{"id":6761,"date":"2019-05-20T12:41:21","date_gmt":"2019-05-20T15:41:21","guid":{"rendered":"http:\/\/tdibrasil.org\/?p=6761"},"modified":"2021-10-10T03:45:28","modified_gmt":"2021-10-10T06:45:28","slug":"heranca-malthusiana-sobre-a-ciencia-historica-darwiniana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2019\/05\/20\/heranca-malthusiana-sobre-a-ciencia-historica-darwiniana\/","title":{"rendered":"Heran\u00e7a Malthusiana: Sobre a \u201cCi\u00eancia Hist\u00f3rica\u201d Darwiniana"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_6765\" aria-describedby=\"caption-attachment-6765\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tdibrasil.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/malthus.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"410\" class=\"size-full wp-image-6765\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6765\" class=\"wp-caption-text\"><center>Thomas Malthus (1766-1834): a despropor\u00e7\u00e3o entre recursos naturais e popula\u00e7\u00f5es. <\/center><\/figcaption><\/figure>\n<hr \/>\n<p>Por <strong>Rafael Venturini<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 pouco comum que, por sua teoria evolutiva, Darwin seja visto mais como um tipo de historiador do que como um expositor de fen\u00f4menos e leis naturais. Por isso, antes de iniciar propriamente as considera\u00e7\u00f5es deste artigo, n\u00e3o \u00e9 desprez\u00edvel lembrar as seguintes palavras de um reconhecido arauto do darwinismo, Ernest Mayr, para quem \u201c[&#8230;] Darwin introduziu a historicidade na ci\u00eancia. A biologia evolutiva, em contraste com a f\u00edsica e a qu\u00edmica, \u00e9 uma ci\u00eancia hist\u00f3rica \u2013 o evolucionista tenta explicar os eventos e processos que j\u00e1 ocorreram. Leis e experimentos s\u00e3o t\u00e9cnicas inapropriadas para a explica\u00e7\u00e3o de tais eventos e processos. Em vez disso, constr\u00f3i-se uma narrativa hist\u00f3rica, consistindo numa tentativa de reconstru\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio particular que levou aos eventos que se est\u00e1 tentando explicar\u201d.<sup>1<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomando-se os termos de Mayr, trataremos, pois, da narrativa hist\u00f3rica de Darwin conforme apresentada em algumas de suas principais obras. Tal esfor\u00e7o apresentar\u00e1 evid\u00eancias de que o princ\u00edpio populacional na base da ci\u00eancia hist\u00f3rica de Darwin \u00e9 uma fr\u00e1gil, ainda que reconhecida, heran\u00e7a de Thomas Malthus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixando de lado a influ\u00eancia que a filosofia da ci\u00eancia de Herschel e Whewell pode ter exercido sobre Darwin, algo j\u00e1 tratado por Ruse,<sup>2<\/sup> podemos dizer que a narrativa darwiniana surge da aceita\u00e7\u00e3o de uma particular e problem\u00e1tica narrativa hist\u00f3rica da geologia: o uniformitarianismo.<sup>3<\/sup> Foi John Henslow, professor de bot\u00e2nica e mentor intelectual de Darwin em Cambridge, quem deu a ele o primeiro volume da edi\u00e7\u00e3o de abertura de Princ\u00edpios de Geologia (1830). Escrita por Charles Lyell, a obra popularizou a hip\u00f3tese uniformitarista, segundo a qual a eros\u00e3o nos relevos, a vulcaniza\u00e7\u00e3o, a sedimenta\u00e7\u00e3o e os demais processos de transforma\u00e7\u00e3o da crosta terrestre operavam da mesma forma e com essencialmente a mesma intensidade ao longo de quase inimagin\u00e1veis intervalos de tempo. Tal hip\u00f3tese exerceu forte influ\u00eancia sobre Darwin, que, partindo dela, mais tarde tentaria explicar