{"id":607,"date":"2016-01-21T11:00:15","date_gmt":"2016-01-21T13:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/tdibrasil.org\/?p=607"},"modified":"2021-10-10T03:48:54","modified_gmt":"2021-10-10T06:48:54","slug":"problema-3-mutacoes-aleatorias-gradativas-nao-produzem-a-informacao-genetica-necessaria-para-complexidade-irredutivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/01\/21\/problema-3-mutacoes-aleatorias-gradativas-nao-produzem-a-informacao-genetica-necessaria-para-complexidade-irredutivel\/","title":{"rendered":"Problema 3: Muta\u00e7\u00f5es Aleat\u00f3rias Gradativas N\u00e3o Conseguem Produzir a Informa\u00e7\u00e3o Gen\u00e9tica Necess\u00e1ria para a Complexidade Irredut\u00edvel"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/tdibrasil.org\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/stairs1.jpg\" \/><\/p>\n<p><em><b>Nota do tradutor:<\/b> esta \u00e9 a parte 3 da s\u00e9rie de 10 artigos sobre os problemas cient\u00edficos da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e qu\u00edmica. A s\u00e9rie \u00e9 baseada no cap\u00edtulo &#8220;The Top Ten Scientific Problems with Biological and Chemical Evolution&#8221; de autoria de <a href=\"https:\/\/www.discovery.org\/p\/188\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Casey Luskin<\/a> no livro <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/dp\/0991988027\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">More than Myth<\/a>, editado por Paul Brown e Robert Stackpole (Chartwell Press, 2014). Eis a lista de todos os artigos da s\u00e9rie: <a href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/01\/18\/os-10-maiores-problemas-cientificos-evolucao-biologica-quimica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Artigo introdut\u00f3rio<\/a>, <a href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/01\/19\/problema-1-nao-existe-mecanismo-viavel-sopa-primordial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Problema 1<\/a>, <a href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/01\/20\/problema-2-processos-quimicos-sem-controle-nao-conseguem-explicar-origem-codigo-genetico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Problema 2<\/a>, <a href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/01\/21\/problema-3-mutacoes-aleatorias-gradativas-nao-produzem-a-informacao-genetica-necessaria-para-complexidade-irredutivel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Problema 3<\/a>, <a href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/01\/22\/problema-4-selecao-natural-esforca-fixar-caracteristicas-vantajosas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Problema 4<\/a>, <a href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/01\/25\/problema-5-aparecimento-abrupto-especies-registro-fossil-nao-condiz-evolucao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Problema 5<\/a>, <a href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/01\/26\/problema-6-biologia-molecular-falhou-fornecer-arvore-vida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Problema 6<\/a>, <a href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/01\/27\/problema-7-evolucao-convergente-desafia-darwinismo-destroi-logica-da-ancestralidade-comum\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Problema 7<\/a>, <a href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/01\/28\/problema-8-diferencas-entre-embrioes-vertebrados-contradizem-previsoes-ancestralidade-comum\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Problema 8<\/a>, <a href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/01\/29\/problema-9-neo-darwinismo-se-esforca-para-explicar-biogeografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Problema 9<\/a>, <a href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/02\/01\/problema-10-longa-historia-previsoes-imprecisas-neo-darwinismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Problema 10<\/a>.