{"id":2073,"date":"2016-12-20T10:00:22","date_gmt":"2016-12-20T12:00:22","guid":{"rendered":"http:\/\/tdibrasil.org\/?p=2073"},"modified":"2021-10-10T03:50:47","modified_gmt":"2021-10-10T06:50:47","slug":"o-assedio-liberdade-academica-em-manifesto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/12\/20\/o-assedio-liberdade-academica-em-manifesto\/","title":{"rendered":"O Ass\u00e9dio \u00e0 Liberdade Acad\u00eamica em Manifesto"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/tdibrasil.org\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/eeaf.jpg\" alt=\"\" width=\"710\" height=\"480\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><center>En\u00e9zio Eug\u00eanio de Almeida Filho em evento na Universidade Presbiteriana Mackenzie<\/center><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2014 o Primeiro Congresso Brasileiro do Design Inteligente inaugurou a Sociedade Brasileira do Design Inteligente e manifesta\u00e7\u00f5es contrarias foram publicadas a pedido da milit\u00e2ncia, n\u00e3o por qualquer conhecimento verdadeiro das institui\u00e7\u00f5es. En\u00e9zio esmaga o manifesto da Sociedade Brasileira de Paleontologia, mas demonstra ingenuidade sobre o <a href=\"https:\/\/epoca.globo.com\/ideias\/noticia\/2015\/01\/bo-ensino-publico-no-brasilb-ruim-desigual-e-estagnado.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estado da educa\u00e7\u00e3o nacional<\/a> ao pedir &#8220;o refor\u00e7o do ensino da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto \u00e9 um pouco longo, mas \u00e9 uma viagem atrav\u00e9s da controv\u00e9rsia.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>A Sociedade Brasileira de Paleontologia \u00e9 contra a liberdade acad\u00eamica que questiona paradigmas colapsantes e considera novas teorias cient\u00edficas<\/strong><\/p>\n<p>Por <a href=\"https:\/\/pos-darwinista.blogspot.com.br\/2014\/11\/a-sociedade-brasileira-de-paleontologia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>En\u00e9zio Eug\u00eanio de Almeida Filho<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 uma r\u00e9plica ao manifesto publicado pela <a href=\"https:\/\/www.sbpbrasil.org\/\">Sociedade Brasileira de Paleontologia<\/a> sobre a validade da Evolu\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica e seu ensino nas escolas do pa\u00eds, reagindo a declara\u00e7\u00f5es de grupos criacionistas e defensores do \u201cDesign Inteligente\u201d acerca da Paleontologia, Evolu\u00e7\u00e3o, origem do Universo e da Vida, que por n\u00e3o possu\u00edrem respaldo na comunidade acad\u00eamica n\u00e3o devem ser consideradas cient\u00edficas, pois s\u00e3o declara\u00e7\u00f5es comumente enganosas e prestam um desservi\u00e7o \u00e0 sociedade brasileira, que muitas vezes possui poucas ferramentas para identificar os equ\u00edvocos veiculados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem, com uma introdu\u00e7\u00e3o dessas desqualificando os cr\u00edticos e oponentes (quando sua maioria \u00e9 composta de cientistas e pesquisadores) de paradigmas colapsantes sobre a origem e evolu\u00e7\u00e3o do universo e da vida, e atribuindo a exclusividade do entendimento cient\u00edfico dessas quest\u00f5es \u00e0 comunidade acad\u00eamica, \u00e9 bom trazer a lume, o posicionamento liberal de Darwin sobre como resolver quest\u00f5es cient\u00edficas:<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">\"... n\u00e3o se pode chegar a um resultado satisfat\u00f3rio a n\u00e3o ser pelo exame dos dois lados da quest\u00e3o e pela discuss\u00e3o dos fatos e dos argumentos\", <strong>Charles Darwin, in Origem das Esp\u00e9cies, 1859.<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afirmar que a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 a teoria unificadora das ci\u00eancias biol\u00f3gicas (o mantra de Theodosius Dobzhansky) \u00e9 uma coisa, mas dizer que ela \u201cexplica de maneira ampla e suficiente, com base em incont\u00e1veis evid\u00eancias, a realidade que observamos acerca dos seres vivos, suas origens, diversidade e formas, incluindo a esp\u00e9cie humana (Homo sapiens)\u201d \u00e9 outra hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mantra de Dobzhansky \u00e9 controverso e bastante discut\u00edvel, pois A. S. Wilkins, editor da publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica BioEssay, escreveu em editorial de 2000:<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">\u201cEnquanto a grande maioria dos bi\u00f3logos provavelmente concordaria com o ditado de Theodosius Dobzhansky de que 'nada em biologia faz sentido a n\u00e3o ser \u00e0 luz da evolu\u00e7\u00e3o', a maioria conduz seu trabalho bem feliz sem refer\u00eancia particular a ideias evolucion\u00e1rias. ... A evolu\u00e7\u00e3o pareceria ser a ideia unificadora indispens\u00e1vel e, ao mesmo tempo, uma ideia altamente sup\u00e9rflua.\u201d<\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizer que a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 altamente sup\u00e9rflua difere muito de a evolu\u00e7\u00e3o ser a teoria unificadora das ci\u00eancias biol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda \u00e9 bastante question\u00e1vel, pol\u00eamica e controversa at\u00e9 mesmo na comunidade acad\u00eamica. Uma leitura desapaixonada, mas objetiva da literatura especializada demonstra isso: <strong>a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um fato aceito a priori<\/strong>, mas os cientistas n\u00e3o sabem como atrav\u00e9s de quais mecanismos se deu esse fato desde 1859!