Por que foram Totalmente Extintas as Famílias do Cambriano e Ediacara?

Sodré GB Neto
 Lattes: http://lattes.cnpq.br/2777670829319806
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-8867-5429
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Nível Estratigráfico: Cm = Cambriano; O = ordoviciano; S = Siluriano; 
D = Devoniano; Cm = Carbonífero; P = Permiano; Tr = Triássico; J = Jurássico; K = Cretáceo; T = Terciário. 
Extinção total nível táxon família no Cm e Ediacara , aumento de extinções seguido de aumento de sobrevivência em camadas superiores cada vez maior

 

Nas primeiras camadas sedimentares a extinção foi total a nível de famílias. Ocorre uma proporção e graduação de extinção onde vemos , quanto mais camadas acima, menor extinção e maior sobrevivência. Este fato se alinha perfeitamente ideia de catástrofe que sedimenta mais, quanto mais fundo for, e portanto extingue mais as famílias do porão dos mares. Ediacara e cambriano, são típicas formas de seres vivos do fundo dos oceanos. Pois todos as demais espécies se repetem em camadas acima, pois numa catástrofe teriam maior possibilidade de não serem submersos vivos por sedimentos. Os que ficam no fundo numa agitação global do mar , tem muito mais chance de serem enterrados vivos que os mais de cima, que tem mais chance de escaparem , fugirem, e serem apenas mortos e arrastados. Uma vez mortos, é quase impossível sua fossilização.

Fossils on the Edge of Forever | Fossils, Paleo art, Snowball earth

Uma breve história da Terra #3 | Minilua

A razão pela qual os seres que vivem nos mares profundos serem os mais extintos combina com o fato de que  muitos sedimentos são provocados por uma catástrofe global e  dependendo da velocidade e/ou densidade das águas , elas podem chegar a carregar pedras e detritos transformando-se numa broca destruidora que vai fabricando cada vez mais e mais detritos . O modelo catastrófico geológico combina milhões de cenários da terra como por exemplo:
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Paisagem rochosa de inverno. Pedras. Pedras e pedras.

 

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O pais da geologia e da paleontologia eram na sua maioria catastrofistas até a chegada da teoria de Darwin que precisava da geologia gradualista uniformista de Charles Lyell. No livro “Origem das espécies” de Charles  Darwin, ele chega a mencionar que preferia as opiniões de Lyell do que da maioria dos  pais da geologia e paleontologia, alguns vivos em sua época., e muitos deles ficaram profundamente indignados.  Hoje, depois de muitos protestos de cientistas e geólogos criacionistas e da própria pesquisa ,     tanto o uniformismo como o gradualismo foram totalmente abolidos por pesquisas recentes dando força a um movimento de interpretação da terra denominado “neocatastrofismo”, que com os dados mais recentes , tornaram cada vez mais insustetável o posicionamento inicial da teoria da evolução quanto a formação da geologia da Terra.

CHARLES LYELL 1797 - 1875 (G3b, G3c, G4, W4, Va, Vb)