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>De acordo com os bi\u00f3logos evolucionistas, depois que a vida come\u00e7ou, a evolu\u00e7\u00e3o darwiniana assumiu o posto e eventualmente teria produzido a grande diversidade de vida que observamos hoje. De acordo com o ponto de vista tradicional, os processos de muta\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria e sele\u00e7\u00e3o natural formaram a grande complexidade de vida atrav\u00e9s de pequenos passos mutacionais por vez. Todos as caracter\u00edsticas complexas da vida, \u00e9 claro, s\u00e3o entendidas como estando codificadas no DNA dos organismos vivos. A constru\u00e7\u00e3o de novas caracter\u00edsticas, portanto, requer a gera\u00e7\u00e3o de novas informa\u00e7\u00f5es no c\u00f3digo gen\u00e9tico. Essas informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias podem ser produzidas nesse processo, passo-a-passo e sem controle, exigido pela teoria de Darwin?<br \/>\n<!--more--><br \/>\nQuase todo mundo concorda que a evolu\u00e7\u00e3o darwiniana tende a funcionar bem quando cada pequeno passo ao longo de um caminho evolutivo oferece alguma vantagem de sobreviv\u00eancia. Michael Behe, cr\u00edtico de Darwin, observa que &#8220;se s\u00f3 uma muta\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para conferir alguma habilidade, ent\u00e3o a evolu\u00e7\u00e3o darwiniana tem pouco problema para encontr\u00e1-la&#8221; <a href=\"#ref24\" name=\"back24\">[24]<\/a>. No entanto, quando m\u00faltiplas muta\u00e7\u00f5es devem estar presentes simultaneamente para haver ganho de uma vantagem funcional, a evolu\u00e7\u00e3o darwiniana fica emperrada. Como Behe explica: &#8220;Se mais de uma muta\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria, a chance de obter todas as muta\u00e7\u00f5es corretas fica exponencialmente pequena&#8221; <a href=\"#ref25\" name=\"back25\">[25]<\/a>.<\/p>\n<p>Behe, professor de bioqu\u00edmica na Lehigh University, cunhou o termo &#8220;complexidade irredut\u00edvel&#8221; para descrever sistemas que requerem muitas partes &#8212; e por isso, muitas muta\u00e7\u00f5es que precisam estar presentes de uma vez s\u00f3 &#8212; antes de fornecer qualquer vantagem de sobreviv\u00eancia para o organismo. De acordo com Behe, tais sistemas n\u00e3o pode evoluir no processo gradual passo-a-passo exigido pela evolu\u00e7\u00e3o darwiniana. Como resultado, ele afirma que a muta\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria e sele\u00e7\u00e3o natural sem controle n\u00e3o podem gerar a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica necess\u00e1ria para produzir estruturas com complexidade irredut\u00edvel. Muitas muta\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas seriam necess\u00e1rias &#8212; um evento que \u00e9 bem improv\u00e1vel de acontecer.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o desse problema n\u00e3o se limita aos cr\u00edticos de Darwin. Um artigo de um bi\u00f3logo evolucionista proeminente no peri\u00f3dico <em>Proceedings of the U.S. National Academy of Science<\/em> reconhece que &#8220;o surgimento simult\u00e2neo de todos os componentes de um sistema n\u00e3o \u00e9 plaus\u00edvel&#8221; <a href=\"#ref26\" name=\"back26\">[26]<\/a>. Da mesma forma, o bi\u00f3logo evolucionista da University of Chicago Jerry Coyne &#8212; um defensor fiel do Darwinismo &#8212; admite que &#8220;a sele\u00e7\u00e3o natural n\u00e3o pode construir uma caracter\u00edstica em que passos intermedi\u00e1rios n\u00e3o confiram um benef\u00edcio total ao organismo&#8221; <a href=\"#ref27\" name=\"back27\">[27]<\/a>. At\u00e9 Darwin reconheceu esse problema intuitivamente, como ele escreveu em <em>A Origem das Esp\u00e9cies<\/em>:<\/p>\n<pre>\nSe pudesse ser demonstrado que existiu algum \u00f3rg\u00e3o complexo, que n\u00e3o poderia ter sido formado por numerosas, sucessivas e ligeiras modifica\u00e7\u00f5es, minha teoria seria totalmente invalidada <a href=\"#ref28\" name=\"back28\">[28]<\/a>.