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os signat\u00e1rios do manifesto reconhecem ser imposs\u00edvel replicar 3,5 bilh\u00f5es de anos de hist\u00f3ria evolutiva em laborat\u00f3rio, e que por isso o status cient\u00edfico da Evolu\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica \u00e9 algumas vezes contestado; mas arrematam que tal questionamento \u00e9 totalmente indevido, e ressalvam que uma hip\u00f3tese s\u00f3 \u00e9 considerada cient\u00edfica se for baseada em evid\u00eancias observacionais, dados emp\u00edricos, e passar pelo crivo da comunidade acad\u00eamica (n\u00e3o seria do contexto de justifica\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, onde o que estabelece a robustez de uma teoria, s\u00e3o as evid\u00eancias?).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para demonstrar diversos aspectos do fato da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica que s\u00e3o rotineiramente verificados em laborat\u00f3rio, os signat\u00e1rios do manifesto mencionaram como \u201co exemplo mais not\u00f3rio a aquisi\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia contra antibi\u00f3ticos em bact\u00e9rias, um fen\u00f4meno important\u00edssimo para o entendimento e combate das infec\u00e7\u00f5es hospitalares\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O exemplo de aquisi\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia em bact\u00e9rias contra antibi\u00f3ticos \u00e9 not\u00f3rio ou tangencial na demonstra\u00e7\u00e3o do fato da evolu\u00e7\u00e3o? Raz\u00e3o? A teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin sobre a origem n\u00e3o teleol\u00f3gica das estruturas e fun\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas n\u00e3o exerce papel cient\u00edfico nenhum nas pesquisas m\u00e9dicas. A especializa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria em microbiologia, biologia celular, biologia molecular, gen\u00e9tica molecular, biologia de popula\u00e7\u00f5es, farmacologia, patologia, etc., j\u00e1 faz parte da educa\u00e7\u00e3o e pesquisa m\u00e9dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00fanica contribui\u00e7\u00e3o substancial feita pela biologia evolucion\u00e1ria foi destacar que <strong>as bact\u00e9rias que n\u00e3o s\u00e3o eliminadas pelos antibi\u00f3ticos, n\u00e3o s\u00e3o eliminadas pelos antibi\u00f3ticos<\/strong>. Foi esse o \u00fanico insight fornecido pela \u2018sele\u00e7\u00e3o natural\u2019 \u00e0 resist\u00eancia de antibi\u00f3ticos. Que tipo de evolu\u00e7\u00e3o ocorreu aqui? Microevolu\u00e7\u00e3o! Mas n\u00e3o \u00e9 esse tipo de evolu\u00e7\u00e3o que os signat\u00e1rios est\u00e3o pugnando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para complicar mais ainda: as bact\u00e9rias, muito antes da inven\u00e7\u00e3o dos antibi\u00f3ticos pelo homem 70 anos atr\u00e1s, j\u00e1 tinham dado jeito de resistir a antibi\u00f3ticos naturais h\u00e1 pelo menos 30.000 anos:<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">\u201cAn\u00e1lises metagen\u00f4micas de DNA antigo de sedimentos do Permafrost Beringiano, e a identifica\u00e7\u00e3o da coleta altamente diversa de genes codificadores de resist\u00eancia a \u00df-lactam, tetraciclina e antibi\u00f3ticos glicopept\u00eddeos foram encontrados... Esses resultados demonstram conclusivamente que a resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos \u00e9 um fen\u00f4meno natural que antecede o uso cl\u00ednico moderno da press\u00e3o seletiva de antibi\u00f3tico. <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v477\/n7365\/full\/nature10388.html\">Antibiotic resistance is ancient, Vanessa M. D\u2019Costa et al, Nature 477, 457\u2013461 (22 September 2011)<\/a>.<\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto aos outros aspectos advindos de \u00e1reas distintas como a Gen\u00e9tica, Microbiologia, Agronomia (aquisi\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia de pragas da agricultura contra pesticidas) e Ecologia, ser\u00e1 que bastam mesmo para estabelecer a hist\u00f3ria evolucion\u00e1ria dos organismos vivos que se modificam com o passar das gera\u00e7\u00f5es sob press\u00f5es naturais ou artificiais, e que compartilham ancestrais comuns? Mas \u00e9 assim mesmo, ou \u00e9 apenas ret\u00f3rica vazia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Hist\u00f3ria da Ci\u00eancia demonstra que as grandes descobertas biol\u00f3gicas do s\u00e9culo 20 \u2013 a dupla h\u00e9lice do DNA; a caracteriza\u00e7\u00e3o do ribossomo; o mapeamento dos genomas; pesquisas de rea\u00e7\u00f5es a rem\u00e9dios e drogas; as melhoras na produ\u00e7\u00e3o de alimentos e saneamento p\u00fablico; o desenvolvimento de novas cirurgias; e outras descobertas at\u00e9 em \u00e1reas que se espera a contribui\u00e7\u00e3o do paradigma darwinista, como o surgimento da resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos e pesticidas, ao contr\u00e1rio do afirmado pelo manifesto, a teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin n\u00e3o forneceu nenhuma diretriz, mas foi trazida ap\u00f3s as grandes descobertas, apenas como um verniz narrativo interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os signat\u00e1rios do manifesto aludiram as ci\u00eancias hist\u00f3ricas &#8211; uma hip\u00f3tese \u00e9 testada quanto \u00e0 sua capacidade, em compara\u00e7\u00e3o a hip\u00f3teses alternativas, de explicar evid\u00eancias recolhidas acerca de eventos pret\u00e9ritos, pois a teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin \u00e9 uma teoria hist\u00f3rica de longo alcance. Destacaram que o estudo dos padr\u00f5es evolutivos do passado n\u00e3o \u00e9 menos cient\u00edfico que o de outras ci\u00eancias hist\u00f3ricas (e mesmo as ci\u00eancias forenses). Ex.: n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio replicar a 2a Guerra Mundial para saber que ela ocorreu; aceitamos tal fato com base em evid\u00eancias, como documentos, cartas, narrativas, fotografias e artefatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este