{"id":1867,"date":"2016-11-24T21:43:26","date_gmt":"2016-11-24T23:43:26","guid":{"rendered":"http:\/\/tdibrasil.org\/?p=1867"},"modified":"2021-10-10T03:35:57","modified_gmt":"2021-10-10T06:35:57","slug":"o-naturalismo-metodologico-e-o-cativeiro-ideologico-do-naturalismo-filosofico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tdibrasil.org\/index.php\/2016\/11\/24\/o-naturalismo-metodologico-e-o-cativeiro-ideologico-do-naturalismo-filosofico\/","title":{"rendered":"O Naturalismo Metodol\u00f3gico e o \u2018Cativeiro Ideol\u00f3gico\u2019 do Naturalismo Filos\u00f3fico"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 480px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tdibrasil.org\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/cativeiro.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"360\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><center><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O te\u00f3rico que afirma que a ci\u00eancia \u00e9 tudo o que h\u00e1 \u2013 e o que n\u00e3o estiver nos livros de ci\u00eancia n\u00e3o tem valor \u2013 \u00e9 um ide\u00f3logo com uma doutrina pr\u00f3pria, distorcida e peculiar. Para ele, a ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 mais um setor da iniciativa cognitiva, mas uma vis\u00e3o de mundo que inclui tudo. Essa n\u00e3o \u00e9 uma doutrina da ci\u00eancia, e sim, de cientificismo. Adotar essa inst\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 celebrar a ci\u00eancia, e sim, distorc\u00ea-la&#8221;. <strong> &#8211; Nicholas Rescher<\/strong>, in The Limits of Science<\/p>\n<p><\/center><\/figcaption><\/figure>\n<hr \/>\n<p><!--more--><br \/>\nPor <strong>En\u00e9zio E. de Almeida Filho<\/strong><br \/>\nMestre em Hist\u00f3ria da Ci\u00eancia \u2013 PUC-SP<br \/>\nPresidente Em\u00e9rito da SBDI<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo da hist\u00f3ria da ci\u00eancia h\u00e1 registros da busca incessante do ser humano para compreender o universo, a si mesmo e como dominar a natureza. Entre as muitas conquistas conseguidas pelo esp\u00edrito humano est\u00e1 a sistematiza\u00e7\u00e3o desses conhecimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas dessas buscas s\u00e3o consideradas como antigas e n\u00e3o cient\u00edficas como os povos antigos \u2013 sum\u00e9rios, babil\u00f4nios, chineses e indianos, os gregos com os seus fil\u00f3sofos Dem\u00f3crito (460-370 a.C., o porta-voz do naturalismo), Epicuro (341-270 a.C.), e at\u00e9 um fil\u00f3sofo poeta romano como Lucr\u00e9cio (99-55 a.C.), e outras tidas como modernas e cient\u00edficas porque influenciadas pela vis\u00e3o de ci\u00eancia revolucion\u00e1ria de Francis Bacon (1561-1626) no s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A padroniza\u00e7\u00e3o de como se obter conhecimento atende pelo nome de m\u00e9todo cient\u00edfico. Embora n\u00e3o haja consenso do que seja o m\u00e9todo cient\u00edfico, o formato b\u00e1sico deste m\u00e9todo aceito irrestritamente \u00e9:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. A observa\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno e o registro dos fatos. Os fen\u00f4menos s\u00e3o todos os eventos que ocorrem na natureza; e os fatos s\u00e3o as descri\u00e7\u00f5es daquilo que \u00e9 observado.<br \/>\n2. A formula\u00e7\u00e3o de leis f\u00edsicas a partir da generaliza\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos. As leis f\u00edsicas s\u00e3o as maneiras como a natureza se comporta baseado naquilo que foi observado no passado.