“O neocatastrofismo é a leitura geológica que sintetiza aspectos mais catastrofistas que uniformistas gradualistas na interpretação de dados e tem ganhado força na geologia pós-moderna em função de uma série de críticas quanto ao uniformitarismo[1][2][3][4] onde se admitiu que a “doutrina do uniformitarismo demonstrou há muito tempo que era excessivamente restritiva na prática científica e portanto deve ser relegada apenas ao interesse histórico no progresso das ideias”[5], fazendo com que a geologia moderna não reconheça mais como o guia principal, ou principio[6], ou pelo menos exclusivo nas interpretações, minimizando sua leitura por atualismo geológico ( que assume apenas mesmas leis no passado e não mais mesmos eventos), em função do fato de que a maioria dos eventos geológicos pretéritos não possuírem pares (senão em miniaturas) no presente. “O ponto central desta dicotomia não depende da existência de fenômenos catastróficos isolados (que foram aceitos pelo próprio Lyell). Ao contrário, está na negação por “uniformitarianos” (na definição original de Whewell) que grandes mudanças e estruturas (tais como bacias sedimentares, desnudamento ou cadeias de montanhas) do nosso planeta são principalmente o resultado de eventos paroxísticos “convulsivos”,Cannon, 1960 , antes da grande revisão de Gould e Rudwick). Esta questão fundamental foi negligenciada na maioria das críticas ao uniformitarismo “tradicional”, baseado na observação atual ou na reconstrução para o passado de fenômenos catastróficos únicos”[7]. Sete fatores são listados pelo Dr. Nick Marrine[8][9] que tem influenciado cada vez mais pesquisadores a uma leitura interpretativa que percebe os fenômenos catastróficos do passado, como causadores de grandes alterações globais na superfície terrestre substituindo interpretações antes quase exclusivamente uniformistas e gradualistas[10][11][12] . São elas: 1) o aumento da geociência aplicada; (2) epistemologia geológica herdada; (3) interação disciplinar e difusão de ideias das ciências planetárias para a terra; (4) o advento das técnicas de datações radiométricas; (5) a revolução das comunicações; (6) webometria e a busca por geociências de alto impacto; e (7) estruturas culturais populares. Esta concepção procura interpretar os efeitos de alguns fenômenos catastróficos, em especial os de magnitude global, como impactos de grandes asteroides, baseando-se em dados geológicos, para inferir e descobrir as causas de grandes mudanças litosféricastectônicas e geoquímicas, bem como todos os efeitos gerados por grandes impactos de asteroides na terra, pesquisando astroblemas e radiações envolvidas nestas colisões, plasma associado a altíssima temperatura (princípio básico das tokamaks) e aceleradores de partículas com ondas sonoras (ciclotrons), efeito piezoelétricosedimentológicas e geoquímicas em geral. Existem ainda muitas relações entre formação de diamantes, impactos e aspetos aceleradores de partículas, apesar de não ser a “causa exógena única” dos mesmos [13] [14]  Simulações[15] da NASA procuram descrever cenários possíveis durante queda de grandes asteroides, e a lista de asteroides[16] que já caíram na terra, fornecem pistas de causas para cenários geológicos atuais.

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FILOSOFIA DAS ORIGENS | Evidências Online

Os detritos/sedimentos gerados pela gigantesca catástrofe formadora de milhões de cenários da terra ( Porque cada cenário exigiu energias e forças globais formadoras de muitas erosões e detritos )que  vão decantando ou estratificando (Berthaut, 2011) e preenchendo primeiramente locais mais fundos e por isso extinguiu todos os seres dali do fundo das camadas sedimentares. Pois todos as demais espécies se repetem em camadas acima, cada vez mais ,  pois numa catástrofe teriam maior possibilidade de não serem submersos vivos por sedimentos quanto mais acima pudessem estar . Os que ficam no fundo numa agitação global do mar , tem muito mais chance de serem enterrados vivos que os mais de cima, que tem mais chance de escaparem , fugirem, e serem apenas mortos e arrastados. Uma vez mortos, é quase impossível sua fossilização.

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Ao ver as estatísticas apontando 95% dos fósseis como marinhos , e para 95% dos 5% restantes temos 4,75% de algas e plantas imóveis, 0,2375%insetos, invertebrados, e apenas 0,124% vertebrados terrestres sendo a maioria peixes,  confirmamos que o que fabricou estas camadas sedimentares foi uma única catástrofe? Podemos perceber esta imensa possibilidade, porém isto seria como dar o braço a torcer aos geólogos , paleontólogos criacionistas, a sabedoria milenar, a arqueologia, a Bíblia, e aos religiosos. Logo, dificilmente esta obviedade será admitida no contexto de uma ciência dominada por uma tradição darwinista.