\n<\/pre>\n<p>Os cientistas evolucionistas, como Darwin e Coyne, afirmam que n\u00e3o conhecem algum caso real em que a sele\u00e7\u00e3o darwiniana fica emperrada dessa maneira. Mas eles concordam, ao menos em princ\u00edpio, que existem limites te\u00f3ricos do que a evolu\u00e7\u00e3o darwiniana possa realizar: se uma caracter\u00edstica n\u00e3o puder ser formada por &#8220;numerosas, sucessivas e ligeiras modifica\u00e7\u00f5es&#8221;, e se &#8220;as etapas intermedi\u00e1rias n\u00e3o conferirem um benef\u00edcio total para o organismo&#8221;, ent\u00e3o a evolu\u00e7\u00e3o darwiniana estar\u00e1 &#8220;totalmente invalidada&#8221;.<\/p>\n<p>Os problemas s\u00e3o reais. A biologia moderna continua descobrindo mais e mais exemplos de que a complexidade biol\u00f3gica parece ultrapassar a capacidade geradora de informa\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o darwiniana.<\/p>\n<p><strong>M\u00e1quinas moleculares<\/strong><\/p>\n<p>Em seu livro <em>A Caixa Preta de Darwin<\/em>, Michael Behe discorre sobre m\u00e1quinas moleculares que precisam de m\u00faltiplas partes j\u00e1 presentes antes para que pudessem funcionar e oferecer alguma vantagem para o organismo. O exemplo mais famoso de Behe \u00e9 o flagelo bacteriano &#8212; um motor rotativo micromolecular, funcionando como um motor de popa na bact\u00e9ria para impulsion\u00e1-la pelo meio l\u00edquido para encontrar comida. Sobre isso, os flagelos tem um projeto b\u00e1sico que \u00e9 muito semelhante a alguns motores feitos por seres humanos e que cont\u00eam muitas pe\u00e7as que s\u00e3o familiares para os engenheiros, incluindo rotor, estator, junta universal, h\u00e9lice, freio e embreagem. Como um bi\u00f3logo molecular escreveu na revista <em>Cell<\/em>, &#8220;assim como outros motores, o flagelo se assemelha a uma m\u00e1quina projetada por um ser humano&#8221; <a href=\"#ref29\" name=\"back29\">[29]<\/a>. No entanto, a efici\u00eancia energ\u00e9tica dessas m\u00e1quinas supera qualquer coisa produzida por seres humanos: o mesmo artigo constatou que a efici\u00eancia do flagelo bacteriano &#8220;poderia ser pr\u00f3xima de 100%&#8221; <a href=\"#ref30\" name=\"back30\">[30]<\/a>.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios tipos de flagelos, mas todos usam certos componentes b\u00e1sicos. Um artigo na <em>Nature Reviews Microbiology<\/em> reconhece, &#8220;todos os flagelos bacterianos compartilham de um conjunto essencial de prote\u00ednas&#8221;, j\u00e1 que &#8220;tr\u00eas dispositivos modulares moleculares est\u00e3o no cerne do flagelo bacteriano: o rotor-estator que energiza a rota\u00e7\u00e3o flagelar, o aparato quimiot\u00e1xico que gerencia as mudan\u00e7as na dire\u00e7\u00e3o do movimento, e do Sistema de Secre\u00e7\u00e3o Tipo 3 (T3SS) que gerencia a exporta\u00e7\u00e3o dos componentes axiais do flagelo&#8221; <a href=\"#ref31\" name=\"back31\">[31]<\/a>. Como isso pode sugerir, o flagelo \u00e9 irredutivelmente complexo. Experimentos gen\u00e9ticos mostraram que ele n\u00e3o consegue se formar ou funcionar corretamente se qualquer um dos seus 35 genes estivesse faltando <a href=\"#ref32\" name=\"back32\">[32]<\/a>. Neste jogo de tudo-ou-nada, as muta\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguem produzir a complexidade necess\u00e1ria para formar um motor flagelar rotativo e funcional em pequenos passos incrementais, e as chances s\u00e3o muito remotas para que ele se montasse em um grande salto. Na verdade, o artigo da <em>Nature Reviews Microbiology<\/em> mencionado acima admitiu que &#8220;a comunidade de pesquisa dos flagelos mal come\u00e7ou a ponderar sobre como esses sistemas evolu\u00edram&#8221; <a href=\"#ref33\" name=\"back33\">[33]<\/a>.