<br \/>\n3. O desenvolvimento de uma teoria que \u00e9 usada para predizer novos fen\u00f4menos. A teoria \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o geral que explica os fatos. Uma teoria pode levar a novas conclus\u00f5es ou a descoberta de um fen\u00f4meno. Os desenvolvimentos de uma teoria freq\u00fcentemente resultam numa mudan\u00e7a de paradigma \u2013 isto \u00e9, considerar ou pensar sobre um problema cient\u00edfico de um modo totalmente novo. [1]\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, nem todas essas caracter\u00edsticas do m\u00e9todo cient\u00edfico s\u00e3o aplic\u00e1veis em todas as \u00e1reas do conhecimento humano. Destacar aqui este aspecto demarcacionista neste trabalho seminal se faz mais do que necess\u00e1rio, pois cada ci\u00eancia tem seus processos epistemol\u00f3gicos exclusivos delimitados estritamente pelo seu objeto de pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9todo cient\u00edfico \u00e9 condi\u00e7\u00e3o sine qua non para se atingir todo e qualquer conhecimento cient\u00edfico. Como constru\u00e7\u00e3o humana de descri\u00e7\u00e3o da realidade, ele est\u00e1 sujeito tamb\u00e9m aos aspectos s\u00f3cio-culturais da \u00e9poca. Haveria ent\u00e3o a possibilidade deste m\u00e9todo ser contaminado? Uma vis\u00e3o de mundo como o naturalismo poderia influenci\u00e1-lo na sua execu\u00e7\u00e3o e defesa em detrimento de outras vis\u00f5es de mundo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo o m\u00e9todo cient\u00edfico a ferramenta epist\u00eamica utilizada em todos os saberes, aqui denominado de naturalismo metodol\u00f3gico, implicaria inexoravelmente na ado\u00e7\u00e3o da ideologia do naturalismo filos\u00f3fico? Se n\u00e3o implicar, o que isso significa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estaria o naturalismo metodol\u00f3gico numa esp\u00e9cie de cativeiro ideol\u00f3gico do naturalismo filos\u00f3fico? O que seria esse cativeiro ideol\u00f3gico? Seria uma distor\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia conforme Nicholas Rescher? [2]\n<p><strong>I. O naturalismo \u2013 uma doutrina metaf\u00edsica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O naturalismo, segundo o dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio, \u00e9 a &#8220;doutrina segundo a qual todo o conjunto de fen\u00f4menos pode ser reduzido, por um encadeamento mec\u00e2nico, a fatos do mundo concreto material sem a interven\u00e7\u00e3o de nenhuma causa transcendente\u201d. [3] A defini\u00e7\u00e3o do Aur\u00e9lio \u00e9 ontol\u00f3gico-metodol\u00f3gica, mas o naturalismo tamb\u00e9m \u00e9 uma Weltanschauung, uma cosmovis\u00e3o particular que afirma o que \u00e9 definitivamente real e irreal. A natureza seria definitivamente real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A natureza consiste de part\u00edculas fundamentais que constituem a mat\u00e9ria e a energia. As leis naturais governam o comportamento de como essas part\u00edculas se comportam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, a natureza seria definitivamente tudo o que existe \u2013 um sistema permanentemente fechado de causas e efeitos de part\u00edculas, cordas, campos que n\u00e3o podem ser influenciados por qualquer coisa fora desse sistema.\u00a0Essa doutrina metaf\u00edsica d\u00e1 prioridade \u00e0 ci\u00eancia natural como sendo o \u00fanico modo de se descrever a realidade porque tudo o que \u00e9 conhecido da natureza, que n\u00e3o seja por observa\u00e7\u00e3o direta, \u00e9 produzido pela investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.\u00a0O naturalismo como vis\u00e3o de mundo privilegia muito a ci\u00eancia como a nossa \u00fanica fonte de conhecimento mais confi\u00e1vel. Tudo o que conflitar com esse conhecimento \u00e9 considerado como efetivamente falso e inexistente. [4]\n<p style=\"text-align: justify;\">O naturalismo se apresenta em pelo menos quatro caracter\u00edsticas:<br \/>\nantiteol\u00f3gico, metodol\u00f3gico, antissobrenatural e pragm\u00e1tico.