de que maneira, vivendo em ambientes mut\u00e1veis ao longo de extensas eras, as pr\u00f3prias esp\u00e9cies poderiam ter mudado lentamente (ou, ainda, se uma esp\u00e9cie n\u00e3o poderia ter descendido de outra, \u201ctransmutado\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, foi tamb\u00e9m por interm\u00e9dio de Henslow que, em 1831, Darwin entrou em contato com o capit\u00e3o do navio real HMS Beagle. A tripula\u00e7\u00e3o do oficial Robert Fitz Roy deveria partir poucas semanas ap\u00f3s esse contato para uma longa miss\u00e3o. Ap\u00f3s seu retorno, Darwin intentou organizar os materiais coletados e anota\u00e7\u00f5es pessoais de quase cinco anos de observa\u00e7\u00f5es sobre o ambiente, os animais e as plantas em diferentes regi\u00f5es do mundo. Pouco habituado \u00e0 reda\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, todavia, ele escreveria a Henslow em maio de 1837 apreensivo sobre seu lento progresso na prepara\u00e7\u00e3o de um artigo para a revista da sociedade geol\u00f3gica londrina. Darwin inauguraria seu primeiro caderno de anota\u00e7\u00f5es sobre a \u201ctransmuta\u00e7\u00e3o\u201d apenas em julho de 1837.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mantendo-se sob a hip\u00f3tese uniformitarista, procurou inicialmente uma analogia entre os processos de um pretenso passado geol\u00f3gico e a sele\u00e7\u00e3o que os seres humanos realizam entre indiv\u00edduos de seus rebanhos e cultivos vegetais. \u201cLogo percebi que a sele\u00e7\u00e3o era a pedra angular do sucesso do homem em produzir ra\u00e7as \u00fateis de animais e plantas. Mas como a sele\u00e7\u00e3o poderia ser aplicada a organismos vivendo no estado de natureza permaneceu por algum tempo um mist\u00e9rio para mim\u201d.<sup>4:119-120<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano seguinte, ao ler o Ensaio Sobre a Popula\u00e7\u00e3o, de Thomas Malthus (1766-1834), alegadamente chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que o mist\u00e9rio que ele tentava explicar poderia ocorrer atrav\u00e9s de uma \u201csele\u00e7\u00e3o natural\u201d resultante de uma \u201cluta pela exist\u00eancia\u201d entre os organismos. Em um dos mais citados trechos de sua Autobiografia, Darwin descreve esse momento do seguinte modo: \u201cem outubro de 1838, isto \u00e9, quinze meses depois de iniciar a minha investiga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica, ocorreu-me ler por divertimento Malthus sobre Popula\u00e7\u00e3o e estando bem preparado para apreciar a luta pela exist\u00eancia que se d\u00e1 em toda parte pela observa\u00e7\u00e3o longamente continuada dos h\u00e1bitos de animais e plantas, imediatamente me impressionou que sob estas circunst\u00e2ncias as varia\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis tenderiam a ser preservadas, e as desfavor\u00e1veis a ser destru\u00eddas. O resultado disso poderia ser a forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies. Aqui ent\u00e3o eu havia enfim conseguido uma teoria pela qual trabalhar; mas eu estava t\u00e3o preocupado em evitar o preconceito que decidi n\u00e3o escrever por algum tempo nem mesmo um r\u00e1pido esbo\u00e7o a respeito\u201d.<sup>4:120<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se sabe, foi apenas em novembro de 1859 que Darwin publicou A Origem das Esp\u00e9cies. Sem embargo, mesmo em obras posteriores, como A Varia\u00e7\u00e3o de Animais e Plantas sob Domestica\u00e7\u00e3o de 1868, Darwin relembrava os animais vistos em sua passagem pelo arquip\u00e9lago Gal\u00e1pagos e confirmava que \u201c[&#8230;] eu vi, lendo Malthus sobre Popula\u00e7\u00e3o, que a Sele\u00e7\u00e3o Natural era o resultado inevit\u00e1vel do r\u00e1pido crescimento de todos os seres org\u00e2nicos [&#8230;]\u201d.