Como Explicar sob o Modelo do Design Inteligente a Lagarta-elasmo ( Elasmopalpus lignosellus ) sob Perspectiva do MIT – Manejo integrado de Pragas

  MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS NA CULTURA DO MILHO - ppt video online ...

Autores: Sodré GB Neto e Rafael Alves do Departamento de agronomia setor MIP da UFG – Manejo Integrado de Pragas da Universidade Federal de Goiás/Brasil.

Resumo: Tanto o  modelo ou perspectiva criacionista,  como do  Design Inteligente,  pressupõe uma perfeição inteligente inicial seguido de entropia genética e física,  que vem atuando na degeneração constante das espécies, cosmos e planeta.   Na família Pyralidae,  temos em torno de 16.000 espécies das quais 100 são classificadas pragas entre elas a elasmopalpus Lignosellus. O comportamento relativo como praga na ecologia nos remete a ideia de um “Design” que orquestrou toda uma biodiversidade,  onde um aspecto sempre depende do outro para que a vida aconteça de forma mais harmônica.  Podemos perceber  que tudo funciona bem quando há equilíbrio na diversidade e isso  não combina nada com as monoculturas, que favoreceram a existência de super populações mais adaptadas daquele específico alimento se tornando uma “praga”. Parece que na biodiversidade da vida tudo depende de tudo, no organismo humano por exemplo,  precisamos de diversas espécies de bactérias comensais para processarmos vitaminas formadas principalmente no cólon ascendente,  e quando temos um aumento exagerado de uma população temos infecção e bactérias no lugar errado, de forma que parece existir um mecanismo corretor do equilíbrio populacional,  criando diarreias em nós as quais expulsam uma população de bactérias ou outros organismos desequilibrados da microbiota. Desta forma entendemos que “praga” é na verdade algo que nos corrige e promove a biodiversidade no planeta, que se existisse em todos os cultivos, a lagarta-elasmo, foco deste estudo,  viveria controlada sob diversidade de predadores/presa; mas como estamos em desequilíbrio ecológico, ela se tornou uma “praga” nas plantações. Além do aspecto do desequilíbrio populacional presa/predador/plantio como causa de surgimento de pragas e doenças, observamos também a entropia genética atuando no acúmulo de mutações e aumento de frequência genes deletérios que podem promover um desvio das funções de um organismo, célula ou sistema quaisquer. Pesquisar o máximo de aspectos relacionados a praga da lagarta elasmopalpus Lignosellus nos ajuda, cada vez que aprofundamos, a saber como lidar de forma mais eficiente com este problema que representa um enorme prejuízo na agricultura. Neste trabalho apresentamos um pouco de sua morfologia, taxonomia, ciclo biológico, comportamentos,  e quais as técnicas de monitoramento e ataque,  mais indicadas para  o manejo integrado de pragas (MIP).

 

Introdução – Culturas que ataca e Prejuízos Agronômicos

Lagarta-elasmo

Introdução – Plantas Hospedeiras Culturas que ataca e Prejuízos Agronômicos  

 

A lagarta-elasmoElasmopalpus lignosellus descrita por Zeller em 1848, também conhecida como Broca-do-colo no Brasil, única espécie do gênero Elasmopalpus, é um Artrópode da classe Insecta, ordem Lepidoptera, e da família Pyralidae. A família Pyralidae é um grupo diverso, com mais de 6.000 espécies descritas em todo o mundo e mais de 600 espécies da América do Norte ao México, compreendendo a terceira maior família de mariposas da América do Norte. No mundo já foram catalogadas até agora em torno de 16.000 espécies nesta família. 

A lagarta-Elasmo ocorre em regiões temperadas e tropicais do hemisfério ocidental, difundida desde o sul dos Estados Unidos até a América do sul. É uma praga subterrânea de hábito alimentar polífago, que se alimenta de mais de 60 espécies de plantas, causando sérios danos a culturas de importância econômica como milho, soja, algodão, feijão, cereais de inverno entre outras culturas.  

Está praga tem incidência principalmente em solos arenosos de fácil drenagem e em anos com estiagem prolongada, visto que a lagarta-elasmo não suporta alta umidade no solo, sendo este o principal fator abiótico que se tem utilização para o seu manejo. O ataque desta praga pode ocorrer desde a emergência da planta até o intervalo de 30 a 40 dias após a emergência aproximadamente, quando as plantas estão atingindo a altura de 35 cm em milho e entre 30 a 60 cm na soja. A figura abaixo apresenta um esquema entre o período de ataque da praga e o desenvolvimento da soja. 

