{"id":306,"date":"2015-12-26T13:53:26","date_gmt":"2015-12-26T15:53:26","guid":{"rendered":"http:\/\/tdibrasil.org\/?p=306"},"modified":"2021-10-10T03:48:03","modified_gmt":"2021-10-10T06:48:03","slug":"a-biologia-nao-se-reduz-as-ciencias-fisicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2015\/12\/26\/a-biologia-nao-se-reduz-as-ciencias-fisicas\/","title":{"rendered":"A Biologia n\u00e3o se Reduz \u00e0s Ci\u00eancias F\u00edsicas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Acesse o original em:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ciencia\/fe0407200401.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">PARA ERNST MAYR, BIOLOGIA N\u00c3O SE REDUZ \u00c0S CI\u00caNCIAS F\u00cdSICAS<\/a><br \/>\n<b>Claudio Angelo \u00a0<\/b>em Bedford, Massachusetts (EUA)<br \/>\n<strong>Folha de\u00a0S\u00e3o Paulo<\/strong>. Domingo, 04 de julho de 2004<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">A porta do elevador se abre e Ernst Mayr avan\u00e7a lenta e determinadamente em dire\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas jornalistas. &#8220;Entrevista? Claro. Mas s\u00f3 depois de apanhar a minha correspond\u00eancia.&#8221; Logo, Mayr conduz seus interlocutores ao apartamento onde mora e trabalha sozinho. Nada mau para um centen\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouca gente fora da \u00e1rea de ci\u00eancias conhece o nome desse alem\u00e3o, que completa cem anos amanh\u00e3. Mais familiar \u00e9 o conceito de esp\u00e9cie biol\u00f3gica, que ele ajudou a definir na d\u00e9cada de 1940. E a teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin, da qual ele \u00e9 o maior guardi\u00e3o. Conhecido por colegas na Universidade Harvard apenas como Ernst, Mayr \u00e9 a \u00faltima lenda viva da biologia. Ele foi um dos respons\u00e1veis pela chamada Moderna S\u00edntese Evolucionista, movimento acad\u00eamico que juntou a teoria darwinista da sele\u00e7\u00e3o natural com a gen\u00e9tica e a ecologia, dando origem \u00e0 teoria da evolu\u00e7\u00e3o de hoje.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ele \u00e9 o principal acad\u00eamico darwinista do s\u00e9culo 20&#8221;, diz o antrop\u00f3logo David Pilbeam, de Harvard. Para o fisiologista Jared Diamond, da Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles, Mayr &#8220;moldou a vida dos cientistas&#8221; do s\u00e9culo passado. Legend\u00e1rio por sua determina\u00e7\u00e3o, pela defesa acirrada de suas id\u00e9ias e por sua coragem -fez em 1928 o primeiro levantamento das aves da Nova Guin\u00e9, enfrentando mal\u00e1ria e guerras entre tribos-, \u00e9 tamb\u00e9m um observador privilegiado dos \u00faltimos 80 anos da hist\u00f3ria da biologia, que viram o darwinismo virar paradigma e o gene virar moda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A import\u00e2ncia de Mayr come\u00e7a onde a habilidade de Charles Darwin para aparar as arestas da pr\u00f3pria teoria terminaram. Darwin prop\u00f4s a sele\u00e7\u00e3o natural como mecanismo evolutivo, mas morreu (em 1882) sem saber como a varia\u00e7\u00e3o surgia nos organismos e era passada de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o. A gen\u00e9tica, fundada por Gregor Mendel, s\u00f3 seria plenamente estabelecida no come\u00e7o do s\u00e9culo passado. Os contempor\u00e2neos de Darwin, incluindo seu amigo Thomas Huxley, nunca compraram inteiramente suas id\u00e9ias. &#8220;E, claro, os resultados de Mendel eram desconhecidos. O pensamento darwinista tinha sa\u00eddo de moda no primeiro quarto do s\u00e9culo 20&#8221;, diz Pilbeam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jogo s\u00f3 viraria a partir de 1936, quando o genetictista russo Theodosius Dobzhansky -que viria para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial e formaria pesquisadores como Crodowaldo Pavan e Ant\u00f4nio Brito da Cunha, na USP- prop\u00f4s a unifica\u00e7\u00e3o da gen\u00e9tica com o darwinismo. Mais tarde, os zo\u00f3logos Ernst Mayr e Julian Huxley (neto de Thomas Huxley), os geneticistas de popula\u00e7\u00f5es R.A. Fisher e J.B.S. Haldane