<sup>5:10<\/sup> Dessa forma, fica claro que, se a hip\u00f3tese uniformitarista havia dado a Darwin os pressupostos de sua investiga\u00e7\u00e3o sobre forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies, foi Malthus quem lhe forneceu o princ\u00edpio b\u00e1sico para sua narrativa. Esse princ\u00edpio, declarado pelo autor j\u00e1 na introdu\u00e7\u00e3o d\u2019A Origem das Esp\u00e9cies, \u00e9 o de que, como causa da sele\u00e7\u00e3o natural, h\u00e1 uma \u201c[&#8230;] luta pela sobreviv\u00eancia entre os seres organizados em todo o mundo, luta que deve inevitavelmente fluir da progress\u00e3o geom\u00e9trica do seu aumento em n\u00famero. \u00c9 a doutrina de Malthus aplicada aos reinos animal e vegetal\u201d.<sup>6:19<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao tentar demarcar os limites da hist\u00f3ria humana, Malthus elaborara uma \u201cdoutrina\u201d aparentemente matem\u00e1tica e essencialmente melanc\u00f3lica. Nos dezenove breves cap\u00edtulos do Ensaio original, de 1798, ele havia defendido que as possibilidades de melhoras sociais substantivas eram sabotadas pela \u201cmis\u00e9ria\u201d e o \u201cv\u00edcio\u201d, conseq\u00fc\u00eancias essas necess\u00e1rias de uma despropor\u00e7\u00e3o cont\u00ednua entre os recursos naturais e a popula\u00e7\u00e3o humana. Nesse sentido, ele empunhava o simpl\u00f3rio princ\u00edpio de que \u201ca popula\u00e7\u00e3o, quando n\u00e3o controlada, cresce numa progress\u00e3o geom\u00e9trica. Os meios de subsist\u00eancia crescem apenas numa progress\u00e3o aritm\u00e9tica\u201d.<sup>7:282<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode ser dif\u00edcil a um leitor nos dias de hoje imaginar a popularidade que esse princ\u00edpio possu\u00eda em seu contexto de enuncia\u00e7\u00e3o. Smith<sup>8<\/sup> registra, por\u00e9m, que a \u201ccontrov\u00e9rsia malthusiana\u201d provocou fortes manifesta\u00e7\u00f5es de apoio ou de contesta\u00e7\u00e3o durante anos a fio. Quase todos os n\u00fameros da Quarterly Review e da Edinburgh Review continham um artigo sobre ou uma refer\u00eancia ao debate malthusiano durante d\u00e9cadas. Em 1805, presumivelmente pela proje\u00e7\u00e3o que a obra alcan\u00e7ara, o p\u00e1roco Malthus foi nomeado integrante do corpo docente da Faculdade de Haileybury da Companhia das \u00cdndias Orientais, onde ocupou por quase trinta anos a primeira c\u00e1tedra de economia pol\u00edtica da Gr\u00e3-Bretanha. Foi ele, tamb\u00e9m, o respons\u00e1vel pela reda\u00e7\u00e3o do artigo Popula\u00e7\u00e3o (1824) para o suplemento da quarta, quinta e sexta edi\u00e7\u00f5es da Enciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica. Aprovada no mesmo ano da morte de Malthus, a pr\u00f3pria \u201cLei dos Pobres\u201d de 1834 parecia ecoar as ideias de seu Ensaio. Assim, ao desembarcar na Inglaterra, escrevem Desmond e Moore,<sup>9:214<\/sup> \u201cDarwin estava retornando para um mundo malthusiano reenergizado\u201d, pois, com a nova legisla\u00e7\u00e3o, \u201cas palavras de Malthus tinham finalmente sido seguidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazendo refer\u00eancia ao princ\u00edpio malthusiano, no in\u00edcio da segunda se\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo tr\u00eas d\u2019A Origem das Esp\u00e9cies, Darwin afirmava explicitamente que \u201ca luta pela sobreviv\u00eancia resulta inevitavelmente da rapidez com que os seres organizados tendem a multiplicar-se\u201d.