<\/p>\n<p>No entanto, o flagelo \u00e9 apenas um dos exemplos entre milhares de m\u00e1quinas moleculares conhecidas na biologia. Um \u00fanico projeto de pesquisa relatou a descoberta de mais de 250 novas m\u00e1quinas moleculares apenas no fungo de fermento <a href=\"#ref34\" name=\"back34\">[34]<\/a>. O ex-presidente da Academia Nacional de Ci\u00eancias dos EUA (National Academy of Sciences, NAS), Bruce Alberts, escreveu um artigo na revista <em>Cell<\/em> elogiando a &#8220;velocidade&#8221;, &#8220;eleg\u00e2ncia&#8221;, &#8220;sofistica\u00e7\u00e3o&#8221; e a &#8220;atividade altamente organizada&#8221; dessas m\u00e1quinas moleculares &#8220;not\u00e1veis&#8221; e &#8220;maravilhosas&#8221;. Ele explicou o que o inspirou nessas palavras: &#8220;Por que n\u00f3s chamamos de m\u00e1quinas proteicas os grandes grupos de prote\u00ednas que est\u00e3o por tr\u00e1s da fun\u00e7\u00e3o celular? Precisamente porque, como m\u00e1quinas inventadas pelo homem para lidar de forma eficiente com o mundo macrosc\u00f3pico, estes grupos de prote\u00ednas cont\u00eam pe\u00e7as m\u00f3veis altamente coordenadas&#8221; <a href=\"#ref35\" name=\"back35\">[35]<\/a>. Bioqu\u00edmicos como Behe e outros acreditam que, com todas as suas pe\u00e7as coordenadas interagindo, muitas dessas m\u00e1quinas n\u00e3o poderiam ter evolu\u00eddo passo-a-passo ao modo darwiniano.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as m\u00e1quinas com v\u00e1rias pe\u00e7as que est\u00e3o fora do alcance da evolu\u00e7\u00e3o darwiniana. Partes das pr\u00f3prias prote\u00ednas que constroem estas m\u00e1quinas tamb\u00e9m exigiriam v\u00e1rias muta\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas para que surgissem.<\/p>\n<p><strong>A pesquisa desafia o mecanismo darwiniano<\/strong><\/p>\n<p>Em 2000 e 2004, o especialista em prote\u00ednas Douglas Axe publicou uma pesquisa experimental no <em>Journal of Molecular Biology<\/em> sobre testes de sensibilidade mutacional que ele realizou com enzimas em bact\u00e9rias <a href=\"#ref36\" name=\"back36\">[36]<\/a>. Enzimas s\u00e3o cadeias longas de amino\u00e1cidos que se dobram em um formato tridimensional espec\u00edfico e est\u00e1vel para que possam funcionar. Os experimentos de sensibilidade mutacionais come\u00e7am por fazer muta\u00e7\u00f5es das sequ\u00eancias de amino\u00e1cidos dessas prote\u00ednas, em seguida testando as prote\u00ednas mutantes para determinar se elas ainda podem se dobrar num formato est\u00e1vel e funcionar adequadamente. A pesquisa de Axe verificou que as sequ\u00eancias de amino\u00e1cidos que produzem arranjos proteicos est\u00e1veis e funcionais podem ser t\u00e3o raras como na propor\u00e7\u00e3o de 1 em 10<sup>74<\/sup> sequ\u00eancias, o que sugere que a maioria das sequ\u00eancias de amino\u00e1cidos n\u00e3o ir\u00e3o produzir prote\u00ednas est\u00e1veis e, portanto, n\u00e3o poderiam funcionar nos organismos vivos.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o dessa raridade extrema de sequ\u00eancias de prote\u00ednas funcionais, seria muito dif\u00edcil que muta\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias tomassem uma prote\u00edna de um tipo de formato, e evolu\u00edssem para um outro tipo sem passar por algum est\u00e1gio n\u00e3o funcional. Em vez de evoluir atrav\u00e9s de &#8220;numerosas, sucessivas e ligeiras modifica\u00e7\u00f5es&#8221;, muitas mudan\u00e7as precisariam ocorrer simultaneamente para &#8220;encontrar&#8221; as sequ\u00eancias raras e improv\u00e1veis de amino\u00e1cidos que produzissem prote\u00ednas funcionais. Colocando o tema em perspectiva, os resultados de Axe sugerem que as chances de processos darwinianos cegos e n\u00e3o controlados produzirem um formato funcional de prote\u00edna s\u00e3o menores do que as chances de algu\u00e9m, com os olhos fechados, disparar uma flecha na Via L\u00e1ctea e acertar um \u00e1tomo pr\u00e9-selecionado <a href=\"#ref37\" name=\"back37\">[37]<\/a>.