 É uma praga subterrânea de hábito alimentar polífago, que se alimenta de mais de 60 espécies de plantas, causando sérios danos a culturas de importância econômica como milho, soja, algodão, feijão, cereais de inverno entre outras culturas. 

Na fase larval a lagarta raspa o tecido vegetal próximo ao colo da planta abaixo do solo, abrindo uma galeria onde ela se movimenta em direção ao interior da haste, formando galerias ascendentes. Na entrada da galeria ela cria uma barreira (Casulo) com uma teia, excrementos e partículas de solo que a protegem do meio externo. Seu ataque danifica o sistema vascular que conduz água e nutrientes na planta apresentando sintomas de murcha, secamento das folhas e posteriormente a morte da planta. 

Na cultura do milho pode ocorrer danos na região do colo, penetrando no colmo e fazendo galerias no seu interior, provocando o perfilhamento da planta podendo ou não acarretar em sua morte. As perdas ocorridas pelo ataque da elasmo podem variar de 20% até a perda total da lavoura em altas infestações, podendo reduzir a produção em até 34 % (VIANA, 2005). 

 

“Perdas atribuídas ao ataque de elasmo variam de 20% até a destruição total da lavoura de milho, em condição de alta infestação. Importância econômica – esse inseto é considerado a principal praga da cultura do milho, no Brasil. O ataque na planta ocorre desde a sua emergência até o pendoamento e espigamento. As perdas devido ao ataque da lagarta podem reduzir a produção em até 34%”[1] 

Figura: Ataque da lagarta-elasmo no milho e na soja 

lagarta-elasmo: a) larva, b) dano na região do colo da planta e c ...

“Perdas atribuídas ao ataque de elasmo variam de 20% até a destruição total da lavoura de milho, em condição de alta infestação. Importância econômica – esse inseto é considerado a principal praga da cultura do milho, no Brasil. O ataque na planta ocorre desde a sua emergência até o pendoamento e espigamento. As perdas devido ao ataque da lagarta podem reduzir a produção em até 34%”[1]

Morfologia e Biologia

As envergaduras para espécies pequenas e médias são geralmente entre 9 e 37 mm, com características morfológicas variáveis.

Principais Pragas do Milho Doce – Gênero Helicoverpa | Seminis“Os adultos são ativos a noite e as condições ideais para o acasalamento e oviposição ocorrem com baixa velocidade do vento, baixa umidade relativa do ar, temperatura ao redor de 27°C e completa escuridão. O acasalamento se dá no final da noite e a oviposição no início. As fêmeas ovipositam no segundo dia após a emergência dos adultos. O pico de postura ocorre durante o quarto e quinto dia de vida das fêmeas. Ao redor de 48% do total de ovos são depositados até o quarto dia do acasalamento. As fêmeas depositam em média de 100 a 120 ovos durante o período de vida, podendo chegar a 420 ovos. A longevidade dos adultos varia de 7-9 dias até 38-42 dias, dependendo do sexo e se o acasalamento tenha ocorrido. Machos e fêmeas virgens vivem mais tempo do que machos e fêmeas acasaladas. Os adultos medem cerca de 17 a 22 mm de envergadura. Os palpos labiais são eretos e mais longos nos machos do que nas fêmeas. As asas anteriores são escuras nas fêmeas, enquanto nos machos são claras na parte central, possuindo as margens escuras.

Lagarta-elasmo

Os ovos são ovais medindo 0,67 mm de comprimento e 0,46 mm de diâmetro. Ao ser depositado possui coloração branca-leitosa, variando para vermelho escuro antes da eclosão das lagartas. Cerca de 99% dos ovos são colocados no solo, concentrando-se nos 30 em ao redor da planta. Em temperatura de 28°C, as lagartas eclodem em média no terceiro dia após a oviposição. As lagartas recém-eclodidas são amarelo-palha com listras vermelhas. A medida que se desenvolvem a coloração torna-se esverdeada com anéis e listras vermelha-escuro. A lagarta completamente desenvolvida mede cerca de 16 mm de comprimento por 2 mm de largura, passando por seis ínstares. O período larval é altamente influenciado pela temperatura e varia de 17 a 42 dias. A fase de crisálida ocorre no solo e dura de 8 a 10 dias. A crisálida é marrom escura, cilíndrica, medindo 16 mm de comprimento por 6 mm de largura. No solo, ela fica dentro de uma câmara construída de teia e partículas de solo”.[2]

Elasmo é subterrânea de hábito alimentar polífago, que se alimenta de mais de 60 espécies de plantas, causando sérios danos a culturas de importância econômica como milho, soja, algodão, feijão, cereais de inverno entre outras culturas.