\u00a0Somente as duas \u00faltimas s\u00e3o compat\u00edveis com a teoria do Design\u00a0Inteligente, e apenas a \u00faltima \u00e9 compat\u00edvel com as tradi\u00e7\u00f5es\u00a0religiosas monote\u00edstas (juda\u00edsmo, cristianismo e islamismo). [5]\n<p><strong>II. O naturalismo filos\u00f3fico &#8211; Uma \u2018ideologia\u2019<\/strong><br \/>\n<strong> materialista<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As ci\u00eancias naturais s\u00e3o disciplinas te\u00f3rico-emp\u00edricas que t\u00eam\u00a0muitas defini\u00e7\u00f5es. Raz\u00e3o? N\u00e3o existe consenso entre os cientistas\u00a0sobre cada aspecto do m\u00e9todo cient\u00edfico. O fil\u00f3sofo de ci\u00eancia Del\u00a0Ratzsch define como seria estes tipos de ci\u00eancias naturais (qu\u00edmica,\u00a0f\u00edsica, biologia, geologia e outros ramos de ci\u00eancias chamadas de\u00a0ci\u00eancias \u201cexatas\u201d ou \u201cnaturais\u201d):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUma ci\u00eancia natural \u00e9 uma disciplina te\u00f3rica explanat\u00f3ria que\u00a0aborda objetivamente os fen\u00f4menos naturais dentro das limita\u00e7\u00f5es\u00a0gerais de que (1) as suas teorias devem ser racionalmente\u00a0conect\u00e1veis aos fen\u00f4menos emp\u00edricos geralmente especific\u00e1veis e\u00a0que (2) normalmente n\u00e3o sa\u00ed da esfera natural dos conceitos\u00a0empregados na sua explica\u00e7\u00e3o\u201d. [6]\n<p style=\"text-align: justify;\">O naturalismo metodol\u00f3gico [7] \u00e9 o m\u00e9todo epistemol\u00f3gico por\u00a0excel\u00eancia adotado pelos cientistas no fazer ci\u00eancia normal na\u00a0busca das respostas \u00e0s quest\u00f5es \u201co qu\u00ea\u201d (quais s\u00e3o os fatos dentro\u00a0de algum dom\u00ednio de estudo) e \u201ccomo\u201d (os padr\u00f5es regulares que\u00a0s\u00e3o empiricamente detect\u00e1veis na natureza, e explicar seus\u00a0mecanismos naturais) [8] encontradas na natureza, considerando-se\u00a0o fato que \u201cas ci\u00eancias naturais devem se limitar a explica\u00e7\u00f5es\u00a0naturalistas e evitar escrupulosamente atribuir qualquer\u00a0significado cient\u00edfico \u00e0 intelig\u00eancia, \u00e0 teleologia ou ao design\u00a0real\u201d. [9]\n<p style=\"text-align: justify;\">Del Ratzsch lista cinco raz\u00f5es principais\u00a0porque desta ampla aceita\u00e7\u00e3o do\u00a0naturalismo metodol\u00f3gico, embora\u00a0discorde de que elas resistam a um exame\u00a0cr\u00edtico:<\/p>\n<ol>\n<li>A cren\u00e7a de que o naturalismo\u00a0metodol\u00f3gico \u00e9 exigido pela pr\u00f3pria\u00a0defini\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia,<\/li>\n<li>A cren\u00e7a de que as teorias\u00a0relativas ao sobrenatural n\u00e3o podem ter\u00a0conte\u00fados emp\u00edricos est\u00e1veis e test\u00e1veis,<\/li>\n<li>A cren\u00e7a de que tais teorias t\u00eam sido completo fracassos cient\u00edficos,<\/li>\n<li>A cren\u00e7a de que todas tais teorias s\u00e3o vers\u00f5es de teorias do\u00a0\u201cDeus das lacunas\u201d e que tais teorias s\u00e3o cientificamente\u00a0inaceit\u00e1veis, e<\/li>\n<li>A cren\u00e7a de que permitir o uso de teorias de design iria erodir\u00a0a ci\u00eancia ao estimular a pregui\u00e7a cient\u00edfica. [10]<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">A forma mais predominante de naturalismo aceita consciente e\u00a0inconscientemente \u00e9 o naturalismo antiteleol\u00f3gico que n\u00e3o\u00a0admite quaisquer princ\u00edpios teleol\u00f3gicos fundamentais operando\u00a0na natureza, a n\u00e3o ser as leis naturais inquebr\u00e1veis\u00a0caracterizadas pelo acaso e necessidade. [11]\n<p style=\"text-align: justify;\">Jacques Monod no seu livro\u00a0famoso Chance and Necessity\u00a0afirmou este princ\u00edpio\u00a0fundamental para a ci\u00eancia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A pedra fundamental do m\u00e9todo\u00a0cient\u00edfico \u00e9 o postulado que a\u00a0natureza \u00e9 objetiva. Em outras\u00a0palavras, a nega\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica\u00a0que &#8216;verdadeiro&#8217; conhecimento\u00a0possa ser obtido interpretando-se\u00a0os fen\u00f4menos em termos de\u00a0causas finais \u2013 isto \u00e9 dizer, de\u00a0&#8216;prop\u00f3sito'&#8221;. [12]\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o cientista tenta descrever como que dois eletrodos\u00a0carregados separam o g\u00e1s oxig\u00eanio e o hidrog\u00eanio quando\u00a0colocados na \u00e1gua, a \u201chip\u00f3tese Deus\u201d \u00e9 simplesmente\u00a0desnecess\u00e1ria e completamente inadequada.