<\/p>\n<p>Prote\u00ednas interagem comumente com outras prote\u00ednas atrav\u00e9s de um encaixe tipo &#8220;m\u00e3o na luva&#8221;, mas essas intera\u00e7\u00f5es exigem frequentemente que muitos amino\u00e1cidos estejam &#8220;simplesmente corretos&#8221; antes que elas ocorram. Em 2004, Behe, juntamente com o f\u00edsico da Universidade de Pittsburgh David Snoke, simulou a evolu\u00e7\u00e3o darwiniana dessas intera\u00e7\u00f5es prote\u00edna-prote\u00edna. Os c\u00e1lculos de Behe e Snoke descobriram que, para organismos multicelulares, a evolu\u00e7\u00e3o de uma simples intera\u00e7\u00e3o prote\u00edna-prote\u00edna que necessitasse de duas ou mais muta\u00e7\u00f5es para funcionar provavelmente exigiria mais organismos e gera\u00e7\u00f5es do que os que estiveram dispon\u00edveis ao longo de toda a hist\u00f3ria da Terra. Eles conclu\u00edram que &#8220;o mecanismo de duplica\u00e7\u00e3o de genes e muta\u00e7\u00f5es pontuais por si mesmos seriam ineficazes&#8230; porque poucas esp\u00e9cies multicelulares alcan\u00e7am os tamanhos populacionais necess\u00e1rios&#8221; <a href=\"#ref38\" name=\"back38\">[38]<\/a>.<\/p>\n<p>Quatro anos depois, numa tentativa de refutar os argumentos de Behe, os bi\u00f3logos Rick Durrett and Deena Schmidt acabaram confirmando a contragosto que ele estava basicamente correto. Depois de calcular a probabilidade de duas muta\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas acontecendo por evolu\u00e7\u00e3o darwiniana em uma popula\u00e7\u00e3o de seres humanos, eles descobriram que um evento como esse &#8220;levaria mais de 100 milh\u00f5es de anos&#8221;. Tendo em vista que os humanos divergiram de seu suposto ancestral comum com os chimpanz\u00e9s h\u00e1 apenas 6 milh\u00f5es de anos, eles reconheceram que tais muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o &#8220;muito pouco prov\u00e1veis de acontecer em uma escala razo\u00e1vel de tempo&#8221; <a href=\"#ref39\" name=\"back39\">[39]<\/a>.<\/p>\n<p>Agora, um defensor do darwinismo poderia dizer que estes c\u00e1lculos mediram o poder do mecanismo darwiniano s\u00f3 entre organismos multicelulares, onde ele seria menos eficiente pois esses organismos mais complexos t\u00eam tamanhos menores de popula\u00e7\u00e3o e tempos maiores de gera\u00e7\u00e3o do que organismos unicelulares procariontes, como bact\u00e9rias. A evolu\u00e7\u00e3o darwiniana, percebe o darwinista, poderia ter uma melhor chance quando operasse em organismos como as bact\u00e9rias, que se reproduzem mais r\u00e1pido e t\u00eam tamanhos de popula\u00e7\u00e3o muito maiores. Cientistas c\u00e9ticos da evolu\u00e7\u00e3o darwiniana est\u00e3o cientes dessa obje\u00e7\u00e3o, e descobriram que mesmo entre organismos que evoluem mais rapidamente como bact\u00e9rias, a evolu\u00e7\u00e3o darwiniana enfrenta grandes limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 2010, Douglas Axe publicou comprova\u00e7\u00f5es indicando que, apesar das altas taxas de muta\u00e7\u00e3o e das generosas suposi\u00e7\u00f5es que favoreciam um processo darwiniano, adapta\u00e7\u00f5es moleculares que exigissem mais de seis muta\u00e7\u00f5es antes de produzir qualquer vantagem seria extremamente improv\u00e1vel de surgir na hist\u00f3ria da Terra.<\/p>\n<p>No ano seguinte, Axe publicou uma pesquisa com a bi\u00f3loga do desenvolvimento Ann Gauger a respeito de experimentos para converter uma enzima bacteriana em outra enzima intimamente relacionada &#8211; o tipo de convers\u00e3o que evolucionistas afirmam que poderia acontecer facilmente. Para este caso, eles descobriram que a convers\u00e3o exigiria um m\u00ednimo de pelo menos sete mudan\u00e7as simult\u00e2neas <a href=\"#ref40\" name=\"back40\">[40]<\/a>, que excede o limite de seis muta\u00e7\u00f5es que Axe tinha previamente estabelecido como limite do que \u00e9 prov\u00e1vel que a evolu\u00e7\u00e3o darwiniana seja capaz de realizar em bact\u00e9rias. Em raz\u00e3o de essa convers\u00e3o ser considerada relativamente simples, a pesquisa sugere que as caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas mais complexas exigiriam mais de seis muta\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas para dar alguma vantagem funcional nova.