e o paleont\u00f3logo George Gaylord Simpson publicariam trabalhos nos quais resolveriam v\u00e1rias quest\u00f5es em aberto na teoria. A defini\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cie de Mayr como conjunto de organismos que se cruzam entre si, mas que est\u00e3o sexualmente isolados de grupos semelhantes, \u00e9 adotada at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autor de 24 livros, entre eles o cl\u00e1ssico &#8220;Sistem\u00e1tica e a Origem das Esp\u00e9cies&#8221;, de 1942, Mayr acaba de concluir sua 25\u00aa obra, sobre filosofia da biologia. &#8220;Meu objetivo \u00e9 mostrar que a biologia \u00e9 uma ci\u00eancia aut\u00f4noma, independente das ci\u00eancias f\u00edsicas. Eu acho, mod\u00e9stia \u00e0 parte, que esse vai ser um livro importante.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta entrevista, gravada durante uma hora e meia em sua casa, Ernst passa em revista a hist\u00f3ria de sua disciplina, critica sutilmente advers\u00e1rios intelectuais e comenta a resist\u00eancia dos americanos em aceitar a evolu\u00e7\u00e3o. E d\u00e1 a receita da longevidade: acordar cedo, caminhar, n\u00e3o parar de trabalhar e&#8230; tomar iogurte todo dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Ouvimos falar que o sr. est\u00e1 trabalhando no 26\u00ba livro. <\/b><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 o 26\u00ba, \u00e9 o 25\u00ba [risos]. E eu n\u00e3o estou trabalhando mais nele, j\u00e1 li as provas finais. N\u00e3o sei como o pessoal das editoras usa seu tempo, mas a pessoa da Cambridge University Press encarregada da publica\u00e7\u00e3o me disse que n\u00e3o sai antes de julho ou agosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>E do que trata o livro? <\/b><br \/>\nO livro tenta mostrar -e eu diria que nem \u00e9 necess\u00e1rio mostrar, mas muita gente discorda- que a biologia \u00e9 uma ci\u00eancia aut\u00f4noma, que n\u00e3o deve ser misturada com a f\u00edsica. Essa \u00e9 a minha mensagem. E, de fato, quando as pessoas me perguntam qual \u00e9 realmente o meu campo, 50 ou 60 anos atr\u00e1s eu teria dito sem hesitar: &#8220;Eu sou um ornit\u00f3logo&#8221;. H\u00e1 40 anos, teria dito que era um evolucionista. Um pouco mais tarde, eu ainda diria que era um evolucionista, mas diria tamb\u00e9m que era um historiador da biologia. E, nos \u00faltimos 20 anos, gosto de dizer que sou um fil\u00f3sofo da biologia. E -isso \u00e9 provavelmente um fato do qual eu possa me gabar-, tenho diplomas honor\u00e1rios pelo meu trabalho em ornitologia em duas universidades, em evolu\u00e7\u00e3o, em sistem\u00e1tica, em hist\u00f3ria da biologia e em filosofia da biologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>\u00c9 do ponto de vista filos\u00f3fico que o sr. sente que a f\u00edsica limita a biologia? <\/b><br \/>\nEu mostro que a biologia \u00e9 uma ci\u00eancia s\u00e9ria, leg\u00edtima e honesta, como as ci\u00eancias f\u00edsicas, e todas as id\u00e9ias que costumavam ser misturadas com a filosofia da biologia, como o vitalismo e a teleologia, que vieram para tentar desacreditar a biologia, todas essas coisas esquisitas est\u00e3o fora. A biologia tem exatamente as mesmas bases das ci\u00eancias f\u00edsicas, compostas de leis naturais. As leis naturais se aplicam \u00e0 biologia da mesma forma que se aplicam \u00e0s ci\u00eancias f\u00edsicas. Mas as pessoas que comparam ambas, e os fil\u00f3sofos que p\u00f5em a biologia junto com as ci\u00eancias f\u00edsicas, deixam de fora um monte de coisas. Voc\u00ea pode ver claramente que a biologia n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que as ci\u00eancias f\u00edsicas. Dou apenas dois exemplos -um s\u00e3o as biopopula\u00e7\u00f5es. Biopopula\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que simplesmente n\u00e3o existe nas ci\u00eancias f\u00edsicas, e no entanto \u00e9 a base de quase todos os conceitos em biologia. E a segunda coisa na qual a biologia difere por princ\u00edpio das ci\u00eancias f\u00edsicas \u00e9 que, nas ci\u00eancias f\u00edsicas, todas as teorias, sem