\u00a0Por qu\u00ea? Porque sendo o universo f\u00edsico o objeto apropriado do\u00a0estudo cient\u00edfico, o \u00fanico m\u00e9todo apropriado para esse estudo \u00e9\u00a0o naturalismo metodol\u00f3gico. [13]\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II. O naturalismo filos\u00f3fico (metaf\u00edsico):\u00a0<\/strong><strong>Uma \u2018ideologia\u2019 materialista<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O naturalismo filos\u00f3fico \u2013 ou naturalismo metaf\u00edsico \u2013 \u00e9 uma\u00a0posi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e ideologia materialistas j\u00e1 encontradas em\u00a0autores gregos antigos como Dem\u00f3crito (c. 460-370 a.C.), Epicuro\u00a0(c. 341-270 a.C.), e o poeta romano Lucr\u00e9cio (c. 95-52 a.C.): a\u00a0natureza \u00e9 tudo o que existe, n\u00e3o existe o sobrenatural.\u00a0O naturalismo filos\u00f3fico \u00e9 a convic\u00e7\u00e3o de que a natureza \u00e9 um\u00a0sistema fechado de causas e efeitos que n\u00e3o pode ser afetado por\u00a0qualquer fator externo. Uma doutrina de que o mundo natural\u00a0\u00e9\u00a0tudo o que existe. Deus, anjos, milagres n\u00e3o existem.\u00a0[14]\u00a0A esfera natural \u00e9 a \u00fanica realidade que existe e a ci\u00eancia \u00e9 o\u00a0\u00fanico acesso para as estruturas e princ\u00edpios fundamentais que\u00a0definem e governam aquela realidade. [15]\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele \u00e9 derivado de uma epistemologia \u2013 um modo de conhecer \u2013 chamado de naturalismo metodol\u00f3gico permeando n\u00e3o somente\u00a0na ci\u00eancia natural contempor\u00e2nea, mas tamb\u00e9m em todas as\u00a0ci\u00eancias humanas e sociais.\u00a0Por que o naturalismo filos\u00f3fico atra\u00ed tanto aos cientistas?\u00a0Porque d\u00e1 \u00e0 ci\u00eancia um monop\u00f3lio virtual na produ\u00e7\u00e3o de\u00a0conhecimento, assegurando aos cientistas de que, em princ\u00edpio,\u00a0n\u00e3o existem quest\u00f5es importantes que estejam al\u00e9m da\u00a0investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.\u00a0Al\u00e9m disso, dificilmente o cientista diz que \u201cn\u00e3o sabe\u201d. Esse\u00a0posicionamento seria \u201cuma prefer\u00eancia profissional\u00a0compreens\u00edvel\u201d ou \u201co modo objetivamente v\u00e1lido de se\u00a0conhecer o mundo?\u201d [16]\n<p style=\"text-align: justify;\">Exemplo dessa prefer\u00eancia pelo naturalismo filos\u00f3fico \u2013\u00a0<span style=\"color: #666699;\">confundido como sendo a pr\u00f3pria ci\u00eancia<\/span> \u00e9 visto na\u00a0declara\u00e7\u00e3o feita por Richard Lewontin:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00f3s tomamos o lado da ci\u00eancia apesar do\u00a0patente disparate de alguns de seus\u00a0construtos, apesar de sua falha em cumprir\u00a0muitas de suas promessas extravagantes de\u00a0sa\u00fade e vida, apesar da toler\u00e2ncia da\u00a0comunidade cient\u00edfica de est\u00f3rias da\u00a0carochinha n\u00e3o comprovadas, porque n\u00f3s\u00a0temos um compromisso anterior, um\u00a0compromisso com o materialismo. N\u00e3o que\u00a0os m\u00e9todos e as institui\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia de\u00a0algum modo nos obriguem a aceitar uma\u00a0explica\u00e7\u00e3o material do mundo fenomenal,\u00a0mas, ao contr\u00e1rio, que n\u00f3s somos for\u00e7ados\u00a0pela nossa fidelidade a priori a causas\u00a0materiais para criar um aparato de\u00a0investiga\u00e7\u00e3o e uma s\u00e9rie de conceitos que\u00a0produzem mat\u00e9ria, n\u00e3o importa qu\u00e3o\u00a0desprovido de intui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o importa qu\u00e3o\u00a0mistificador para o n\u00e3o iniciado. Al\u00e9m