fato de a teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin ser uma teoria hist\u00f3rica de longo alcance \u00e9 quase que totalmente desconhecido dos evolucionistas. Muito mais desconhecido, at\u00e9 pelos signat\u00e1rios desse manifesto \u2013 \u00e9 que a teoria do Design Inteligente tamb\u00e9m \u00e9 uma teoria hist\u00f3rica metodologicamente equivalente ao neodarwinismo. Assim, quaisquer cr\u00edticas \u00e0 TDI \u00e9, por tabela, uma cr\u00edtica \u00e0 teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin, bem como quaisquer manifestos contra a TDI, s\u00e3o manifestos contra a teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin. Vide:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.discovery.org\/a\/1780\">The Scientific Status of Intelligent Design: The Methodological Equivalence of Naturalistic and Non-Naturalistic Origins Theories<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis que os signat\u00e1rios do manifesto, paleont\u00f3logos, n\u00e3o podiam deixar de fora a sua \u00e1rea cient\u00edfica para comprovar o fato da origem e evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, e puxando um pouco a brasa para sua sardinha afirmaram que a Paleontologia \u201csempre forneceu algumas das mais importantes evid\u00eancias da evolu\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 a conex\u00e3o de todos os seres vivos por ancestralidade comum, prevista por Darwin e que deveriam ser encontrados f\u00f3sseis com caracter\u00edsticas intermedi\u00e1rias entre duas esp\u00e9cies ou grupos. Tais f\u00f3sseis transicionais foram encontrados \u2013 dinossauros com penas, aves com dentes, serpentes com patas, baleias terrestres, e uma s\u00e9rie de homin\u00eddeos com diferentes capacidades cranianas\/cognitivas e est\u00e1gios de bipedalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 mesmo? Ou \u00e9 mais ret\u00f3rica vazia do que ci\u00eancia? Stephen Jay Gould, professor de Geologia e Paleontologia da Universidade Harvard, um evolucionista honesto, escreveu:<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">\u201cA extrema raridade das formas transicionais no registro f\u00f3ssil persiste como o neg\u00f3cio secreto da paleontologia. As \u00e1rvores evolucion\u00e1rias que adornam nossos livros texto t\u00eam dados somente nas pontas e n\u00f3s de seus galhos\u2026 em qualquer outra \u00e1rea, uma esp\u00e9cie n\u00e3o surge gradualmente pelas transforma\u00e7\u00f5es graduais de seus ancestrais; ela aparece de uma vez e plenamente formada.\u201d\n\n<strong>The Richness of Life: The Essential Stephen Jay Gould, 2006, W. W. Norton.<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de por mais de 100 anos, antes dos mecanismos gen\u00e9ticos subjacentes serem conhecidos, e o registro da substitui\u00e7\u00e3o das formas f\u00f3sseis ao longo do tempo tenha sido o principal sustent\u00e1culo \u00e0s ideias evolutivas, os signat\u00e1rios do manifesto est\u00e3o em descompasso com a verdade das evid\u00eancias cient\u00edficas de f\u00f3sseis intermedi\u00e1rios:<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00f3s ainda estamos no escuro sobre a origem da maioria dos principais grupos de organismos. Eles aparecem no registro f\u00f3ssil como Atenas surgiu da cabe\u00e7a de Zeus \u2013 plenamente formados e ansiosos em prosseguir, em contradi\u00e7\u00e3o com a vers\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin como resultando de acumula\u00e7\u00e3o gradual de incont\u00e1veis varia\u00e7\u00f5es infinitesimalmente pequenas.\u201d\n\n<strong>Jeffrey Schwartz, Sudden Origins: Fossils, Genes, and the Emergence of Species, p. 3 (Wiley, 1999).<\/strong><\/pre>\n<pre style=\"text-align: justify;\">\u201cMuitas esp\u00e9cies permanecem virtualmente inalteradas por milh\u00f5es de anos, depois desaparecem subitamente para serem substitu\u00eddas por uma forma bem diferente, mas relacionada. Al\u00e9m disso, a maioria dos principais grupos de animais aparece abruptamente no registro f\u00f3ssil, plenamente formados, e sem f\u00f3sseis ainda descobertos que formem uma transi\u00e7\u00e3o de seu grupo parental.\u201d\n\n<strong>C.P. Hickman, L.S. Roberts, and F.M. Hickman, Integrated Principles of Zoology, p. 866 (Times Mirror\/Moseby College Publishing, 1988, 8th ed.<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a evolu\u00e7\u00e3o humana o conhecimento cient\u00edfico na paleoantropologia \u00e9 pol\u00eamico, controverso e inconcluso. Traduzindo em mi\u00fados: aquela ci\u00eancia est\u00e1 mais para paleofantasia do que paleoantropologia!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto aos modelos adotados pela geologia mundial pressupondo que a Terra possui uma idade de bilh\u00f5es de anos, que os processos de forma\u00e7\u00e3o e complei\u00e7\u00e3o do relevo e dos solos, bem como a tect\u00f4nica de placas que molda os contornos dos continentes, ocorrem muito lentamente, o movimento do Design Inteligente n\u00e3o aborda e nem questiona essas quest\u00f5es. Muito menos os m\u00e9todos de data\u00e7\u00e3o de rochas e f\u00f3sseis, com a idades aproximadas \u00e0 da Terra (cerca de 4,5 bilh\u00f5es de anos). Um detalhe que comprova que os signat\u00e1rios desse manifesto nada leram dos livros e artigos escritos pelos te\u00f3ricos e proponentes da TDI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez os signat\u00e1rios do manifesto est\u00e3o em descompasso com a verdade das pesquisas cient\u00edficas sobre o registro ser \u201cnaturalmente incompleto devido \u00e0 dificuldade de se formar um f\u00f3ssil\u201d. E devem ter faltado \u00e0 aula de L\u00f3gica 101, pois se menos de 1% dos seres vivos se fossilizaram, e que menos de 1% desses seres vivos s\u00e3o de conhecimento dos paleont\u00f3logos como que esse 1% de 1% de f\u00f3sseis encontradas apoiam a hip\u00f3tese de ancestralidade comum? O que era uma forte evid\u00eancia a favor da evolu\u00e7\u00e3o \u2013 o registro f\u00f3ssil \u2013 tornou-se agora um fato cient\u00edfico circunstancial e fr\u00e1gil no contexto de justifica\u00e7\u00e3o te\u00f3rica?