Esta praga não vive bem em terrenos úmidos e tem incidência principalmente em solos arenosos de fácil drenagem e em anos com estiagem prolongada, visto que a lagarta-elasmo não suporta alta umidade no solo, sendo este o principal fator abiótico que se tem utilização para o seu manejo. O ataque desta praga pode ocorrer desde a emergência da planta até o intervalo de 30 a 40 dias, após a emergência aproximadamente, quando as plantas estão atingindo a altura de 35 cm em milho e entre 30 a 60 cm na soja, pois estas plantas estão mais susceptíveis a ela até esta estatura. Solos que  tem aração e gradagem tem maior incidência de elasmo, porque a aração gerará maior lixiviação de água e exposição do solo ao sol; e ela sobrevive mais em terreno mais seco.

Na fase larval a lagarta raspa o tecido vegetal próximo ao colo da planta abaixo do solo, abrindo uma galeria onde ela se movimenta em direção ao interior da haste, formando galerias ascendentes. Na entrada da galeria ela cria uma barreira (Casulo) com excrementos e partículas de solo que a protegem do meio externo. Seu ataque danifica o sistema vascular que conduz água e nutrientes na planta apresentando sintomas de murcha, secamento das folhas e posteriormente a morte da planta.

Na cultura do milho pode ocorrer danos na região do colo, penetrando no colmo e fazendo galerias no seu interior, provocando o perfilhamento da planta podendo ou não acarretar em sua morte. Na cultura da soja os danos causados por esta praga provocam redução do estande no estabelecimento da cultura, que podem ocasionar redução na produtividade, e em ataques críticos pode ser necessário a ressemeadura.

Esta praga tem incidência principalmente em solos arenosos de fácil drenagem e em anos com estiagem prolongada, visto que a lagarta-elasmo não suporta alta umidade no solo, sendo este o principal fator abiótico que se tem utilização para o seu manejo. O ataque desta praga pode ocorrer desde a emergência da planta até o intervalo de 30 a 40 dias após a emergência aproximadamente, quando as plantas estão atingindo a altura de 35 cm em milho e entre 30 a 60 cm na soja.

Na fase larval a lagarta raspa o tecido vegetal próximo ao colo da planta abaixo do solo, abrindo uma galeria onde ela se movimenta em direção ao interior da haste, formando galerias ascendentes. Na entrada da galeria ela cria uma barreira (Casulo) com excrementos e partículas de solo que a protegem do meio externo. Seu ataque danifica o sistema vascular que conduz água e nutrientes na planta apresentando sintomas de murcha, secamento das folhas e posteriormente a morte da planta.

Na cultura do milho pode ocorrer danos na região do colo, penetrando no colmo e fazendo galerias no seu interior, provocando o perfilhamento da planta podendo ou não acarretar em sua morte. Na cultura da soja os danos causados por esta praga provocam redução do estande no estabelecimento da cultura, que podem ocasionar redução na produtividade, e em ataques críticos pode ser necessário a ressemeadura.


Taxonomia das famílias, gêneros e espécies

No planeta temos catalogado em torno de 2 milhões de espécies, porém temos estimativas de haver em torno de 8,7 milhões de espécies [3] e estimativas ainda maiores . Em torno de metade das catalogadas hoje são insectos que por viverem junto de plantas e serem continentais, foram encontrados nas camadas carboníferas uma vez que 95% dos fósseis são animais marinhos, 4,75% são algas e plantas e 0,2375% são invertebrados continentais onde estão os insetos[4] . Não temos insetos nos mares com a exceção dos “representantes dos Coleoptera, Hemiptera e Diptera, mas os únicos espécimes de insetos que vivem em mar aberto são os do gênero Halobates, embora eles vivam na interface ar-mar. Esses insetos são conhecidos por se deslocarem por sobre a água”[5]. Nestes 0,2375% dos fósseis, nos continentes temos em torno de 1 milhão de espécies do filo Arthropoda catalogadaas. E temos também estimativas de haver 5 a 10 milhões de espécies de insetos onde a maioria ainda aguarda ser identificada [6] mostrando assim a altíssima suscetibilidade sub-especiativa desta classe, o que é justificada pela sua alta reprodutibilidade e plasticidade adaptativa e morfológica.