<\/p>\n<p>Em outros experimentos conduzidos por Gauger e pelo bi\u00f3logo Ralph Seelke da University of Wisconsin\u2013Superior, os pesquisadores quebraram um gene na bact\u00e9ria E. Coli necess\u00e1rio para sintetizar o amino\u00e1cido triptofano. Quando o genoma da bact\u00e9ria foi quebrado em apenas um lugar, muta\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias foram capazes de &#8220;consertar&#8221; o gene. Mas, mesmo quando apenas duas muta\u00e7\u00f5es eram necess\u00e1rias para restaurar a fun\u00e7\u00e3o, a evolu\u00e7\u00e3o darwiniana parecia ficar empacada, com incapacidade de recuperar a fun\u00e7\u00e3o completa <a href=\"#ref41\" name=\"back41\">[41]<\/a>.<\/p>\n<p>Esses tipos de resultados sugerem consistentemente que as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que prote\u00ednas e enzimas funcionem s\u00e3o numerosas demais para serem produzidas por processos darwinianos em qualquer escala razo\u00e1vel de tempo evolutivo.<\/p>\n<p><strong>C\u00e9ticos de Darwin abundam<\/strong><\/p>\n<p>Os doutores Axe, Gauger e Seelke n\u00e3o s\u00e3o de modo nenhum os \u00fanicos cientistas a observar a raridade das sequ\u00eancias de amino\u00e1cidos que produzem prote\u00ednas funcionais. Um proeminente livro-texto de biologia de n\u00edvel universit\u00e1rio afirma que &#8220;mesmo uma pequena mudan\u00e7a na estrutura prim\u00e1ria pode afetar a conforma\u00e7\u00e3o e a capacidade de uma prote\u00edna de funcionar&#8221; <a href=\"#ref42\" name=\"back42\">[42]<\/a>. De forma parecida, o bi\u00f3logo evolucionista David S. Goodsell escreve:<\/p>\n<pre>\nApenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o das poss\u00edveis combina\u00e7\u00f5es de amino\u00e1cidos dar\u00e1 forma espontaneamente a uma estrutura est\u00e1vel. Se voc\u00ea fizer uma prote\u00edna com uma sequ\u00eancia aleat\u00f3ria de amino\u00e1cidos, as chances s\u00e3o de que ela s\u00f3 ir\u00e1 formar um emaranhado pegajoso quando colocados em \u00e1gua <a href=\"#ref43\" name=\"back43\">[43]<\/a>.\n<\/pre>\n<p>Goodsell prossegue afirmando que &#8220;as c\u00e9lulas aperfei\u00e7oaram as sequ\u00eancias de amino\u00e1cidos ao longo de muitos anos de sele\u00e7\u00e3o evolutiva&#8221;. Mas se sequ\u00eancias de prote\u00ednas funcionais s\u00e3o raras, ent\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que a sele\u00e7\u00e3o natural n\u00e3o seja capaz de transformar prote\u00ednas de uma seq\u00fc\u00eancia gen\u00e9tica funcional para outra sem ficarem presas em algum est\u00e1gio intermedi\u00e1rio mal adaptado ou n\u00e3o ben\u00e9fico.<\/p>\n<p>A falecida bi\u00f3loga Lynn Margulis, uma membra muito respeitada da Academia Nacional de Ci\u00eancias dos EUA (National Academy of Sciences, NAS) at\u00e9 a sua morte em 2011, disse uma vez &#8220;novas muta\u00e7\u00f5es n\u00e3o criam novas esp\u00e9cies; criam filhos que s\u00e3o debilitados&#8221; <a href=\"#ref44\" name=\"back44\">[44]<\/a>. Ela ainda explicou em 2011 numa entrevista:<\/p>\n<pre>\nOs neo-darwinistas dizem que novas esp\u00e9cies surgem quando muta\u00e7\u00f5es ocorrem e modificam um organismo. Me ensinaram muitas e muitas vezes que a acumula\u00e7\u00e3o de muta\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias levou \u00e0 mudan\u00e7a evolutiva e a novas esp\u00e9cies. Eu acreditava nisso at\u00e9 procurar pelas evid\u00eancias <a href=\"#ref45\" name=\"back45\">[45]<\/a>.\n<\/pre>\n<p>Similarmente, o ex-presidente da Academia de Ci\u00eancias da Fran\u00e7a, Pierre-Paul Grasse, afirmou que &#8220;as muta\u00e7\u00f5es t\u00eam uma &#8216;capacidade construtiva&#8217; muito limitada&#8221;, porque &#8220;n\u00e3o importa qu\u00e3o numerosas sejam, muta\u00e7\u00f5es n\u00e3o produzem qualquer tipo de evolu\u00e7\u00e3o&#8221; <a href=\"#ref46\" name=\"back46\">[46]<\/a>.