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A analogia sobre analisar o registro f\u00f3ssil e olhar fotografias de quando \u00e9ramos mais jovens: cada foto sendo um momento estanque e apenas o conjunto delas indica padr\u00f5es de mudan\u00e7a atrav\u00e9s do tempo, que a aus\u00eancia de fotos dos primeiros anos da vida de algu\u00e9m n\u00e3o nos levaria a crer que a pessoa surgiu &#8220;do nada&#8221; ou que j\u00e1 nasceu mais velha, mas sim que n\u00e3o foram tiradas fotografias, ou que essas foram perdidas, e dizer que isso \u00e9 o mesmo que se d\u00e1 com os per\u00edodos da hist\u00f3ria geol\u00f3gica da vida, nenhum dos quais est\u00e1 registrado como se gostaria com base em f\u00f3sseis, n\u00e3o fortalece, antes, enfraquece a posi\u00e7\u00e3o da robustez da evolu\u00e7\u00e3o no contexto de justifica\u00e7\u00e3o te\u00f3rica: n\u00e3o existem os f\u00f3sseis transicionais necess\u00e1rios confirmando a hip\u00f3tese de ancestralidade comum com modifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 uma leitura equivocada da &#8220;Explos\u00e3o do Cambriano&#8221; (o surgimento no registro f\u00f3ssil, h\u00e1 aproximadamente 520 milh\u00f5es de anos, de uma vasta diversidade de formas antes n\u00e3o conhecidas na coluna geol\u00f3gica) de ser uma evid\u00eancia, entre muitas, contr\u00e1ria \u00e0 ideia de evolu\u00e7\u00e3o, pois isso era de fato o esperado no registro f\u00f3ssil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um livro-texto de ensino superior, lemos:<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">\u201cA maioria dos filos de animais que est\u00e3o representados no registro f\u00f3ssil primeiro aparecem, \u2018plenamente formados\u2019 e identific\u00e1veis quanto ao seu filo, no Cambriano h\u00e1 uns 550 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s... O registro f\u00f3ssil, portanto, n\u00e3o ajuda nada no que diz respeito a entender a origem e diversifica\u00e7\u00e3o inicial dos v\u00e1rios filos de animais.\u201d\n\n<strong>R.S.K. Barnes, P. Calow and P.J.W. Olive, The Invertebrates: A New Synthesis, pp. 9-10 (3rd ed., Blackwell Sci. Publications, 2001).<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">E um artigo sobre como se sentem os darwinistas em termos cient\u00edficos e emocionais com a aus\u00eancia desses elos transicionais:<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">\u201cDesde o tempo de Darwin tem existido um vazio perturbador, tanto paleontol\u00f3gico como psicol\u00f3gico, na base da era Faneroz\u00f3ica. Se a sua teoria da evolu\u00e7\u00e3o gradualista for verdadeira, certamente os oceanos pr\u00e9-faneroz\u00f3icos devem ter\u00a0inundado animais vivos - apesar da aus\u00eancia consp\u00edcua dos primeiros registros f\u00f3sseis.\u201d\n\n<a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/content\/334\/6063\/1655\">N. J. Butterfield, \u201cTerminal Developments in Ediacaran Embryology\u201d, Science, Vol. 334:1655-1656 (December 23, 2011).<\/a><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">O argumento da Explos\u00e3o Cambriana contra o fato da evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ignora, pelo contr\u00e1rio, afirma que as formas de vida pr\u00e9-cambrianas eram em sua maioria <strong>desprovidas de partes mineralizadas<\/strong> como ossos e conchas, <strong>mas isso n\u00e3o dificulta sua preserva\u00e7\u00e3o em rochas<\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/icb.oxfordjournals.org\/content\/43\/1\/166.full.pdf+html\">Exceptional Fossil Preservation and the Cambrian Explosion<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/icb.oxfordjournals.org\/content\/43\/1\/166.full.pdf+html\">Nicholas J. Butterfield<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/icb.oxfordjournals.org\/content\/43\/1\/166.full.pdf+html\">Integr. Comp. Biol. (2003) 43 (1): 166-177.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os signat\u00e1rios do manifesto mencionaram e descreveram, de modo ideal e ass\u00e9ptico, a \u201crevis\u00e3o por pares\u201d como sendo o princ\u00edpio sustentador e determinante da atual ci\u00eancia profissional: \u201cantes de serem publicadas em uma revista reconhecida, as contribui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas devem ser revisadas por pesquisadores habilitados a julg\u00e1-las\u201d e isso \u00e9 que determina a sua publica\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o. Um controle de qualidade ISO cient\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a primeira etapa escrutinadora, \u00e9 que as contribui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas publicadas, passam pelo segundo e mais importante teste de qualidade: a comunidade acad\u00eamica ir\u00e1 ler, comentar, aceitar ou rejeitar as propostas apresentadas. Revisores e demais pesquisadores se baseiam em crit\u00e9rios objetivos no processo de avalia\u00e7\u00e3o dos trabalhos, que devem ser fundamentados em evid\u00eancias concretas e hip\u00f3teses test\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fica meio complicado para a ci\u00eancia profissional usar esses crit\u00e9rios rigorosos em algumas hip\u00f3teses cient\u00edficas \u2013 massa escura, buracos negros, multiversos, ancestral comum, que apesar de evid\u00eancias, algumas fortes e outras circunstanciais, n\u00e3o podem ser testadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito mais complicado fica a \u201crevis\u00e3o por pares\u201d como