<sup>6:78<\/sup> Segundo ele, \u201cpodemos, pois, afirmar, sem receio de engano, que todas as plantas e todos os animais tendem a reproduzir-se segundo uma progress\u00e3o geom\u00e9trica\u201d.<sup>6:79<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m em <em>A Descend\u00eancia do Homem e Sele\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00e3o ao Sexo<\/em>, de 1871, a heran\u00e7a malthusiana \u00e9 evidenciada de modo claro em trechos como:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201ca sele\u00e7\u00e3o natural decorre da luta pela exist\u00eancia; e esta da r\u00e1pida taxa de aumento. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o lamentar amargamente, mas se sabiamente \u00e9 outra quest\u00e3o, a taxa em que o homem tende a aumentar; pois isso conduz ao infantic\u00eddio e muitos outros males nas tribos b\u00e1rbaras, e pobreza abjeta, celibato e casamentos tardios dos prudentes nas na\u00e7\u00f5es civilizadas. Mas enquanto o homem sofre dos mesmos males f\u00edsicos que os animais inferiores, ele n\u00e3o tem direito a esperar uma imunidade dos males consequentes na luta pela exist\u00eancia. Se ele n\u00e3o fosse sujeitado nos tempos primitivos \u00e0 sele\u00e7\u00e3o natural, seguramente jamais teria chegado a sua posi\u00e7\u00e3o atual\u201d.<sup>10:142<\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO homem tende a aumentar em uma taxa superior a seus meios de subsist\u00eancia; consequentemente ele \u00e9 ocasionalmente sujeitado a uma severa luta pela exist\u00eancia, e a sele\u00e7\u00e3o natural vai ter efetuado o que quer que esteja dentro de seu escopo\u201d.<sup>10:607<\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 de se espantar, ent\u00e3o, que nesta \u00faltima obra Darwin ainda direcione seu leitor a ver, em suas palavras, o \u201csempre memor\u00e1vel\u201d Ensaio de Malthus. Se a \u201csele\u00e7\u00e3o natural\u201d decorria da \u201cluta pela exist\u00eancia\u201d e esta era \u201co resultado inevit\u00e1vel do r\u00e1pido crescimento de todos os seres org\u00e2nicos\u201d, era preciso que o princ\u00edpio de Malthus fosse lembrado pelos leitores de Darwin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns dos textos acima citados levaram diferentes autores a estudar as rela\u00e7\u00f5es entre as obras de Malthus e Darwin. As principais interpreta\u00e7\u00f5es sobre essas rela\u00e7\u00f5es foram separadas em um trabalho de Peter Vorzimmer<sup>11<\/sup> em dois grandes grupos de autores: os que afirmam que antes de ler a obra Darwin tinha uma concep\u00e7\u00e3o m\u00ednima ou talvez mesmo nula sobre o mecanismo para sua hip\u00f3tese evolucion\u00e1ria, e os que defendem que essa influ\u00eancia foi superestimada pelo pr\u00f3prio Darwin. Para esses \u00faltimos, Malthus teria contribu\u00eddo apenas por sua forma \u201cimpactante\u201d de expor a ideia j\u00e1 conhecida por Darwin de uma luta pela sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tentando situar-se al\u00e9m das limita\u00e7\u00f5es de ambas as correntes, Vorzimmer oferece um relato hist\u00f3rico acurado das atividades, anota\u00e7\u00f5es e correspond\u00eancia pessoal de Darwin entre o desembarque do Beagle, em outubro de 1836, at\u00e9 a leitura de Malthus dois anos depois. Dessa posi\u00e7\u00e3o, o autor assegura que \u201co grande divisor de \u00e1guas\u201d no desenvolvimento da teoria de Darwin veio com sua leitura de Malthus, pontuando que o que particularmente impressionou o