Sobre Sinais e Assinaturas – Restaurando a Ciência

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A Teoria do Design Inteligente descreve os padrões distintos na natureza, as características que são melhores explicadas por agência inteligente. Uma das principais objeções apresentadas é sobre a agência (ou causa da agência). A exigência de se conhecer a causa agência, “causa da causa”, para que a ela mesma seja considerada não é uma exigência do método cientifico. Observar diretamente a causa também não é exigência incondicional do método – o realismo científico tem grande sucesso com observações indiretas.


A verdade é que uma presunção naturalista – até aceitável mas não absoluta – espera uma ordem de estágios onde a inteligência é exclusivamente produto de um longo processo de evolução. Como Richard Dawkins admite (ver), se há design inteligente, então, sua origem está em um processo anterior ao desenrolar evolutivo aqui na Terra, o qual ele mesmo daria início. Uma outra restrição imposta a TDI é a impossibilidade de se inferir a causa a partir do efeito, o que é um absurdo visando somente proteger uma história puramente evolutiva.

O caso ficaria assim: não há design, pois não há designer. Essa conclusão, que corre longe do método científico, é aceita atualmente pela maioria dos críticos da TDI. Nós mesmos somos designers hoje, podemos sintetizar coisas, mas um designer na origem da cadeia de eventos violaria a ordem natural de sucessão no paradigma.

Um belo dia de Sol, em 2005, encontram uma espécie a qual chamaram Tiktaalik, uma festa ocorreu. Era o tão esperado transicional entre as águas e a terra. Ele exemplificava o transicional dentro da ordem natural de sucessão esperada:

Tiktaalik, o elo que faltava.

Como era de se esperar, vários céticos (por possuírem hipóteses distintas) apresentaram objeções; também os criacionistas fizeram notas sobre o exagero no “alarde e na propaganda”, disseram que a espécie estava longe de satisfazer a realidade de uma transição água-terra.

Porém, em 2009, encontraram pegadas sobre a terra de seres que viveram 12 milhões antes do Tiktaalik. Os descobridores e defensores do Tiktaalik como transicional, então, passaram a apresentar objeções às pegadas, mas eram várias, dispostas em trilha e as marcas acabaram corroboradas por mais investigações.

Bom, temos aí somente pegadas, sem qualquer fóssil de espécies que transitassem um bom tempo antes do Tiktaalik aparecer. As objeções foram realmente nesse sentido: está fora da ordem natural de sucessão, não haveria qualquer espécie sobre a terra ainda, e não há qualquer fóssil que corresponda a essas pegadas. Seguindo a regra de inferência que anula o design essas pegadas não são pegadas, porque não há evidência direta do que as causou (ainda que conheçamos satisfatoriamente o tipo de causa).

+ Inferência

Pelas pegadas de aproximadamente 26 cm pode-se inferir que esses seres possuíam cerca de 2 metros e meio (maiores que o jacaré-de-papo-amarelo). Pelas marcas percebemos que não eram os esperados transicionais que arrastariam ainda o ventre ou a cauda no chão, pelo contrário, só deixaram as marcas de suas patas, totalmente fora do esperado para ordem natural de sucessão das espécies.

Melhor inferências sobre características de um efeito conhecido.

Analogia

Desconhecer o que causou as pegadas, não ter evidência direta, não faz com que as pegadas deixem de ser pegadas, como alguns queriam. Estar fora da ordem esperada também não muda a realidade das coisas. Quanto as analogias:

Todo o cerne dos sistemas biológicos é superior ao cerne dos sistemas operacionais que dominam a atualidade. Ninguém, nem toda a comunidade científica unida, conseguiria desenvolver algo como a vida se não pudesse contemplá-la. É algo que sequer passaria pela cabeça. As nossas sínteses atualmente são “copiar & colar”, isso em décadas de trabalho. A vida é fonte inesgotável de informação, preciosa em soluções para a humanidade.

Pelas características das pegadas e a disposição delas estimaram a estrutura corporal do exemplar correspondente. Pelas características do design da vida, e pela superioridade dela sob nossa capacidade tecnológica, conseguimos estimar o potencial do que a formou.


Ahlberg, E., and Clack, J.A., A firm step from water to land, Nature 440(7085):cover and pp. 747–49, 6 April, 2006.

Niedzwiedzki, G., et al, Tetrapod trackways from the early Middle Devonian period of Poland, Nature, 463(7277):cover and pp. 43–48, 7 January 2010.


Junior D. Eskelsen
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Responsável pelo portal tdibrasil.org e pela página Teoria do Design Inteligente no Facebook. Colabora com as atividades do movimento do Design Inteligente no Brasil.

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