o princ\u00edpio sustentador e determinante da atual ci\u00eancia profissional quando a Hist\u00f3ria da Ci\u00eancia registra que algumas grandes descobertas cient\u00edficas n\u00e3o passaram por este crivo: <em>De Revolutionibus<\/em>, de Cop\u00e9rnico, <em>Principia<\/em> de Newton, o artigo original de Einstein sobre a relatividade que, mesmo tendo sido publicado no <em>Annalen der Physik<\/em>, n\u00e3o passou pela revis\u00e3o por pares. Muito menos a teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin no Origem das Esp\u00e9cies&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se, como afirmam os signat\u00e1rios do manifesto, \u201capenas as ideias mais robustas, testadas continuamente pela comunidade cient\u00edfica, ser\u00e3o introduzidas em livros did\u00e1ticos e ensinadas nas escolas\u201d, como explicar o uso de algumas evid\u00eancias cient\u00edficas distorcidas e o uso de fraudes centen\u00e1ria e recente para \u201cprovar\u201d o fato da evolu\u00e7\u00e3o nos livros-texto de Biologia do ensino m\u00e9dio aprovados por especialistas do <strong>MEC\/SEMTEC\/PNLEM<\/strong>, quando o \u201clapso\u201d desses revisores por pares foi levado ao conhecimento do <strong>MEC<\/strong> em documento protocolado em 2005 e nada foi feito?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito mais s\u00e9rias s\u00e3o as cr\u00edticas atuais feitas ao status quo do processo de \u201crevis\u00e3o por pares\u201d: (1) o sistema rejeita, erradamente, artigos e pesquisas cient\u00edficas v\u00e1lidas, e (2) o sistema aceita, erradamente, artigos e pesquisas cient\u00edficas falhas e fraudulentas. Um sistema de guarda-cancelas n\u00e3o t\u00e3o cientificamente eficiente quanto retratado pelos signat\u00e1rios do manifesto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revis\u00e3o por pares em si, n\u00e3o \u00e9 garantia de aumentar a qualidade dos artigos publicados. Vide: <a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/content\/293\/5538\/2187.1.summary\">Martin Enserink, &#8220;Peer Review and Quality: A Dubious Connection?,&#8221; Science, Vol. 293:2187-2188 (September 21, 2001)<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os historiadores de ci\u00eancia entendem perfeitamente bem porque os pontos de vista cient\u00edficos minorit\u00e1rios t\u00eam dificuldades de serem publicados em publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas com revis\u00e3o por pares. Raz\u00e3o? Os cientistas podem estar inclinados em rejeitar ideias novas:<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">\u201cAlgumas vezes os cientistas encontram forte resist\u00eancia de pares \u00e0s suas novas ideias. Frequentemente a comunidade cient\u00edfica acha dif\u00edcil aceitar novas ideias ou m\u00e9todos e observa\u00e7\u00f5es inesperadas. A m\u00e9dia e fonte mais danosa de resist\u00eancia dos cientistas a descobertas cient\u00edficas vem exatamente daqueles pares cuja miss\u00e3o \u00e9 preservar a qualidade do trabalho cient\u00edfico: Os editores e os revisores de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas\u201d.\n\nJuan Miguel Campanerio, \"Have Referees Rejected Some of the Most-Cited Articles of All Times?,\" Journal of the American Society for Information Science, Vol. 47(4):302-310 (1996).<\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os te\u00f3ricos e proponentes do \u201cDesign Inteligente\u201d s\u00e3o perseguidos, alguns at\u00e9 com suas carreiras acad\u00eamicas destru\u00eddas, tudo documentado em processos de justi\u00e7a, por defenderem a ideia de existir sinais de intelig\u00eancia na natureza empiricamente detect\u00e1veis. Nossos artigos s\u00e3o rejeitados e n\u00e3o divulgados em revistas cient\u00edficas por estarem fora do paradigma cient\u00edfico vigente. A frase \u201c\u00c9 fato que mudan\u00e7as de paradigma sofrem resist\u00eancia at\u00e9 serem aceitas ou rejeitadas\u201d parece insinuar que os signat\u00e1rios entendem que o que ocorre com as proposi\u00e7\u00f5es do Design Inteligente \u00e9 um sinal de mudan\u00e7a paradigm\u00e1tica. N\u00f3s esperamos por isso desde os anos 1990s&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Verdade que nesse embate epist\u00eamico, tanto o novo quanto o velho paradigma s\u00e3o respaldados por evid\u00eancias test\u00e1veis. Nada mais falso da parte dos signat\u00e1rios, dizer que as premissas b\u00e1sicas do DI n\u00e3o seguem os m\u00e9todos de teste e refuta\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses, simplesmente sustentando, sem dados emp\u00edricos, a necessidade de uma causa externa consciente na estrutura\u00e7\u00e3o do universo e da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consideremos, <em>cum grano salis<\/em>, o que \u00e9 teoria cient\u00edfica e depois vejamos como a TDI opera dentro do m\u00e9todo cient\u00edfico. <a href=\"https:\/\/www.springer.com\/philosophy\/epistemology+and+philosophy+of+science\/book\/978-94-007-1613-1\">Peter Kosso<\/a>, fil\u00f3sofo da ci\u00eancia, explica que nomear algo de \u201cteoria\u201d diz pouco sobre o grau de certeza apoiando a ideia. Como ele afirma, \u201cnem \u2018te\u00f3rico\u2019 nem \u2018lei\u2019 diz respeito a ser verdadeiro ou falso, ou sobre ser bem testado ou especulativo.