autor foi a \u201cdemonstra\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica\u201d de Malthus dos resultados da taxa geom\u00e9trica de crescimento do homem e a taxa aritm\u00e9tica de crescimento da oferta de alimento dispon\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De tal perspectiva de interpreta\u00e7\u00e3o se aproximam tamb\u00e9m outros autores. Para Schwartz<sup>12<\/sup>, Darwin dependeu fortemente da leitura de Malthus para formular sua teoria da sele\u00e7\u00e3o natural. Bowler<sup>13<\/sup> e Young<sup>14<\/sup>, por sua vez, concordam que, antes de ler Malthus, Darwin j\u00e1 tinha conclu\u00eddo que a causa por detr\u00e1s da mudan\u00e7a das esp\u00e9cies estava relacionada \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o e, al\u00e9m disso, que o mecanismo de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es do ambiente poderia ser algo similar \u00e0 atividade dos pecuaristas e horticultores. Mas para eles, o princ\u00edpio de Malthus foi um elemento importante para a concatena\u00e7\u00e3o de suas ideias e desenvolvimento da teoria. Para Ruse<sup>2:20<\/sup>, \u201cMalthus mostrou a Darwin como ele poderia localizar a luta, com a consequente sele\u00e7\u00e3o, em uma rede de leis hipot\u00e9tico-dedutivas; de leis que, al\u00e9m disso, eram quantitativas [&#8230;]\u201d. De maneira similar, ainda, o pr\u00f3prio Gould<sup>15:11<\/sup> afirma que, muito tempo antes dessa leitura, Darwin j\u00e1 havia percebido a import\u00e2ncia da sele\u00e7\u00e3o artificial praticada pelos criadores, mas que \u201c[&#8230;] s\u00f3 depois que a vis\u00e3o de luta e superpopula\u00e7\u00e3o de Malthus catalisou seus pensamentos \u00e9 que p\u00f4de identificar um agente para a sele\u00e7\u00e3o natural.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, dentro da biologia evolutiva, ao contr\u00e1rio da f\u00edsica ou da qu\u00edmica, as teorias s\u00e3o antes baseadas em ideias e conceitos do que em leis ou resultados de experimentos. Na teoria darwiniana, a narrativa hist\u00f3rica assenta-se reconhecidamente na ideia de que haveria uma \u201cluta pela exist\u00eancia\u201d entre os organismos vivos, dada a \u201cprogress\u00e3o geom\u00e9trica do seu aumento em n\u00famero\u201d. E n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que essa heran\u00e7a malthusiana acompanhou Darwin at\u00e9 suas \u00faltimas obras. Ainda que outros nomes conhecidos por Darwin pudessem empregar figuras semelhantes em suas obras, o impacto que o princ\u00edpio do Ensaio Sobre o Princ\u00edpio da Popula\u00e7\u00e3o provocou sobre o autor de A Origem das Esp\u00e9cies \u00e9 algo singular. Assim, podemos dizer que se Mayr n\u00e3o erra ao pensar que \u201cDarwin introduziu a historicidade na ci\u00eancia\u201d, tamb\u00e9m \u00e9 correto dizer que, com tal historicidade, Darwin decisivamente introduziu a empobrecida heran\u00e7a de Malthus na biologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, resta dizer que por mais de um s\u00e9culo, a exist\u00eancia dessa heran\u00e7a, com sua fragilidade te\u00f3rica e conceitual, parece n\u00e3o ter provocado as devidas inquieta\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas entre muitos dos \u201ccoerdeiros\u201d de Darwin. Veja-se o caso, por exemplo, de Paulo Nascimento. Popularmente conhecido por seu canal do Youtube que conta com mais de 500 mil inscritos, um bi\u00f3logo, doutor em zoologia, publicou recentemente um v\u00eddeo no qual afirma a corre\u00e7\u00e3o das ideias de Malthus em rela\u00e7\u00e3o com a teoria de Darwin.