exce\u00e7\u00e3o, s\u00e3o baseadas em leis naturais. Em biologia n\u00e3o h\u00e1 leis naturais que correspondam \u00e0s das ci\u00eancias f\u00edsicas. Voc\u00ea pode perguntar como voc\u00ea pode ter teorias sem leis. Bem, em biologia, as teorias n\u00e3o se baseiam em leis, mas em conceitos -como o de sele\u00e7\u00e3o natural, em biologia evolutiva, ou conceitos como os de recursos ou de competi\u00e7\u00e3o, em ecologia. Claro, em \u00faltima inst\u00e2ncia, as leis f\u00edsicas s\u00e3o a base de tudo, mas n\u00e3o diretamente da ecologia. E assim por diante. Eu acho, mod\u00e9stia \u00e0 parte, que esse vai ser um livro realmente importante, porque os fil\u00f3sofos ignoram essa quest\u00e3o. Ela \u00e9 aborrecida, n\u00e3o se encaixa nos esquemas de pensamento deles, ent\u00e3o eles a varrem para debaixo do tapete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Ent\u00e3o houve um per\u00edodo, ap\u00f3s Newton e antes de Darwin, no qual a f\u00edsica foi uma ci\u00eancia distinta da biologia? <\/b><br \/>\nDefinitivamente. Temos um documento hist\u00f3rico maravilhoso que ilumina isso. Kant, depois de ter mostrado na &#8220;Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura&#8221; como tudo nas ci\u00eancias f\u00edsicas \u00e9 baseado nas leis naturais, foi mostrar em 1790 que a biologia n\u00e3o \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o, que ela \u00e9 baseada inteiramente em leis naturais. Ele descreve isso em algum lugar nos primeiros cap\u00edtulos da &#8220;Cr\u00edtica do Ju\u00edzo&#8221;. Ele tentou explicar a biologia em termos de generaliza\u00e7\u00f5es, de leis naturais, e foi um desastre completo. Finalmente, ele disse: bem, precisamos p\u00f4r [a biologia] em outro lugar. Onde vai ser? Claro, na teleologia. Ent\u00e3o ele escreveu &#8220;Cr\u00edtica do Ju\u00edzo&#8221;, no qual tentou fazer isso. E aquele volume, claro, foi um desastre. O n\u00famero de livros escritos sobre &#8220;Cr\u00edtica do Ju\u00edzo&#8221; \u00e9 simplesmente incr\u00edvel. Todo mundo tentou demonstrar como Kant teve a intui\u00e7\u00e3o correta de fugir das leis naturais para a biologia e adotar em vez delas a teleologia. Bem, um dos cap\u00edtulos do meu pr\u00f3ximo livro se dedica a mostrar que isso n\u00e3o funciona. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma for\u00e7a obscura na natureza, como a teleologia ou a causa primeira de Arist\u00f3teles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Ent\u00e3o o sr. diria que a busca da biologia molecular por circunscrever tudo a liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas e leis f\u00edsicas \u00e9 o mesmo erro que Kant cometeu? <\/b><br \/>\nN\u00e3o. Deixe-me dar um passo atr\u00e1s. Quando a biologia se originou? Bem, at\u00e9 o s\u00e9culo 18, voc\u00ea tinha v\u00e1rios campos de atividade biol\u00f3gica, como anatomia e taxonomia, mas n\u00e3o tinha o campo da biologia. A palavra &#8220;biologia&#8221;, curiosamente, foi proposta tr\u00eas vezes, independentemente, por volta de 1800, por tr\u00eas autores -dois alem\u00e3es e um franc\u00eas. Minha proposi\u00e7\u00e3o, que fiz em livros anteriores, foi que a biologia como um campo que voc\u00ea pode reconhecer, como algo diferente das ci\u00eancias f\u00edsicas, que voc\u00ea pode designar por uma \u00fanica palavra, se desenvolveu e se tornou o que \u00e9 hoje em um per\u00edodo relativamente curto. Foram cerca de 40 anos, [a partir] de 1828, quando Karl Ernst von Baer organizou a embriologia, e logo depois vieram os fundadores da citologia, [Theodor] Schwann e [Matthias Jakob] Schleiden, que causaram um grande furor quando publicaram seu trabalho na d\u00e9cada de 1830, ao mostrar que animais e plantas s\u00e3o compostos dos mesmos elementos, as c\u00e9lulas. Ent\u00e3o veio o grande per\u00edodo da fisiologia, com Claude Bernard, na Fran\u00e7a, e pessoas como Johannes [Peter] M\u00fcller e outros, na Alemanha. Esse foi um terceiro campo. Ap\u00f3s algum tempo vieram [Charles] Darwin e [Alfred Russel] Wallace e a biologia evolutiva, e depois, em 1865-66, a