\u201d Na vis\u00e3o de Kosso, uma teoria cient\u00edfica \u201cdescreve aspectos da natureza que est\u00e3o al\u00e9m (ou subjacente) do que n\u00f3s podemos observar, aspectos que podem ser usados para explicar o que n\u00f3s observamos\u201d. Assim \u201calgumas teorias s\u00e3o verdadeiras (teoria at\u00f4mica), algumas s\u00e3o falsas (teoria cal\u00f3rica), e o m\u00e9todo cient\u00edfico \u00e9 que nos guia para decidir quais s\u00e3o o que\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A TDI satisfaz esta defini\u00e7\u00e3o de teoria? Sim, satisfaz, pois a TDI \u00e9 uma teoria de detec\u00e7\u00e3o de design, e prop\u00f5e a ag\u00eancia inteligente como um mecanismo que causa a mudan\u00e7a biol\u00f3gica. A TDI permite que n\u00f3s expliquemos como surgiram os aspectos observados de complexidade biol\u00f3gica, e outras complexidades naturais, e utiliza o m\u00e9todo cient\u00edfico para fazer suas afirma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9todo cient\u00edfico \u00e9 geralmente descrito como um processo de quatro etapas envolvendo observa\u00e7\u00f5es, hip\u00f3teses, experimentos, e conclus\u00e3o. A TDI come\u00e7a com a observa\u00e7\u00e3o de que agentes inteligentes produzem informa\u00e7\u00e3o complexa e especificada (ICE). Os te\u00f3ricos do DI fazem a hip\u00f3tese de que se um objeto natural for intencionalmente planejado, ele conter\u00e1 altos n\u00edveis de ICE. Os cientistas ent\u00e3o realizam testes experimentais sobre os objetos naturais para determinar se eles cont\u00eam informa\u00e7\u00e3o complexa e especificada. Uma forma facilmente test\u00e1vel de ICE \u00e9 a complexidade irredut\u00edvel de sistemas biol\u00f3gicos, que pode ser testada pela engenharia reversa de estruturas biol\u00f3gicas atrav\u00e9s de experimentos de silenciamento para determinar se elas exigem todas as suas partes para funcionar. Quando os cientistas experimentalmente descobrem complexidade irredut\u00edvel em uma estrutura biol\u00f3gica, eles concluem que ela foi intencionalmente planejada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 teoria de Kosso, a TDI tamb\u00e9m satisfaz a defini\u00e7\u00e3o de teoria cient\u00edfica da National Academy of Sciences dos Estados Unidos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elemento 1: A TDI deve ser \u201cuma explica\u00e7\u00e3o de algum aspecto do mundo natural\u201d e uma \u201cexplica\u00e7\u00e3o detalhada de algum aspecto da natureza\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A TDi n\u00e3o \u00e9 somente uma explica\u00e7\u00e3o de \u201calgum aspecto do mundo natural\u201d, na verdade ela explica muitos aspectos do mundo natural. Se n\u00f3s pensarmos em termos de categorias amplas, a TDI prop\u00f5e que ag\u00eancia inteligente \u00e9 a a explica\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel para eventos hist\u00f3ricos tais como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A origem do ajuste fino do cosmos para a vida avan\u00e7ada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A origem de n\u00edveis extremamente altos de informa\u00e7\u00e3o complexa e especificada no DNA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A origem de sistemas integrados exigidos para os planos corporais dos animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A origem de muitos sistemas de complexidade irredut\u00edvel encontrados nos organismos vivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elemento 2: A TDI deve \u201cincorporar muitos fatos, leis e hip\u00f3teses testadas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A TDI incorpora muitos fatos, leis e hip\u00f3teses testadas, incluindo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A TDI incorpora as leis e constantes conhecidas do universo e as incorpora numa teoria unificada para explicar porque elas s\u00e3o coordenadas para produzir os par\u00e2metros f\u00edsicos que produzem a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A TDI incorpora muitos fatos conhecidos sobre as sequ\u00eancias do DNA, bem como hip\u00f3teses testadas demonstrando que elas s\u00e3o ajustadas finamente para realizar fun\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A TDI incorpora uma mir\u00edade de hip\u00f3teses testadas sobre o surgimento geologicamente abrupto de planos corporais no registro f\u00f3ssil, bem como diversos fatos da bioqu\u00edmica e biologia animal no que diz respeito ao tipo e \u00e0 quantidade de informa\u00e7\u00e3o integrada necess\u00e1rias para coordenar novos tipos prote\u00ednas, tipos de c\u00e9lulas, tecidos, e \u00f3rg\u00e3os em outros planos corporais funcionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A TDI incorpora muitas hip\u00f3teses testadas sobre a presen\u00e7a de complexidade irredut\u00edvel em sistemas biol\u00f3gicos, evidenciados por experimentos de silenciamento gen\u00e9tico que t\u00eam demonstrado que a complexidade irredut\u00edvel \u00e9 um fen\u00f4meno real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A TDI faz tudo isso ao propor novas leis tais como a lei da conserva\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, novos princ\u00edpios sobre as causas de alta informa\u00e7\u00e3o complexa e especificada, novos m\u00e9todos para medir a informa\u00e7\u00e3o funcional e complexidade, e novas hip\u00f3teses sobre a ubiquidade do ajuste fino por toda a cosmologia e biologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elemento 3: A TDI deve ser \u201cbem substanciada\u201d e \u201capoiada por um vasto conjunto de provas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A TDI \u00e9 bem substanciada porque um n\u00famero significativo de pesquisas tem confirmado as predi\u00e7\u00f5es da TDI, tais como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisas em f\u00edsica e cosmologia continuam a descobrir mais e mais n\u00edveis profundos de ajuste fino. Muitos exemplos poderiam ser dados, mas este aqui \u00e9 surpreendente: a entropia inicial do universo deve ter sido finamente ajustada em 1 parte em 10(10^123) para fazer com que o universo fosse favor\u00e1vel \u2018a vida como conhecemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Testes de sensibilidade mutacional mostram cada vez mais que as sequ\u00eancias do DNA s\u00e3o