<sup>16<\/sup> Autores como Michael Shermer, por sua vez, admitem que, apesar da import\u00e2ncia que tiveram para Darwin, as ideias de Malthus s\u00e3o cientificamente question\u00e1veis e inspiraram as mais infelizes pol\u00edticas de controle demogr\u00e1fico.<sup>17<\/sup> De todo modo, tamb\u00e9m para ele n\u00e3o parece haver qualquer constrangimento cient\u00edfico em alicer\u00e7ar a teoria evolutiva em um insustent\u00e1vel princ\u00edpio populacional.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Original em: <a href=\"https:\/\/origememrevista.com.br\/edicao2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Origem em Revista V. 1, n. 2 (2018)<\/a>. Heran\u00e7a Malthusiana: Sobre a \u201cCi\u00eancia Hist\u00f3rica\u201d de Charles Darwin por Rafael Venturini.<\/p>\n<p>Agradecemos a\u00a0<strong>Alexandre Kretzschmar<\/strong>\u00a0da <em>Origem em Revista<\/em> pela concess\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p>1. <strong>Mayr E<\/strong>. Darwin\u2019s Influence on Modern Thought. Scientific American, (24\/11\/2009).<br \/>\n2. <strong>Ruse M<\/strong>. The Darwinian Paradigm: Essays on its History, Philosophy and Religious Implications. Londres, Nova York: Routledge, 1989.<br \/>\n3. <strong>Reed J<\/strong>. Untangling Uniformitarianism, Level 1: A Quest for Clarity. Answers Research Journal 2010; (3):37\u201359.<br \/>\n4. <strong>Darwin C<\/strong>. The Autobiography of Charles Darwin. Londres: Collins, 1958.<br \/>\n5. <strong>Darwin C<\/strong>. The Variation of Animals and Plants Under Domestication. V.1. Londres: John Murray, 1868.<br \/>\n6. <strong>Darwin C<\/strong>. A Origem das Esp\u00e9cies. Tradu\u00e7\u00e3o de Eduardo Fonseca da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o revista e aumentada pelo autor. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.<br \/>\n7. <strong>Malthus T<\/strong>. Princ\u00edpios de Economia Pol\u00edtica: e Considera\u00e7\u00f5es sobre sua Aplica\u00e7\u00e3o Pr\u00e1tica; Ensaio Sobre a Popula\u00e7\u00e3o. (Col. Os Economistas). S\u00e3o Paulo, Abril Cultural, 1983.<br \/>\n8. <strong>Smith K<\/strong>. The Malthusian Controversy. Londres: Routledge and Kegan Paul, 1951.<br \/>\n9. <strong>Desmond AJ, Moore J<\/strong>. Darwin: a Vida de um Evolucionista Atormentado. 4. ed. S\u00e3o Paulo: Gera\u00e7\u00e3o Editorial, 2001<br \/>\n10. <strong>Darwin C<\/strong>. The Descent of Man and Selection in Relation to Sex. 2nd. ed. Londres: John Murray, 1882.<br \/>\n11. <strong>Vorzimmer P<\/strong>. Darwin, Malthus, and the Theory of Natural Selection. Journal of the History of Ideas 1969;30(4):527- 542.<br \/>\n12. <strong>Schwartz J<\/strong>. Charles Darwin\u2019s debt to Malthus and Edward Blyth. Journal of the History of Biology 1974; 7(2):301-318.<br \/>\n13. <strong>Bowler P<\/strong>. Malthus Darwin and the Concept of Struggle. Journal of the History of Ideas 1976; 37(4):631-650.<br \/>\n14. <strong>Young R<\/strong>. Darwin\u2019s Metaphor: Nature\u2019s Place in Victorian Culture. Cambridge e Nova York: Cambridge University Press, 1985.<br \/>\n15. <strong>Gould S<\/strong>. Darwin e os Grandes Enigmas da Vida. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1999.<br \/>\n16. Nascimento PM. Superpopula\u00e7\u00e3o e o Malthusianismo. (27\/08\/2017).<br \/>\n17. <strong>Shermer M.<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.scientificamerican.com\/article\/why-malthus-is-still-wrong\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Why Malthus Is Still Wrong<\/a>. 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