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O paradoxo da estase morfológica na literatura paleontológica, representa uma grande incógnita que segundo Ernest Mayr, é o maior problema da teoria histórica da Evolução, Se isto não bastasse , fósseis vivos que não mudaram morfologicamente durante centenas de milhões de anos, ao serem submetidos a mudanças ambientais, apresentam mudanças morfológicas hoje, sendo que a maioria das mudanças tendem a não voltar as formas anteriores. Perguntamos apenas retoricamente como foi possível permanecerem sem mudanças em suas varias amostras fósseis e mudarem hoje?

Segundo meta-análise de 58 trabalhos de Simpson , existe 71% de repetição de formas nos fósseis, e questionamos este fato com o contraste de podermos assistir em tempo real , de mudanças morfológicas geradas facilmente por mudanças ambientais, e podemos testemunhar e até fabricar em tempo real mudanças também no nível de sub especiações, gerando inumeráveis variações morfológicas e taxonômicas testemunhadas apenas na biodiversidade de hoje . Estimamos haver trilhões de fósseis no mundo, e as bilhões de amostras já coletadas são consideradas como sendo amostras de 570 milhões de anos e até 3,5 bilhão de anos se considerarmos bactérias e fósseis anteriores a explosão cambriana e Ediacara, contando uma historia evolutiva da vida que sai das formas de vida mais simples e acidentalmente vai formando seres mais complexos, porém além de encontrarmos complexidades maiores que as atuais em amostras fósseis antigas, podemos perceber uma tendência maior de simplificação, perda de tamanho, perda de inteligencia, perda de características na historia dos seres vivos e não de ganho, como considerado quando se observa alguma sobrevivência adaptativa. Será que o fato de haver 71% de repetição de formas nos fósseis, indica um catastrofismo global que foi capaz de sepultar as diversas populações de ancestrais tipo básicos defendidos pelo movimento dos biólogos da baraminologia (que defendem os antigos tipos básicos originais da cladística muito citados e “refutados” por Darwin)? Será que o fato da extinção total das famílias e esquemas corporais das primeiras camadas sedimentares contendo fósseis do Ediacara e Cambriano, representam apenas o fato delas estarem mais ao fundo e por receberam maior aporte sedimentar geradas por uma catástrofe global se extinguiram totalmente? Mais estudos são necessários para defender esta mudança de paradigma, porém apresentamos alguns pontos aqui que nos fazem refletir esta possibilidade.

 

Referências:

Lönnig, Wolf-Ekkehard (2004). «Dynamic genomes, morphological stasis, and the origin of irreducible complexity». Max-Planck-Institut for Plant Breeding Research. Consultado em 9 de setembro de 2017

Berthault, G.; Lalomov, A. V.; Tugarova, M. A. (1 de janeiro de 2011). «Reconstruction of paleolithodynamic formation conditions of Cambrian-Ordovician sandstones in the Northwestern Russian platform»Lithology and Mineral Resources (em inglês). 46 (1): 60–70. ISSN 0024-4902doi:10.1134/S0024490211010020 

https://geol105.sitehost.iu.edu/images/gaia_chapter_5/sedimentary_structures.htm

https://entropia.comunidades.net/teoria-do-neocatastrofismo-de-impactos-sodre-neto

Benton, Michael J.; Emerson, Brent C. (1 de janeiro de 2007). «How Did Life Become so Diverse? the Dynamics of Diversification According to the Fossil Record and Molecular Phylogenetics». Palaeontology (em inglês). 50 (1): 23–40. ISSN 1475-4983. doi:10.1111/j.1475-4983.2006.00612.x

Berthault, G. : “Orogenesis: Cause of sedimentary formations” – Kazan Golovkinsy Stratigraphic Meeting, 2014, pp.19-20

Berthault, G. : “Orogenesis: cause of sedimentary formations” – “Open Journal of Geology“ ISSN 2161-7570.Vol 3, Number 28, April 2013.

