Extra! Extra! Mudança paradigmática radical na teoria da evolução

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Do editor: abaixo um artigo publicado nesta segunda por W. Ford Doolittle, um dos maiores e mais conhecidos especialistas em evolução (bem conhecido pelos trabalhos sobre ancestralidade universal comum). Eu não consigo ver outra coisa senão o desejo de se cobrir com um cobertor curto demais. Ele começa exaltando a seleção natural e tenta uma simples mudança de concepção sobre o processo, como se isso fosse resolver os problemas centenários do darwinismo:

Muitos biólogos praticantes aceitam que nada em sua disciplina faz sentido, exceto à luz da evolução, e que a seleção natural é o principal mecanismo da evolução. Mas o que a seleção natural realmente é (uma força ou um resultado estatístico, por exemplo) e os níveis da hierarquia biológica (genes, organismos, espécies ou mesmo ecossistemas) nos quais ela opera diretamente ainda são ativamente contestados entre filósofos e biólogos teóricos. A maioria das formulações de evolução por seleção natural enfatiza a reprodução diferencial de entidades em um ou outro desses níveis. Alguns também reconhecem a persistência diferencial, mas, em ambos os casos, o foco está nas linhagens das coisas físicas: até mesmo espécies podem ser consideradas como espaço-temporalmente restritas, se dispersas, seres físicos. Poucos consideram - como “unidades de seleção” por si só - os processos implementados por genes, células, espécies ou comunidades. A teoria “É a canção, não a cantora”¹ (ITSNTS) faz isso, afirmando também que a evolução por seleção natural de processos é mais facilmente entendida e explicada como persistência diferencial do que como reprodução diferencial. A ITSNTS foi formulado como uma resposta à observação de que as funções coletivas das comunidades microbianas (as "canções") são mais conservadas e ecologicamente relevantes do que as taxas que as implementam (as cantoras). Seu objetivo é servir como um corretivo útil para alegações de que “holobiontes” (micróbios e seus hospedeiros animais ou vegetais) são “unidades de seleção” agregadas, alegações que muitas vezes confundem os significados desse último termo. Mas a ITSNS também parece amplamente aplicável, por exemplo, à evolução dos ciclos biogeoquímicos globais e à definição da função do ecossistema.

Processes and patterns of interaction as units of selection: An introduction to ITSNTS thinking
W. Ford Doolittle and S. Andrew Inkpen
(Acessar)

Nota do editor ¹: Preferi o gênero feminino na tradução por se adequar mais aos termos unidade de seleção, espécie, população e etc.

Nota causticante (Enézio E de Almeida Filho)

Sem dúvida uma grande e embaraçosa mudança na Síntese Evolutiva Moderna, atual moribunda teoria da evolução que não quer ser substituída pela Síntese Evolutiva Ampliada/Estendida lançada em agosto de 2015.

Pelo abstract eles parecem dizer que todas as unidades de seleção devem ser consideradas – genes, células, organismos, espécies, e comunidades. E aqui este blogger vai ser bem irônico – por que não adicionar os planetas, sistemas solares, galáxias, universos, e até os imaginários multiversos! Vai que um desses inúmeros processos evolutivos falhe…

Fui, nem sei por que, mas pensando nos epiciclos ptolomaicos!

Pano rápido! Darwin kaput desde 1859², mas a Nomenklatura científica teima em não enterrar esse defunto epistemológico por razões puramente ideológicas!

Nota do editor ²: Não foi por falta de aviso.

Texto original


Junior Eskelsen
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Responsável pelo portal tdibrasil.org e pela página Teoria do Design Inteligente no Facebook. Colabora com as atividades do movimento do Design Inteligente no Brasil.

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