado na Nature, também por Brasier, as quais foram seguidas por outras publicações, como a de García-Ruiz [3], que sintetizou filamento indistinguíveis [Veja imagem] das supostamente biológicas a partir de compostos muito simples reproduzindo condições plausíveis.

Isso abriria precedentes para perda de confiança na possibilidade de reconhecimento e distinção de padrões. A nova examinação considerou o tamanho, forma¹, química² e distribuição¹ de carbono mineral. Dr Wacey, responsável pelo mapeamento através do microscópio eletrônico de transmissão, diz:

“Logo ficou claro que a distribuição de carbono era diferente de tudo visto em microfósseis autênticos. A falsa aparência de compartimentos celulares é dada por várias placas de minerais de argila que têm uma química inteiramente compatível com um ambiente hidrotermal de alta temperatura.

Estudamos uma série de microfósseis autênticos usando a mesma técnica de microscopia eletrônica de transmissão e em todos os casos, estes se revelam coerentes, invólucros esféricos de carbono tendo dimensões consistentes com a sua origem a partir de paredes celulares e revestimentos. Em alta resolução espacial existe falta total de evidências de envoltórios esféricos coerentes nos “microfósseis” de Apex. Em vez disso, eles têm uma complexa, incoerente, morfologia cheia de estruturas pontiagudas, evidentemente, formados por filamentos de cristais de argila revestido com ferro e carbono.”

Eu não iria escrever nada sobre isso, mas aí entra o Design Inteligente. O artigo de García-Ruiz [3] foi citado pelo inteligentista Abel [4] na seção (2.6) onde é dito que auto-ordenação as vezes mimetiza organização, eu pensei em escrever pra ele que isso de alguma forma violaria o Filtro Explanatório [5] onde somente a inteligência mimetiza a natureza, não o inverso. Isso mesmo considerando o estado degradado das amostras. A descrição do Dr Wacey demonstra que Abel superestimou os processos estocásticos em atribuir essa capacidade pois Wacey usou duas análises básicas, clássicas para a inferência de design: composição² e configuração espacial¹. Uma das duas já é o suficiente pra eliminar falso positivo.

Referências

[1] Martin D. Brasier, Jonathan Antcliffe, Martin Saunders, and David Wacey Changing the picture of Earth’s earliest fossils (3.5–1.9 Ga) with new approaches and new discoveries. PNAS 2015 112: 4859-4864.
http://www.pnas.org/content/112/16/4859.abstract

[2] Brasier, Martin D., et al. “Questioning the evidence for Earth’s oldest fossils.” Nature 416.6876 (2002): 76-81.
http://www.nature.com/nature/journal/v416/n6876/full/416076a.html

[3] García-Ruiz, Juan Manuel, et al. “Self-assembled silica-carbonate structures and detection of ancient microfossils.” Science 302.5648 (2003): 1194-1197.

[4] Abel, David L., and Jack T. Trevors. “Self-organization vs. self-ordering events in life-origin models.” Physics of Life Reviews 3.4 (2006): 211-228.

[5] Dembski, W. “The Explanatory Filter: A three-part filter for understanding how to separate and identify cause from intelligent design.” (1996).


Junior D. Eskelsen
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Responsável pelo portal tdibrasil.org e pela página Teoria do Design Inteligente no Facebook. Colabora com as atividades do movimento do Design Inteligente no Brasil.

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