Pyralidae é uma família de insectos da ordem Lepidoptera. O Pyralidae , conhecidas no mundo como mariposas, são uma família da ordem Lepidoptera e pertence a superfamília Pyraloidea[7] . Em muitas classificações (particularmente mais antigas), as mariposas (Crambidae) são incluídas nos Pyralidae como uma subfamília , tornando o grupo combinado uma das maiores famílias dos Lepidoptera.

É um grupo diverso, com mais de 6.000 espécies descritas em todo o mundo e mais de 600 espécies na América ao norte do México, compreendendo a terceira maior família de mariposas da América do Norte. Pelo menos 42 espécies foram registradas em Dakota do Norte nas subfamílias de Pyralidae. A super família Pyralidae foi catalogado até agora em torno de 16.000 espécies em todo mundo[8].

A lagarta-elasmo, Elasmopalpus lignosellus descrita por Zeller em 1848, também conhecida como Broca-do-colo no Brasil, única espécie do gênero Elasmopalpus, mas ” dados sugerem polimorfismo em relação às populações de insetos encontradas no Brasil e nos EUA. A possibilidade da existência de uma subespécie de E. lignosellus não pode ser descartada” [9].

É um Artrópode da classe Insecta, ordem Lepidoptera e da família Pyralidae. Ocorre em regiões temperadas e tropicais do hemisfério ocidental, difundida desde o sul dos Estados Unidos e na América do sul. Com uma variedade de hábitos de vida, os pirralóides são usados ​​nos estudos de biodiversidade.  Algumas espécies são de importância econômica[10], para MIP – Manejo Integrado de pragas[11] , como por exemplo:

  • Broca do colo no Brasil (Elasmopaupus Lignosellus)
  • brocas de caule de arroz ( Chilo spp .; Scirpophaga spp.)
  • webworms de grama de grama (diferentes espécies de Crambinae )
  • Traça de refeição indiana ( Plodia interpunctella )
  • Broca de milho europeia ( Ostrinia nubilalis )
  • Traça de espiga de coco indo-australiana ( Tirathaba rufivena )
  • Traça de cacau ( Ephestia elutella )
  • Traça de farinha mediterrânea ( Ephestia kuehniella )
  • traças de cera ( Achroia grisella , Galleria mellonella )
  • mariposa de arroz ( Corcyra cephalonica )
  • webworm de beterraba ( Spoladea recurvalis )
  • Traça de pimenta europeia ( Duponchelia fovealis )
  • broca de vagem de leguminosa ( Maruca vitrata )
  • brocas de berinjela ( Leucinodes spp.)[12].

 

Monitoramento e Amostragem

Agronegócio: Controle de pragas: Amostragem de lagartas lavoura de ...
“Quem erra em planeja já planeja errar” diz o ditado muito popular no meio administrativo. Na agricultura isto veste como uma luva na hora de decidir o que fazer antes de sair plantando de “qualquer maneira” sem uma sondagem do terreno, um diagnóstico completo do que se espera encontrar ali , principalmente em relação as pragas. Por isso devemos os agrônomos e produtores devem se habilitar para realizar uma boa leitura de cada situação por meio de amostragens.

Webinar - Dicas para amostragem de pragas da soja - YouTube

Usando Feromônios

Pra se obter uma boa amostragem da situação do lugar usa-se feromômios:

“. Um dos métodos de grande potencial para o monitoramento, constitui na manipulação do comportamento do inseto através da aplicação de semioquimicos. O uso de feromônios é empregado para monitorar a atividade do inseto, com informações sobre detecção, fenologia e densidade relativa. No caso de E. lignosellus, o feromônio sexual das fêmeas foi documentada primeiramente por Payne & Smith (1975). No Brasil, a avaliação no campo de três formulações do feromônio sexual de elasmo, sendo duas importadas dos 7 O 10′ Reunião Sul-Brasileira Sobre Pragas de Solo. Pragas-Sola-Sul: Anais e Ata E.UA, uma comercial do tipo laminado plástico e a outra do tipo septo de borracha, cedida pelo USDA e mais a terceira formulação sintetizada na Universidade Federal de São Carlos, SP, mostraram-se ineficientes para atrair machos da espécie na região de Sete Lagoas, MG (Pires etal., 1992). [13]