gen\u00e9tica. Ent\u00e3o, essa s\u00e9rie de ci\u00eancias que come\u00e7am com a embriologia e terminam com a gen\u00e9tica s\u00e3o os alicerces da biologia. Voc\u00ea pergunta sobre a biologia molecular. Bem, deixe-me dar mais um passo ou dois atr\u00e1s. Houve um per\u00edodo no come\u00e7o do s\u00e9culo passado durante o qual a s\u00edntese evolucionista teve lugar. At\u00e9 aquela \u00e9poca, ou seja, o per\u00edodo entre 1859 e a s\u00edntese, nos anos 1940, houve uma grande reviravolta na biologia evolutiva, na qual foram propostas pelo menos quatro ou cinco grandes teorias b\u00e1sicas da evolu\u00e7\u00e3o, como a das c\u00e9lulas germinativas. A s\u00edntese evolucionista, iniciada por [Theodosius] Dobzhansky e \u00e0 qual se juntaram depois pessoas como eu, Julian Huxley e [George] Simpson, p\u00f4s um fim \u00e0s elabora\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas no campo da evolu\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea tem [Oswald Theodore] Avery mostrando que os \u00e1cidos nucl\u00e9icos, n\u00e3o as prote\u00ednas, s\u00e3o o material da evolu\u00e7\u00e3o, e a\u00ed vieram James Watson e Francis Crick e todos os desenvolvimentos em biologia molecular, depois a gen\u00f4mica. Cada vez que uma dessas grandes revolu\u00e7\u00f5es acontecia, algu\u00e9m esperava, por exemplo, que a s\u00edntese evolucionista fosse precisar ser reescrita. Mas o fato \u00e9 que nenhuma dessas revolu\u00e7\u00f5es na estrutura da nova biologia, de Avery \u00e0 gen\u00f4mica, nada disso realmente afetou o paradigma darwinista. Dito isso, desde Watson e Crick novos livros aparecem tentando provar que o darwinismo \u00e9 inv\u00e1lido. Nenhum deles foi um sucesso. Agora, finalmente respondendo \u00e0 sua pergunta, o gozado \u00e9 que a biologia molecular tem um impacto notavelmente pequeno na teoria estrutural da biologia. Pelo menos \u00e9 o que me parece hoje em dia. Claro, os bi\u00f3logos moleculares podem apontar para o c\u00f3digo gen\u00e9tico e dizer que o c\u00f3digo mostrou que a vida como a conhecemos s\u00f3 pode ter se originado uma vez, sen\u00e3o n\u00e3o ter\u00edamos o mesmo c\u00f3digo para todos os organismos. E h\u00e1 outras contribui\u00e7\u00f5es da biologia molecular, mas nenhuma delas realmente tocou a teoria estrutural do paradigma darwinista, na minha opini\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Por outro lado, ela \u00e9 vista pelos bi\u00f3logos moleculares e tamb\u00e9m pelo p\u00fablico como o momento que define a biologia do s\u00e9culo 20. Eles reconstru\u00edram toda a hist\u00f3ria da biologia como se apontasse para a biologia molecular e o Projeto Genoma Humano como seu cl\u00edmax&#8230; <\/b><br \/>\nSe voc\u00ea voltar atr\u00e1s, os bi\u00f3logos moleculares se apropriam de tudo o que aconteceu antes como cr\u00e9dito deles. Mas, por outro lado, se voc\u00ea fosse um citologista, voc\u00ea poderia dizer que a demonstra\u00e7\u00e3o de Schwann e Schleiden de que todos os organismos consistem em c\u00e9lulas \u00e9 uma funda\u00e7\u00e3o t\u00e3o importante da biologia como, digamos, a de que todos os \u00e1cidos nucl\u00e9icos consistem em pares de bases. Eu diria que, do ponto de vista filos\u00f3fico, os achados descritivos da biologia molecular n\u00e3o s\u00e3o mais importantes do que as conquistas na origem da biologia no per\u00edodo de 1828 a 1866. Essas descobertas s\u00e3o t\u00e3o importantes quanto qualquer coisa em biologia molecular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><\/b><b>Alguns cr\u00edticos da biologia molecular dizem que esse campo transformou a biologia numa esp\u00e9cie de atividade industrial e a desviou de uma ci\u00eancia orientada por hip\u00f3teses. O sr. concorda que isso esteja acontecendo? <\/b><br \/>\nEm algum grau, sim. Olhe para a lista das pessoas que s\u00e3o eleitas em biologia para a Academia Nacional de Ci\u00eancias [dos EUA]. Reclama-se nessas institui\u00e7\u00f5es que as pessoas que s\u00e3o eleitas ou que recebem pr\u00eamios s\u00e3o [s\u00f3] bi\u00f3logos moleculares. A biologia molecular parece ter uma