Falácia de Haldane: Evolução vs Desenvolvimento

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J.B.S. Haldane, ao final de uma de suas palestras, foi abordado por uma senhora que lhe fez a seguinte indagação:

"Professor Haldane, mesmo levando em conta os bilhões de anos que o senhor diz terem estado disponíveis para a evolução, não posso acreditar que seja possível passar de uma única célula a um complexo corpo humano, com seus trilhões de células organizadas em ossos, músculos, nervos, um coração que bate sem parar por décadas, milhas e milhas de vasos sanguíneos e túbulos renais, e um cérebro capaz de pensar, falar e sentir."

Haldane estão respondeu:

"Mas, minha senhora, a senhora mesma fez isso. E só levou nove meses."

Trecho do livro: O Maior Espetáculo da Terra, capítulo 8 pág. 199.

Seria o desenvolvimento uma analogia correta para sustentar a evolução biológica?

A questão apresentada pela senhora é uma duvida em relação a capacidade do processo evolutivo ser responsável pelos organismos multicelulares que temos hoje a partir de seres unicelulares ancestrais. Esse exemplo é muito utilizado e considerado suficiente por todos que acreditam no obscuro e longo processo de transformação de seres unicelulares em seres multicelulares.

Existe um pequeno problema aí: a duvida é sobre o processo cego evolutivo e não com um processo de desenvolvimento, que possui toda a informação necessária – elemento crucial. Assim como no caso do “se duvida da evolução pule de um prédio”, onde tentam justificar uma teoria com outra, o caso exposto é de evolução biológica sendo justificada por desenvolvimento puro. O desenvolvimento embrionário conta com toda a informação necessária desde o primeiro momento, algo totalmente distinto da evolução biológica, que exploraria uma busca extensa por sucesso.

Se eu tomar meu conceito mais amplo de evolução, sucessão de estados de um sistema, posso incluir o desenvolvimento como um tipo especial de evolução, uma evolução pré-determinada. Se tomarmos como o processo de mudança através do tempo, também podemos incluí-la. Mas todo e qualquer processo cego, não pré-determinado como se propõe a evolução biológica, passa bem longe do conceito de desenvolvimento.

Em Como Construir uma Minhoca (8:52 min) Paul Nelson mostra um pouco do longo e coordenado processo pré-determinado de especialização das células. Em Ligando a Minhoca : Diferenciação e Especialização Celular (2:51 min) também há uma amostra desse desenvolvimento.

Para se ter ideia, não existe nada na história da engenharia humana que se compare com o desenvolvimento de seres multicelulares. É uma pré-programação de longo alcance onde a especialização é estabelecida em cascata e, a partir da informação da primeira célula, todas as formas e configurações, em distribuição específica no tempo e espaço, são desenvolvidas. Informações de formação do indivíduo como “onde ficará o olho? ” e até posteriores ao nascimento como “quando os dentes nascerão?” estão presentes desde o início.

Essa imagem ilustra, de modo bem resumido, a diferenciação celular.

Costumam chamar o argumento de Hoyle e a exposição de Paley de falácias por serem contra a “fé evolutiva”. Hoyle foi razoável e o gradiente de eventos que apresentam como refutação inexiste na natureza. Paley apenas apontou coisas difíceis de expressar (na época), indícios e características que podem ser expressas hoje. Mas o que se demonstra aqui, da parte de Haldane, é uma verdadeira falácia.


Junior D. Eskelsen
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Responsável pelo portal tdibrasil.org e pela página Teoria do Design Inteligente no Facebook. Colabora com as atividades do movimento do Design Inteligente no Brasil.

3 Comentários

  1. Haldane é burro, pois com o seu exemplo ele apenas reforça o criacionismo, já que aquela unica célula que foi sua interlocutora não saiu do nada, mas de um Ser Humano completo, e àquela veio a se desenvolver após a imagem deste!

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