altamente e finamente ajustadas para produzir prote\u00ednas funcionais e realizar outras fun\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisas de epigen\u00e9tica e biologia de sistemas est\u00e3o cada vez mais revelando como qu\u00e3o integrados s\u00e3o os organismos, da bioqu\u00edmica \u00e0 macrobiologia, e mostrando fun\u00e7\u00f5es celulares comuns mas finamente ajustadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Experimentos de silenciamento gen\u00e9tico est\u00e3o demonstrando a complexidade irredut\u00edvel, como a do flagelo bacteriano, ou as caracter\u00edsticas multimutacionais onde muitas muta\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas seriam necess\u00e1rias para se ganhar uma vantagem biol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d\u00favida que a ci\u00eancia n\u00e3o conhece e nem conhecer\u00e1 todos os processos e fen\u00f4menos da natureza. Agora, os signat\u00e1rios do manifesto se mostram totalmente ignorantes da TDI quando atribui aos seus te\u00f3ricos e proponentes a <strong>evoca\u00e7\u00e3o de causas metaf\u00edsicas para aplacar nossa ignor\u00e2ncia<\/strong>. N\u00e3o fomentamos uma suposta corrobora\u00e7\u00e3o e sim o teste, n\u00e3o de nossas cren\u00e7as, mas de proposi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas de complexidade irredut\u00edvel de sistemas biol\u00f3gicos e informa\u00e7\u00e3o complexa especificada que, e a\u00ed os signat\u00e1rios do manifesto n\u00e3o mencionam, mas desde os anos 1990s, a comunidade cient\u00edfica vem tentando falsificar nossas hip\u00f3teses, mas n\u00e3o conseguiram. O flagelo de uma \u201csimples\u201d bact\u00e9ria incomoda a comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os signat\u00e1rios do manifesto s\u00e3o encontrados em descompasso com a verdade sobre o Design Inteligente ser pseudoci\u00eancia e que isso explica porque seus defensores n\u00e3o t\u00eam artigos publicados em revistas reconhecidas pela comunidade acad\u00eamica. Nada mais falso.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.discovery.org\/scripts\/viewDB\/filesDB-download.php?command=download&amp;id=10141\">Temos artigos publicados em revistas cient\u00edficas reconhecidas e com revis\u00e3o por pares<\/a>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Journal of Molecular Biology, Protein Science, The Quarterly Review of Biology, Theoretical Biology and Medical Modelling, Journal of Advanced Computational Intelligence and Intelligent Informatics, Physics of Life Reviews, Cell Biology International, BIO-Complexity, Rivista di Biologia\/Biology Forum, Proceedings of the Biological Society of Washington, and Annual Review of Genetics, entre outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo replicado acima, fica claro que existem outras <strong>raz\u00f5es<\/strong>, n\u00e3o cient\u00edficas, mas <strong>ideol\u00f3gicas<\/strong>, n\u00e3o querendo que o Design Inteligente seja debatido e considerado na Academia, e talvez ensinado nas escolas. N\u00e3o \u00e9 falso o fato de que seus defensores s\u00e3o impedidos de publicar devido a conflito de interesses. H\u00e1 v\u00e1rios exemplos disso que resultaram em processos judiciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 falsa a afirma\u00e7\u00e3o de que baseado no corpo de conhecimentos cient\u00edficos atuais, n\u00e3o existam questionamentos razo\u00e1veis \u00e0 Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o. Existem, e de v\u00e1rias \u00e1reas cient\u00edficas demandando uma <strong>revis\u00e3o profunda ou o simples descarte<\/strong> da atual teoria da evolu\u00e7\u00e3o. Tanto \u00e9 verdade isso, que uma nova teoria geral da evolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo engendrada pela comunidade cient\u00edfica ap\u00f3s o encontro dos 16 de Altenberg, \u00c1ustria, propondo a S\u00edntese Evolutiva Ampliada\/Estendida. Esta nova teoria da evolu\u00e7\u00e3o somente ser\u00e1 anunciada em 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ci\u00eancia abomina o v\u00e1cuo epistemol\u00f3gico. Os signat\u00e1rios do manifesto sabem dizer sob qual referencial te\u00f3rico est\u00e3o sendo feitas pesquisas em biologia evolucion\u00e1ria?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os signat\u00e1rios do manifesto demonizam os criacionistas e proponentes do Design Inteligente afirmando que eles vendem a ideia equivocada (?) de que a Evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma teoria prestes a cair e sem sustenta\u00e7\u00e3o no meio acad\u00eamico, e que para isso, citam pouqu\u00edssimos pesquisadores na tentativa de demonstrar dissid\u00eancia intelectual. N\u00e3o s\u00e3o pouqu\u00edssimos <a href=\"https:\/\/www.dissentfromdarwin.org\/\">os dissidentes de Darwin<\/a>, s\u00e3o quase 1.000 no mundo inteiro, e cientistas membros de Academias de Ci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Querer alijar alguns desses dissidentes por sua posi\u00e7\u00e3o pessoal n\u00e3o atuarem na \u00e1rea das Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, \u00e9 dar um tiro no p\u00e9 de Darwin, que n\u00e3o era bi\u00f3logo, e tinha como forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica apenas um mestrado em teologia. Ele ia ser pastor anglicano&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somos convictos da teoria que defendemos, submetemos sim nossas propostas e posicionamentos \u00e0 publica\u00e7\u00e3o em revistas cient\u00edficas para o escrut\u00ednio de pares, mas os guarda-cancelas n\u00e3o permitem sua publica\u00e7\u00e3o. Realmente, convic\u00e7\u00f5es pessoais n\u00e3o possuem lugar na ci\u00eancia. Quanto a reclamar da realiza\u00e7\u00e3o de um congresso, \u00e9 compreens\u00edvel, o nome disso \u00e9 <em>jus sperniandi.