esp\u00e9cie de glamour, que leva \u00e0 elei\u00e7\u00e3o em sociedades, pr\u00eamios e coisas assim. E, de vez em quando, h\u00e1 um desenvolvimento em biologia de organismos que a torna muito atraente, pelo menos por um tempo. Por exemplo, quando se descobriu que mol\u00e9culas s\u00e3o pistas muito boas para a filogenia, ou seja, para as rela\u00e7\u00f5es de ancestralidade e parentesco entre organismos. De repente, multid\u00f5es de bi\u00f3logos moleculares come\u00e7aram a escrever sobre filogenia de organismos, um ramo muito espec\u00edfico da biologia de organismos, e eles todos estavam muito orgulhosos em poder dizer que as baleias derivam de ungulados artiod\u00e1ctilos. E se voc\u00ea realmente olhar para o que muitos bi\u00f3logos moleculares est\u00e3o fazendo hoje, o que eles est\u00e3o realmente fazendo \u00e9 estudar aspectos da biologia de organismos. H\u00e1 v\u00e1rios autores cujos nomes eu n\u00e3o vou citar que costumam dizer: &#8220;Ernst Mayr se op\u00f5e \u00e0 biologia molecular&#8221;. Eu nunca me opus \u00e0 biologia molecular. Eu recebi pr\u00eamios em biologia molecular, das pessoas que sabiam que eu nunca realmente me opus. Eu fui palestrante em v\u00e1rios simp\u00f3sios moleculares. E tudo o que eu disse foi que a biologia molecular n\u00e3o era o \u00fanico tipo de biologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Eu me lembro de ter assistido a uma confer\u00eancia, cinco ou seis anos atr\u00e1s, na qual o pesquisador estava discutindo se duas popula\u00e7\u00f5es eram esp\u00e9cies diferentes. Eles determinaram que eram duas esp\u00e9cies com base em an\u00e1lise gen\u00e9tica. N\u00e3o \u00e9 perigoso se fiar tanto no DNA? <\/b><br \/>\nDepende. Em alguns casos, a diferen\u00e7a molecular n\u00e3o \u00e9 indicativa de que s\u00e3o esp\u00e9cies distintas. Em alguns casos, \u00e9. Voc\u00ea tem de ter conhecimento de biologia de organismos para chegar \u00e0 conclus\u00e3o certa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>H\u00e1 um conjunto de regras que determinam isso? <\/b><br \/>\nN\u00e3o. Pode ser um \u00fanico gene. Voc\u00ea tem duas escolas de evolucionistas, aqueles centrados nos genes e aqueles centrados nos organismos. Na d\u00e9cada de 20 do s\u00e9culo passado, quando J.B.S. Haldane e R.A. Fisher tiveram grande sucesso na gen\u00e9tica molecular, havia uma grande cren\u00e7a em genes isolados, e voc\u00ea tinha a defini\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o como a mudan\u00e7a nas freq\u00fc\u00eancias de genes atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es, uma defini\u00e7\u00e3o que nenhum geneticista que se preze daria hoje. Naquela \u00e9poca, havia uma polariza\u00e7\u00e3o entre os chamados geneticistas de popula\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o centrados nos genes, e os naturalistas, que diziam que o indiv\u00edduo \u00e9 que \u00e9 selecionado e que o gene \u00e9 apenas a forma por meio da qual o indiv\u00edduo \u00e9 selecionado. Isso foi at\u00e9 os anos 1930. Ent\u00e3o come\u00e7ou a se demonstrar, caso a caso, que tudo tamb\u00e9m dependia do contexto de outros genes. Portanto, um gene \u00fanico n\u00e3o podia ser imediatamente selecionado. Um gene sempre ocorre no contexto de um gen\u00f3tipo, e no do fen\u00f3tipo produzido por esse gen\u00f3tipo. Isso foi indicado por Dobzhansky em 1937, mas n\u00e3o realmente enfatizado. A\u00ed vieram v\u00e1rios autores, alguns amigos de Dobzhansky, ressaltando que era a combina\u00e7\u00e3o de genes, portanto o indiv\u00edduo, o alvo da sele\u00e7\u00e3o natural. Depois, em 1970, saiu um artigo de Dick [Richard] Lewontin mostrando como n\u00e3o podia ser um s\u00f3 gene, e, em 1984, outro artigo de Lewontin com o fil\u00f3sofo Eliott Sober. Levou 60 anos, de 1924 a 1984, para essa vis\u00e3o centrada no gene ir embora. Mas ainda hoje autores como [Richard] Dawkins insistem nela. Eu tenho uma cita\u00e7\u00e3o maravilhosa do Dawkins, na qual em uma \u00fanica frase ele admite que o gene n\u00e3o \u00e9 o alvo de sele\u00e7\u00e3o e depois ignora isso, dali em diante. Mas ela estar\u00e1 no meu novo livro [risos].