Berthault G. : “Towards a Refoundation of Historical Geology” – “Georesources” 1(12) 2012, p.38, 39

Berthault, G., Lalomov, A. V. and Tugarova, M. A. : “Reconstruction of paleolithodynamic formation conditions of Cambrian-Ordovician sandstones in the Northwestern Russian platform” – “Lithology and Mineral Resources, 2011, Volume 46, Number 1, 60-70” (Springer Publishing site)

Berthault, G., Veksler A.B., Donenberg V.M. , Lalomov A. : “RESEARCH on EROSION OF CONSOLIDATED and semi-consolidated SOILS BY HIGH SPEED WATER FLOW” Izvestia.VNIIG., 2010, Vol. 257, pp.10-22. – (Russian original.)

Berthault, G : “Sedimentological Interpretation of the Tonto Group Stratigraphy (Grand Canyon Colorado River)” , Lithology and Mineral Resources 2004, Vol. 39, No 5. October 2004.

Berthault G., “Analysis of Main Principles of Stratigraphy on the Basis of Experimental Data”, Litol.Polezn.Iskop.2002, vol 37, no.5,pp 509-515 (Lithology and Mineral resources 2002 (fac-similé) (Engl.Transl.), vol.37, no.5, pp442-446), Journal of the Academy of Sciences of Russia.

Berthault, G., “Sedimentation of a Heterogranular Mixture. Experimental Lamination in Still and Running Water”, Compte rendu de l’Académie des Sciences 1988, vol. 306, Serie II, pp. 717–724.

Berthault, G., “Sedimentologie: Expériences sur la lamination des sédiments par granoclassement périodique postérieur au dépôt. Contribution a l’explication de la lamination dans nombre de sédiments et de roches sédimentaires”., Compte rendu de l’Académie des Sciences de Paris 1986 , vol. 303, Ser., 2, no. 17, pp. 1569-1574.

Bhullar BS (2017). Evolution: Catastrophe triggers diversification. Nature. 542 (7641):304-305.

Bosch, Fritz (1999). «Setting a Cosmic Clock with Highly Charged Ions». Physica Scripta (em inglês). T80 (A). ISSN 1402-4896. doi:10.1238/physica.topical.080a00028

Brand LR, Tang T (1991). Fossil vertebrate footprints in the Coconino Sandstone (Permian) of northern Arizona: Evidence for underwater origin. Geology. 19(12):1201-1204.

Stephen Meyer, “A Origem da Informação Biológica e as Categorias Taxonômicas Superiores” da Sociedade Biológica de Washington 117 (2004): 213-239.

Meyer argumenta que os modelos materialistas concorrentes (Neo-Darwinismo, Modelos de Auto-Organização, Equilíbrio Pontuado e Estruturalismo) não são suficientes para explicar a origem das informações necessárias para a construção de novas formas animais presentes na Explosão Cambriana. Ele propõe o design inteligente como uma explicação alternativa para a origem da informação biológica e os taxa superiores.

Lönnig, W.-E. Genomas dinâmicos, estase morfológica e origem da complexidade irredutível , Genética Dinâmica, Pp. 101-119 .

A biologia exibe numerosos invariantes – aspectos do mundo biológico que não se alteram ao longo do tempo. Estes incluem processos genéticos básicos que persistem inalterados por mais de três bilhões e meio de anos e mecanismos moleculares de ontogênese animal que têm sido constantes por mais de um bilhão de anos. Tais invariantes, no entanto, são difíceis de quadrados com genomas dinâmicos à luz da teoria evolutiva convencional. Na verdade, Ernst Mayr considerou isso como um dos grandes problemas não resolvidos da biologia. Neste trabalho, Dr.Wolf-Ekkehard Lönnig, cientista sênior do Departamento de Genética Molecular de Plantas no Instituto Max-Planck para Pesquisa de Planta, emprega os conceitos teóricos da concepção de complexidade irredutivível (como desenvolvido por Michael Behe) e a complexidade especificada (desenvolvida por William Dembski) para elucidar esses invariantes, explicando-os em termos de hipótese de design inteligente (ID). Lönnig também descreve uma série de questões científicas que a teoria do design inteligente poderia ajudar a elucidar, mostrando assim a fecundidade do design inteligente como guia para pesquisas científicas adicionais.