disso,\u00a0aquele materialismo \u00e9 absoluto, pois n\u00f3s\u00a0n\u00e3o podemos permitir um p\u00e9 divino na\u00a0porta\u201d. [17]\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IV. O naturalismo metodol\u00f3gico no \u201ccativeiro\u00a0ideol\u00f3gico\u201d do naturalismo filos\u00f3fico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelas suas caracter\u00edsticas de como chegar ao conhecimento, o\u00a0naturalismo metodol\u00f3gico \u2013 epistemologia \u2013 n\u00e3o deveria ser\u00a0influenciado pelo naturalismo filos\u00f3fico \u2013posicionamento\u00a0ideol\u00f3gico. O fazer ci\u00eancia como se o naturalismo filos\u00f3fico\u00a0fosse verdade leva o naturalismo metodol\u00f3gico acorrentado\u00a0para o cativeiro ideol\u00f3gico do naturalismo filos\u00f3fico.\u00a0A hist\u00f3ria da ci\u00eancia registra as muitas concep\u00e7\u00f5es do\u00a0conhecimento cient\u00edfico e suas implica\u00e7\u00f5es para a ci\u00eancia e a\u00a0sociedade desde o in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (1600) at\u00e9 o\u00a0presente. A ideia passada para o p\u00fablico leigo \u00e9 de que o ritmo\u00a0acelerado de descobertas, inven\u00e7\u00f5es e insights inesperados\u00a0sobre a natureza durante este per\u00edodo garantem as bases\u00a0seguras da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Steven L. Goldman, professor da\u00a0Universidade Lehigh, pensa que isso\u00a0est\u00e1 longe de ser verdade, e destaca os\u00a0seguintes casos:<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9todo cient\u00edfico: Nos anos\u00a01600s, o fil\u00f3sofo ingl\u00eas Francis Bacon\u00a0definiu o m\u00e9todo cient\u00edfico na sua\u00a0forma cl\u00e1ssica: o uso do racioc\u00ednio\u00a0indutivo para tirar conclus\u00f5es de uma\u00a0exaustiva cole\u00e7\u00e3o de fatos. Contudo, no\u00a0fazer ci\u00eancia normal, nenhum cientista\u00a0\u00e9 estritamente baconiano. Usar sempre\u00a0a indu\u00e7\u00e3o pode levar a lugar nenhum.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Um debate &#8220;acalorado&#8221;: Por volta\u00a0dos anos 1800s o debate sobre a\u00a0quest\u00e3o da natureza do calor foi\u00a0resolvido a favor da teoria que o\u00a0calor \u00e9 movimento e n\u00e3o uma\u00a0subst\u00e2ncia expelida durante a\u00a0combust\u00e3o. O f\u00edsico-matem\u00e1tico\u00a0franc\u00eas Joseph Fourier escreveu\u00a0uma s\u00e9rie de equa\u00e7\u00f5es que\u00a0descreviam exatamente como que o\u00a0calor se comporta n\u00e3o importa o que\u00a0ele &#8216;realmente&#8217; seja. Fourier afirmou\u00a0que isso n\u00e3o era uma quest\u00e3o\u00a0cient\u00edfica de jeito nenhum.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">As mudan\u00e7as paradigm\u00e1ticas:\u00a0A publica\u00e7\u00e3o do livro &#8220;A\u00a0Estrutura das Revolu\u00e7\u00f5es\u00a0Cient\u00edficas&#8221; de Thomas Kuhn em\u00a01962 precipitou uma mudan\u00e7a\u00a0radical nas atitudes em rela\u00e7\u00e3o\u00a0ao conhecimento cient\u00edfico,\u00a0instigada pelo insight de Kuhn de\u00a0que a ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um\u00a0empreendimento totalmente\u00a0racional, e que suas teorias bem\u00a0estabelecidas (os paradigmas)\u00a0s\u00e3o destronados num processo\u00a0revolucion\u00e1rio il\u00f3gico.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">A rebeli\u00e3o p\u00f3s-moderna: O\u00a0ataque p\u00f3s-moderno \u00e0 ci\u00eancia\u00a0como um modo privilegiado de\u00a0investiga\u00e7\u00e3o foi not\u00edcia na \u00faltima\u00a0d\u00e9cada do s\u00e9culo XX.\u00a0A credibilidade do movimento\u00a0definhou em 1996, quando uma\u00a0publica\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna publicou\u00a0inadvertidamente um artigo\u00a0fraudulento do f\u00edsico Alan Sokal,\u00a0dando a entender que a teoria\u00a0f\u00edsica era socialmente constru\u00edda.\u00a0Depois Sokal exp\u00f4s publicamente\u00a0o seu artigo como uma\u00a0par\u00f3dia.