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O sr. acha que ainda h\u00e1 espa\u00e7o para trabalho de campo, naturalista, como aquele em que sr. iniciou sua carreira? <\/b><br \/>\nAh, sim. Deixe-me voltar um pouco atr\u00e1s: pense que 80% ou 90% dos pares de base n\u00e3o codificam nada. Esse problema incomoda a maioria dos bi\u00f3logos moleculares, ent\u00e3o eles o ignoram dizendo: &#8220;N\u00f3s vamos resolver isso&#8221;. A verdade \u00e9 que eles ainda est\u00e3o para faz\u00ea-lo. Como um bom darwinista, \u00e9 parte da minha religi\u00e3o que nada acontece na evolu\u00e7\u00e3o sem ter sido autorizado pela sele\u00e7\u00e3o natural. Mesmo assim, se n\u00f3s estudarmos um processo evolutivo, encontramos todo tipo de coisa acontecendo que parece oposta ao conceito de sele\u00e7\u00e3o natural. S\u00f3 que as pessoas n\u00e3o se d\u00e3o conta de que a coisa mais importante na sele\u00e7\u00e3o natural \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o de genes inferiores, n\u00e3o a sele\u00e7\u00e3o dos melhores. E essa elimina\u00e7\u00e3o \u00e9 bem menos ego\u00edsta que a sele\u00e7\u00e3o dos melhores. Mas o que \u00e9 &#8220;inferior&#8221;? V\u00e1rios genes n\u00e3o s\u00e3o bons o suficiente para serem selecionados positivamente, mas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o ruins o suficiente para serem eliminados. Olhe o pav\u00e3o, por exemplo. Como pode a sele\u00e7\u00e3o natural selecionar uma monstruosidade como aquela cauda desajeitada, que o tornaria imediatamente v\u00edtima de um predador? A resposta \u00e9 que o estudo da sele\u00e7\u00e3o natural \u00e9 muito primitivo. Por exemplo, eu estou convencido de que as pessoas que estudam o come\u00e7o da evolu\u00e7\u00e3o animal, como no Pr\u00e9-Cambriano e no Cambriano, como Steve [Jay] Gould -e eu acho que ele teve a intui\u00e7\u00e3o certa a\u00ed-, elas dizem que uma das grandes coisas sobre o Pr\u00e9-Cambriano e o Cambriano \u00e9 que todos esses tipos incr\u00edveis de animal foram produzidos e se extinguiram muito r\u00e1pido. Como a sele\u00e7\u00e3o natural poderia ter produzido organismos t\u00e3o complexos, t\u00e3o improv\u00e1veis? Eu acho que essa \u00e9 a parte mais importante do trabalho de Gould: ele disse algo na linha &#8220;n\u00e3o vamos seguir Darwin, nem vamos pensar que a sele\u00e7\u00e3o natural escrutiniza tudo o tempo todo e sempre seleciona o melhor&#8221;. Nada disso, disse Gould. De gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o, sempre v\u00e1rios gen\u00f3tipos que n\u00e3o est\u00e3o nem a meio caminho de ser algo bom passam para a gera\u00e7\u00e3o seguinte, e isso explica muitos tipos de coisas que foram permitidas pela sele\u00e7\u00e3o natural, particularmente no per\u00edodo mais primitivo da exist\u00eancia dos animais. Acho que nessa \u00e1rea h\u00e1 um princ\u00edpio que \u00e9 muito cl\u00e1ssico, mas ainda h\u00e1 uma enorme quantidade de coisas a serem pensadas. Eu vou escrever um artigo para a revista &#8220;Science&#8221; [publicado na edi\u00e7\u00e3o de anteontem; veja <a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/\">www.sciencemag.org<\/a>] por ocasi\u00e3o dos meus cem anos, no qual vou contar sobre minha carreira em poucas&#8230; bem, relativamente poucas palavras. Pretendo finalizar esse artigo dizendo que, quando olho para coisas como essas, posso pregar coragem ao jovem evolucionista, mas que o trabalho do evolucionista n\u00e3o est\u00e1 de forma alguma completo. Est\u00e1 cheio de quest\u00f5es n\u00e3o respondidas, mas, mais importante ainda, de quest\u00f5es n\u00e3o formuladas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O sr. acha que as respostas a elas dever\u00e3o vir da zoologia, da bot\u00e2nica, da paleontologia ou do laborat\u00f3rio? <\/b><br \/>\nDe toda parte. Pegue a biologia do desenvolvimento, por exemplo. Nos anos 1930, quando as teorias de Spehmann (o princ\u00edpio organizador) foram refutadas, os bi\u00f3logos experimentais desistiram de biologia do desenvolvimento, e