<\/p>\n<p>Muitos outros cientistas se sentem assim. Mais de 800 cientistas com p\u00f3s-doutorado assinaram uma declara\u00e7\u00e3o dizendo que &#8220;s\u00e3o c\u00e9ticos quanto a afirma\u00e7\u00f5es sobre a capacidade da muta\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria e da sele\u00e7\u00e3o natural para explicar a complexidade da vida&#8221; <a href=\"#ref47\" name=\"back47\">[47]<\/a>. De fato, dois bi\u00f3logos escreveram no <em>Annual Review of Genomics and Human Genetics<\/em>: &#8220;Continua a ser um mist\u00e9rio como o processo aleat\u00f3rio da muta\u00e7\u00e3o combinada com a sele\u00e7\u00e3o natural resultou na cria\u00e7\u00e3o de milhares de novas prote\u00ednas com fun\u00e7\u00f5es extraordinariamente diversas e bem otimizadas. Este problema \u00e9 particularmente grave para os sistemas moleculares fortemente integrados que consistem em muitas partes interagindo&#8221; <a href=\"#ref48\" name=\"back48\">[48]<\/a>. Talvez fosse menos misterioso se as concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas pudessem ser expandidas para al\u00e9m dos mecanismos evolutivos n\u00e3o controlados como muta\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias e sele\u00e7\u00e3o natural para explicar a origem das caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas complexas.<\/p>\n<p><em>Texto traduzido e adaptado de <a href=\"https:\/\/www.evolutionnews.org\/2015\/01\/problem_3_rando091121.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Evolution News &#038; Views<\/a>.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p>\n<p><a href=\"#back24\" name=\"ref24\">[24]<\/a> Michael Behe, &#8220;Is There an &#8216;Edge&#8217; to Evolution?&#8221;, <a href=\"https:\/\/www.faithandevolution.org\/debates\/is-there-an-edge-to-evolution.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#back25\" name=\"ref25\">[25]<\/a> Ibid.<\/p>\n<p><a href=\"#back26\" name=\"ref26\">[26]<\/a> Michael Lynch, &#8220;Evolutionary layering and the limits to cellular perfection&#8221;, <em>Proceedings of the U.S. National Academy of Sciences<\/em>, dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/cgi\/doi\/10.1073\/pnas.1216130109\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#back27\" name=\"ref27\">[27]<\/a> Jerry Coyne, &#8220;The Great Mutator (Review of The Edge of Evolution, de Michael Behe)&#8221;, <em>The New Republic<\/em>, pp. 38-44, 39 (18\/06\/2007).<\/p>\n<p><a href=\"#back28\" name=\"ref28\">[28]<\/a> Charles Darwin, <em>A Origem das Esp\u00e9cies<\/em> (1859), cap\u00edtulo 6, dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/www.literature.org\/authors\/darwin-charles\/the-origin-of-species\/chapter-06.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#back29\" name=\"ref29\">[29]<\/a> David J. DeRosier, &#8220;The turn of the screw: The bacterial flagellar motor&#8221;, <em>Cell<\/em>, 93: 17-20 (1998).<\/p>\n<p><a href=\"#back30\" name=\"ref30\">[30]<\/a> Ibid.<\/p>\n<p><a href=\"#back31\" name=\"ref31\">[31]<\/a> Mark Pallen e Nicholas Matzke, &#8220;From The Origin of Species to the Origin of Bacterial Flagella&#8221;, <em>Nature Reviews Microbiology<\/em>, 4:788 (2006).<\/p>\n<p><a href=\"#back32\" name=\"ref32\">[32]<\/a> Esses experimentos foram feitos em flagelos de E. coli e de S. typhimurium. Veja o transcrito do testemunho de Scott Minnich, pp. 103-112, Kitzmiller et al. v. Dover Area School Board, No. 4:04-CV-2688 (M.D. Pa., Nov. 3, 2005). Outros estudos experimentais identificaram mais de 30 prote\u00ednas necess\u00e1rias para formar flagelos. Veja Tabela 1 em Robert M. Macnab, &#8220;Flagella&#8221;, em <em>Escheria Coli and Salmonella Typhimurium: Cellular and Molecular Biology Vol 1<\/em>, pp. 73-74, Frederick C. Neidhart, John L. Ingraham, K. Brooks Low, Boris Magasanik, Moselio Schaechter, and H. Edwin Umbarger, eds., (Washington D.C.: American Society for Microbiology, 1987).