[18]<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora n\u00f3s ainda\u00a0chamemos o sistema\u00a0solar de astronomia\u00a0copernicana, n\u00e3o\u00a0existe efetivamente\u00a0nenhuma semelhan\u00e7a\u00a0entre a astronomia de\u00a0hoje e a teoria dos\u00a0c\u00e9us de Cop\u00e9rnico de\u00a01543.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso tamb\u00e9m \u00e9 verdade de outras teorias, como a teoria at\u00f4mica\u00a0da mat\u00e9ria. Todas as teorias cient\u00edficas est\u00e3o num estado de\u00a0revis\u00e3o incessante, o que levanta a quest\u00e3o fundamental: o que\u00a0\u00e9 &#8220;realmente&#8221; a realidade?\u00a0Ela \u00e9 somente o resultado de causas materiais? N\u00e3o existem\u00a0causas inteligentes?<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o parcial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A li\u00e7\u00e3o que a Hist\u00f3ria da Ci\u00eancia parece estar ensinando \u00e9 que\u00a0as teorias que hoje aceitamos como sendo verdadeiras\u00a0provavelmente ser\u00e3o derrubadas assim como foram derrubadas\u00a0as teorias que elas substitu\u00edram.\u00a0Quais s\u00e3o os m\u00ednimos crit\u00e9rios que definem uma hip\u00f3tese como\u00a0cient\u00edfica? O design inteligente qualificaria? A teoria do design\u00a0inteligente \u00e9 uma teoria teleol\u00f3gica que afirma que certos\u00a0eventos encontrados no universo s\u00e3o melhor explicados por\u00a0causas inteligentes que s\u00e3o empiricamente detectadas.\u00a0A incerteza sobre o verdadeiro status do conhecimento\u00a0cient\u00edfico e da objetividade do empreendimento cient\u00edfico levou\u00a0a uma ampla investida cr\u00edtica da ci\u00eancia na \u00faltima parte do\u00a0s\u00e9culo XX por soci\u00f3logos, fil\u00f3sofos, e historiadores da ci\u00eancia,\u00a0muitos ligados ao movimento do p\u00f3s-modernismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paul Feyerabend, fil\u00f3sofo da\u00a0ci\u00eancia, reconheceu, como todos\u00a0deveriam reconhecer, que a\u00a0ci\u00eancia afinal de contas funciona e\u00a0\u00e9 apenas um tipo de\u00a0conhecimento. N\u00e3o \u00e9 o\u00a0conhecimento absoluto que muitos\u00a0cientistas e fil\u00f3sofos t\u00eam afirmado historicamente que \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ci\u00eancia somente ir\u00e1 se libertar do cativeiro\u00a0do naturalismo filos\u00f3fico quando acolher\u00a0novamente a teleologia como episteme\u00a0cient\u00edfica e que o design \u00e9 empiricamente\u00a0detectado na natureza. Os cientistas devem\u00a0t\u00e3o-somente seguir as evid\u00eancias aonde elas\u00a0forem dar.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o Final<\/strong><\/p>\n<p>Ensinar somente ci\u00eancia nas aulas de ci\u00eancia (do website da AAAS).<\/p>\n<p><strong>Nota de Esclarecimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As opini\u00f5es emitidas nesta palestra\u00a0n\u00e3o refletem o \u2018atual consenso\u00a0acad\u00eamico\u2019 e nem t\u00eam o aval do\u00a0Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em\u00a0Hist\u00f3ria da Ci\u00eancia da PUC-SP. Mas,\u00a0apesar disso \u201c<em>Eppur si muove<\/em>\u201d!<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Refer\u00eancias no original.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":2277,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15,21,26,31,32],"tags":[427,494,603,652,653],"class_list":["post-1867","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-epistemologia","category-filosofia-da-ciencia","category-historia-da-ciencia","category-metafisica","category-metodologia","tag-filosofia","tag-ideologia","tag-metodologia","tag-naturalismo-filosofico","tag-naturalismo-metodologico"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v18.9 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O Naturalismo Metodol\u00f3gico e o \u2018Cativeiro Ideol\u00f3gico\u2019 do Naturalismo Filos\u00f3fico &raquo; 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