<\/em> N\u00e3o estamos com isso dizendo ser evid\u00eancia da validade cient\u00edfica de nossa teoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d\u00favida que a descoberta de novos f\u00f3sseis leva a comunidade paleontol\u00f3gica a remodelar seu entendimento da hist\u00f3ria da vida na Terra, adequando-o \u00e0s novas evid\u00eancias. Por\u00e9m, \u00e9 falsa a afirma\u00e7\u00e3o de que \u201cat\u00e9 hoje, nenhuma dessas evid\u00eancias ofereceu contraponto ou refutou a ideia de que todos os seres vivos do planeta compartilham ancestrais comuns, que tiveram descendentes que se modificaram ao longo do tempo, originando toda a biodiversidade atual (que continua a evoluir)\u201d. Pelo contr\u00e1rio, a <strong>descontinuidade<\/strong> \u00e9 tema recorrente nesses achados implica cada vez mais no questionamento do processo evolutivo. A <strong>\u00c1rvore da Vida<\/strong> de Darwin \u00e9 uma ilus\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em flagrante descompasso com a verdade das evid\u00eancias, a Sociedade Brasileira de Paleontologia refor\u00e7ou que os dados paleontol\u00f3gicos e em Gen\u00e9tica, Bioqu\u00edmica, Geologia, Ecologia, Biogeografia e Sistem\u00e1tica respaldam enfaticamente a realidade da Evolu\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica, quando \u00e9 justamente nessas \u00e1reas que a Evolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo questionada na sua robustez epist\u00eamica para explicar cientificamente a origem e a evolu\u00e7\u00e3o da diversidade e complexidades de todos os seres vivos na Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclu\u00edmos a nossa r\u00e9plica ao manifesto da SBP, pedindo que seja fortalecido o ensino de Evolu\u00e7\u00e3o nas escolas p\u00fablicas e privadas de modo objetivo e honesto, apresentando aos alunos as evid\u00eancias e favor e contra o fato da evolu\u00e7\u00e3o, pois a ci\u00eancia avan\u00e7a assim com a considera\u00e7\u00e3o de pontos divergentes. A atual forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de nossos alunos est\u00e1 mais para <strong>doutrina\u00e7\u00e3o<\/strong> do que educa\u00e7\u00e3o, e flagrante preju\u00edzo da cidadania desses estudantes que n\u00e3o ficam sabendo que a teoria da evolu\u00e7\u00e3o entrou em colapso h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas. Qualquer tentativa de n\u00e3o apresentar em aulas de ci\u00eancias essas dificuldades fundamentais para a corrobora\u00e7\u00e3o da Evolu\u00e7\u00e3o no contexto de justifica\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, representa uma viol\u00eancia de agendas n\u00e3o cient\u00edficas e um desservi\u00e7o \u00e0 sociedade brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O manifesto da Sociedade Brasileira de Paleontologia parece ter sido feito na Wikip\u00e9dia, total foi o desconhecimento sobre a teoria do Design Inteligente. Isso dep\u00f5e contra a integridade de uma organiza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que se apresentou \u00e0 sociedade como guardi\u00e3 da ci\u00eancia, mas se mostrou motivada por uma agenda ideol\u00f3gica do que cient\u00edfica ao apresentar seu manifesto.<\/p>\n<p>Campinas, 6 de novembro de 2014<\/p>\n<p>En\u00e9zio E. de Almeida Filho<\/p>\n<p>Coordenador do ainda N\u00facleo Brasileiro de Design Inteligente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+++++<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LISTA DE SIGNAT\u00c1RIOS DO MANIFESTO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PALEONTOLOGIA \u2013 Gest\u00e3o 2013-2015 *<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Presidente: Dr. Max Cardoso Langer (USP\/ Ribeir\u00e3o Preto)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vice-Presidente: Dr. \u00c1tila Augusto Stock da Rosa (UFSM)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1\u00ba Secret\u00e1rio: Dr. Renato Pirani Guilardi (UNESP)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2\u00aa Secret\u00e1ria: Dra. M\u00edrian L. A. Forancelli Pacheco (UFSCar\/Sorocaba)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1\u00aa Tesoureira: Dra. Annie Schmaltz Hsiou (USP\/Ribeir\u00e3o Preto)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2\u00ba Tesoureiro: Dr. Rodrigo Miloni Santucci (UnB\/Planaltina)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diretor de Publica\u00e7\u00f5es: Dr. Juan Carlos Cisneros (UFPI)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">* a elabora\u00e7\u00e3o deste texto contou com o auxilio de Paulo M. Nascimento, Fabio Machado, Pedro L. Godoy, Gabriel S. Ferreira, Felipe C. Montefeltro e Charles M. Santos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Em 2014 o Primeiro Congresso Brasileiro do Design Inteligente inaugurou a Sociedade Brasileira do Design Inteligente e manifesta\u00e7\u00f5es contrarias foram publicadas a pedido da milit\u00e2ncia, <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/12\/20\/o-assedio-liberdade-academica-em-manifesto\/\" title=\"O Ass\u00e9dio \u00e0 Liberdade Acad\u00eamica em Manifesto\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":2253,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15,18,26,36],"tags":[178,213,289,326,335,576,657,845,846],"class_list":["post-2073","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-epistemologia","category-evolucao","category-historia-da-ciencia","category-questoes-objecoes","tag-ciencia","tag-congresso","tag-design-inteligente","tag-educacao-publica","tag-enezio","tag-manifesto","tag-nbdi","tag-sbdi","tag-sbp"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v18.9 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O Ass\u00e9dio \u00e0 Liberdade Acad\u00eamica em Manifesto &raquo; 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