<\/p>\n<p><a href=\"#back33\" name=\"ref33\">[33]<\/a> Mark Pallen e\u00a0Nicholas Matzke, &#8220;From The Origin of Species to the Origin of Bacterial Flagella&#8221;, <em>Nature Reviews Microbiology<\/em>, 4:788 (2006).<\/p>\n<p><a href=\"#back34\" name=\"ref34\">[34]<\/a> &#8220;The Closest Look Ever at the Cell&#8217;s Machines&#8221;, ScienceDaily.com (24\/01\/2006), dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2006\/01\/060123121832.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#back35\" name=\"ref35\">[35]<\/a> Bruce Alberts, &#8220;The Cell as a Collection of Protein Machines: Preparing the Next Generation of Molecular Biologists&#8221;, <em>Cell<\/em>, 92:291 (06\/02\/1998).<\/p>\n<p><a href=\"#back36\" name=\"ref36\">[36]<\/a> Douglas A. Axe, &#8220;Estimating the Prevalence of Protein Sequences Adopting Functional Enzyme Folds&#8221;, <em>Journal of Molecular Biology<\/em>, 341: 1295-1315 (2004); Douglas A. Axe, &#8220;Extreme Functional Sensitivity to Conservative Amino Acid Changes on Enzyme Exteriors&#8221;, <em>Journal of Molecular Biology<\/em>, 301: 585-595 (2000).<\/p>\n<p><a href=\"#back37\" name=\"ref37\">[37]<\/a> Stephen C. Meyer, <em>Signature in the Cell: DNA and the Evidence for Intelligent Design<\/em>, p. 211 (Harper One, 2009).<\/p>\n<p><a href=\"#back38\" name=\"ref38\">[38]<\/a> Michael Behe e David Snoke, &#8220;Simulating Evolution by Gene Duplication of Protein Features That Require Multiple Amino Acid Residues&#8221;, <em>Protein Science<\/em>, 13: 2651-2664 (2004).<\/p>\n<p><a href=\"#back39\" name=\"ref39\">[39]<\/a> Rick Durrett e Deena Schmidt, &#8220;Waiting for Two Mutations: With Applications to Regulatory Sequence Evolution and the Limits of Darwinian Evolution&#8221;, <em>Genetics<\/em>, 180:1501-1509 (2008). Para uma discuss\u00e3o mais detalhada, ver Ann Gauger, Douglas Axe, Casey Luskin, <em>Science and Human Origins<\/em> (Discovery Institute Press, 2012).<\/p>\n<p><a href=\"#back40\" name=\"ref40\">[40]<\/a> Ann Gauger e Douglas Axe, &#8220;The Evolutionary Accessibility of New Enzyme Functions: A Case Study from the Biotin Pathway&#8221;, <em>BIO-Complexity<\/em>, 2011 (1): 1-17.<\/p>\n<p><a href=\"#back41\" name=\"ref41\">[41]<\/a> Ann Gauger, Stephanie Ebnet, Pamela F. Fahey, e Ralph Seelke, &#8220;Reductive Evolution Can Prevent Populations from Taking Simple Adaptive Paths to High Fitness&#8221;, <em>BIO-Complexity<\/em>, 2010 (2): 1-9.<\/p>\n<p><a href=\"#back42\" name=\"ref42\">[42]<\/a> Neil A. Campbell e Jane B. Reece, <em>Biology<\/em>, p. 84 (7th ed., 2005).<\/p>\n<p><a href=\"#back43\" name=\"ref43\">[43]<\/a> David S. Goodsell, <em>The Machinery of Life<\/em>, pp. 17, 19 (2nd ed., Springer, 2009).<\/p>\n<p><a href=\"#back44\" name=\"ref44\">[44]<\/a> Lynn Margulis, citada em Darry Madden, UMass Scientist to Lead Debate on Evolutionary Theory, <em>Brattleboro (Vt.) Reformer<\/em> (03\/02\/2006).<\/p>\n<p><a href=\"#back45\" name=\"ref45\">[45]<\/a> Lynn Margulis citada em &#8220;Lynn Margulis: Q + A&#8221;, <em>Discover Magazine<\/em>, p. 68 (abril de 2011).<\/p>\n<p><a href=\"#back46\" name=\"ref46\">[46]<\/a> Pierre-Paul Grass\u00e9, <em>Evolution of Living Organisms: Evidence for a New Theory of Transformation<\/em> (Academic Press: New York NY, 1977).<\/p>\n<p><a href=\"#back47\" name=\"ref47\">[47]<\/a> &#8220;A Scientific Dissent from Darwinism&#8221;, <a href=\"https:\/\/www.dissentfromdarwin.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#back48\" name=\"ref48\">[48]<\/a> Joseph W. Thornton e Rob DeSalle, &#8220;Gene Family Evolution and Homology: Genomics Meets Phylogenetics&#8221;, <em>Annual Review of Genomics and Human Genetics<\/em>, 1:41-73 (2000).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Nota do tradutor: esta \u00e9 a parte 3 da s\u00e9rie de 10 artigos sobre os problemas cient\u00edficos da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e qu\u00edmica. 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