nada de impacto foi feito nessa \u00e1rea at\u00e9 a d\u00e9cada de 1970, quando a &#8220;Evo-Devo&#8221; [estudo da evolu\u00e7\u00e3o do desenvolvimento] apareceu, porque eles n\u00e3o tinham as ferramentas para resolver esses problemas. Isso \u00e9 importante. Por exemplo, se voc\u00ea olhar para os escritos de Fisher e Haldane, sua s\u00e9rie de artigos famosos de 1930 a 1932, eles d\u00e3o uma explica\u00e7\u00e3o muito boa para as mudan\u00e7as evolutivas, de como as coisas acontecem numa popula\u00e7\u00e3o sob a influ\u00eancia da sele\u00e7\u00e3o natural para melhorar ou manter a adapta\u00e7\u00e3o. No entanto, em toda a obra deles, voc\u00ea n\u00e3o vai encontrar uma s\u00f3 palavra sobre a origem da biodiversidade. Todo o campo das esp\u00e9cies, da especia\u00e7\u00e3o e da macroevolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 totalmente ausente de 1930 a 1932, e pessoas que olhavam de fora, como bioqu\u00edmicos, diziam que aquilo era o fim da biologia evolutiva. Fisher e Haldane tinham solucionado tudo. Nada disso! Todo o campo da biodiversidade foi ignorado por eles, e s\u00f3 Dobzhansky, que era taxonomista de forma\u00e7\u00e3o, mostrou que os melhores taxonomistas nas d\u00e9cadas de 1870 e 1880 j\u00e1 haviam solucionado o problema da origem de novas esp\u00e9cies, e foi s\u00f3 com ele que a biologia evolutiva deu o passo adiante conhecido como s\u00edntese evolucionista, quando Dobzhansky juntou bi\u00f3logos evolutivos do tipo de Fisher e Haldane e evolucionistas de organismos como eu e ele, Huxley e Simpson. H\u00e1 v\u00e1rias hist\u00f3rias de gente que sempre se refere a Fisher como a pessoa que refutou o saltacionismo de DeVries e Bates e chama isso de s\u00edntese. Isso n\u00e3o foi uma s\u00edntese. A s\u00edntese foi o que Dobzhansky iniciou, juntando a gen\u00e9tica e a sistem\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O sr. diz no seu \u00faltimo livro que n\u00f3s n\u00e3o dever\u00edamos mais chamar a evolu\u00e7\u00e3o por sele\u00e7\u00e3o natural de teoria, mas sim de fato. Ainda assim, o que se v\u00ea neste pa\u00eds [EUA] \u00e9 uma resist\u00eancia grande \u00e0 id\u00e9ia. De quem \u00e9 a culpa? <\/b><br \/>\nDa forma\u00e7\u00e3o dos americanos. Veja, alguns psic\u00f3logos t\u00eam notado que, se voc\u00ea diz algo reiteradas vezes a crian\u00e7as menores de seis anos, elas acabam acreditando. Alguns fil\u00f3sofos cat\u00f3licos parecem ter adotado esse princ\u00edpio. Assim, bem, as pessoas ainda t\u00eam a cren\u00e7a de que cada palavra da B\u00edblia \u00e9 a verdade final. Eu descobri uma coisa engra\u00e7ada: quando o editor da &#8220;Science&#8221; me encomendou o artigo dos cem anos, eu perguntei a mim mesmo quando tinha me tornado um evolucionista. Fa\u00e7a essa pergunta a si mesmo -n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil respond\u00ea-la. E eu descobri: meu Deus, eu sempre fui um evolucionista, eu nasci um evolucionista. E os meus pais? Claro, ambos aceitavam a evolu\u00e7\u00e3o, ou, como se diria nos EUA, eles &#8220;acreditavam&#8221; na evolu\u00e7\u00e3o. A\u00ed eu fui para a escola. E a evolu\u00e7\u00e3o foi sempre algo dado como \u00f3bvio, tudo era explicado em termos de um mundo que evolui, ou, como Dobzhansky diria, &#8220;nada no mundo vivo faz sentido se n\u00e3o for \u00e0 luz da evolu\u00e7\u00e3o&#8221;. Eu fui para a universidade na Alemanha, e, claro, evolu\u00e7\u00e3o era algo \u00f3bvio. At\u00e9 neste pa\u00eds [EUA], em 1931, quando cheguei, os principais livros-texto de biologia n\u00e3o davam muito espa\u00e7o ao criacionismo. Pessoas que n\u00e3o sofreram lavagem cerebral com id\u00e9ias religiosas geralmente d\u00e3o a evolu\u00e7\u00e3o como \u00f3bvia, claro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O sr. acha que a evolu\u00e7\u00e3o vai triunfar um dia? <\/b><br \/>\nDeixe-me dizer uma coisa: Voc\u00eas acham que o eleitor americano vai votar nos democratas um dia? At\u00e9 aqui neste lugar [um condom\u00ednio para pessoas idosas] eu \u00e0s vezes encontro um republicano cabe\u00e7a-dura e eles&#8230; n\u00e3o podem ser mudados. Um colega meu na Universidade da Calif\u00f3rnia em Riverside fez um experimento uma vez. Ele havia durante anos lecionado um curso sobre evolu\u00e7\u00e3o e viu que sempre havia um certo n\u00famero de criacionistas entre seus alunos. Um ano, antes da primeira aula, ele deu a seus alunos um question\u00e1rio para responder, com quest\u00f5es muito simples, como &#8220;voc\u00ea acredita em Deus?&#8221;, ou &#8220;voc\u00ea acredita que cada palavra da B\u00edblia deve ser tomada pelo seu valor de face?&#8221; -e assim por diante. Ele obteve um bom panorama da estrutura das cren\u00e7as de cada um dos seus alunos. No final do curso, durante o qual ele havia exposto todas as evid\u00eancias de que a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um fato, ele deu o mesmo question\u00e1rio aos alunos, para ver quantos deles haviam sido afetados pelo curso e no que eles acreditavam ent\u00e3o. Ficou chocado, porque os que haviam se mostrado religiosos no come\u00e7o responderam: &#8220;Sim, eu ainda acredito em Deus; sim, eu acredito que o mundo foi criado em seis dias&#8221; -apesar de um semestre inteiro no qual havia sido demonstrado que tudo isso era bobagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Stephen Jay Gould diria que se trata de magist\u00e9rios sem sobreposi\u00e7\u00e3o&#8230; <\/b><br \/>\nSim, h\u00e1 um pouquinho de verdade nisso. Voc\u00eas sabiam que Dobzhansky, que eu considero o maior evolucionista do s\u00e9culo passado, se ajoelhava e rezava para Deus \u00e0 noite, antes de dormir? David Lack, um dos dois ou tr\u00eas principais evolucionistas no Reino Unido, acreditou at\u00e9 o fim. Sua mulher me escreveu uma longa carta, dois meses antes da sua morte, falando do conforto que era para o seu marido, ao morrer, acreditar no cristianismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O sr. ainda acorda \u00e0s seis para escrever cartas? <\/b><br \/>\nN\u00e3o senhor. Estou muito decepcionado com o n\u00famero de dias em que tenho de fazer um esfor\u00e7o enorme para sair da cama antes das oito. Eu escrevo cartas e manuscritos. Al\u00e9m do livro que j\u00e1 est\u00e1 no prelo, tenho dois manuscritos, que ser\u00e3o publicados em algum ponto deste ano ou do pr\u00f3ximo, e tenho uma lista de manuscritos que ainda quero escrever. As pessoas perguntam: &#8220;Por que voc\u00ea se tortura assim?&#8221; Tortura? N\u00e3o! Eu me divirto!<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acesse o original em:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ciencia\/fe0407200401.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">PARA ERNST MAYR, BIOLOGIA N\u00c3O SE REDUZ \u00c0S CI\u00caNCIAS F\u00cdSICAS<\/a><br \/>\n<b>Claudio Angelo \u00a0<\/b>em Bedford, Massachusetts (EUA)<br \/>\n<strong>Folha de\u00a0S\u00e3o Paulo<\/strong>. Domingo, 04 de julho de 2004<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Uma entrevista com Ernst Mayr que deveria ser lida por todos que se interessam pelas ci\u00eancias e hist\u00f3ria da ci\u00eancia.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":2242,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,13,20],"tags":[137,210,427,484,592],"class_list":["post-306","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia","category-entrevista","category-filosofia","tag-biologia","tag-conceitos","tag-filosofia","tag-historia-da-ciencia","tag-mayr"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v18.9 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A Biologia n\u00e3o se Reduz \u00e0s Ci\u00eancias F\u00edsicas &raquo; Portal TDI Brasil +<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Uma entrevista com Ernst Mayr que deveria ser lida por todos que se interessam pelas ci\u00eancias e hist\u00f3ria da ci\u00eancia.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2015\/12\/26\/a-biologia-nao-se-reduz-as-ciencias-fisicas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A Biologia n\u00e3o se Reduz \u00e0s Ci\u00eancias F\u00edsicas &raquo; 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