Outras Técnicas para se Obter Amostragem

Outras técnicas têm sido empregadas na tentativa de monitorar a população de elasmo. Um método de extração de ovos de elasmo do solo com hipoclorito de sódio e sulfato de magnésio foi proposto por Smith et aI. (1981). A comparação dessa técnica com a de contagem direta de ovos no solo, e com a de emergência de lagarta oriunda da deposição de ovos no solo, obteve-se uma melhor eficiência para o método de contagem direta de ovos no solo (Viana & Reis, 1986). Entretanto, essa técnica devido ao tempo dispendido e da necessidade de uso de equipamentos de precisão na contagem dos ovos, somente é viável para estudos em casa de vegetação e laboratório. Outro método empregado experimentalmente no monitoramento é a utilização de diferentes combinações de uréia e urease como fonte de dióxido de carbono para atrair a lagarta elasmo, apresentando resposta olfativa em bioensaios (Huang & Mack, 2001). Entre todas as técnicas, a mais utilizada para determinar a população da praga, é avaliar o número de plantas atacadas pela lagarta. Porém, essa técnica frequentemente falha em indicar à tempo, infestações da praga para que se possa empregar medidas de controle que evitem perda econômica na lavoura. A detecção de infestações em hospedeiros alternativos como alguns tipos de feijão e ervilhas, semeados antes da cultura, tem sido utilizada como um indicador da ocorrência da praga na área (Ali et aI., 1982)”.

 

Estratégias de Controle

Lagarta-elasmo soja

“1. Controle biológico Embora os inimigos naturais sejam um importante componente regulatório de população de insetos, o seu impacto sobre a lagarta elasmo é considerado baixo. Isso se explica devido ao habitat protegido da lagarta quando se alimenta no interior do colmo ou quando se encontra no abrigo de teia e terra construída pelo inseto, localizada no solo. Entretanto, vários parasitóides, virus de poliedrose nuclear e os fungos, Aspergillus flavus e Beauveria bassiana são relacionados como inimigos naturais de elasmo.

2. Controle cultural O uso do controle cultural tem sido uma das técnicas mais antigas empregada para o controle de elasmo. No início do século passado, Luginbill & Ainslie (1917) recomendavam remover os resíduos culturais no campo, seguido de aração no final do outono ou no início do inverno, como uma prática para prevenir infestação com essa praga. Também recomendavam gradear as bordas da lavoura para evitar locais onde o inseto poderia abrigar-se nas 10′ Reunião Sul-Brasileira Sobre Pragas de Solo. Pragas-Solo-Sul: Anais e Ata 71 fases de larva ou de crisálida. Associada a essa prática, utilizavam maior quantidade de fertilizantes em áreas arenosas para estimular o crescimento das plantas. Embora não quantitativa mente avaliada, a queima da palhada chegou a ser sugerida como potencial para controlar a população residente de elasmo em resíduos culturais. Entretanto, resultados mais recentes indicam que essa prática contribui para aumentar significativamente a infestação no campo.

Os adultos respondem por um estimulo olfativo de queimadas e são atraídos pela fumaça (Viana, 1981 e Magri, 1998), favorecendo a oviposição nessas áreas. Isso resulta em alta infestação do inseto na área e consequentemente elevados danos para a lavoura. A alta umidade do solo é o principal fator abiótico que pode ser utilizado no manejo de elasmo. Age negativamente em qualquer estágio do ciclo biológico da praga. Porém, a sua importância é maior no início da fase larval, causando alta mortalidade. A medida que a lagarta desenvolve, a mortalidade decresce (Viana & Costa, 1992a).

A umidade elevada do solo também afeta negativamente o comportamento dos adultos na seleção do local para oviposição e na eclosão das lagartas. As mariposas preferem depositar os ovos em solos mais secos. A oviposição verificada através da percentagem de plantas atacadas pelas lagartas, é maior em solos secos do que em solos mais úmidos (Viana & Costa, 1992b). Para que a umidade do solo por si só mantenha os danos causados pela praga em níveis abaixo de perda considerada econômica, é necessário que a lavoura esteja no período de suscetibilidade, com a umidade ao redor da capacidade de campo. O método de cultivo também afeta o manejo dessa praga. A infestação chega a ser duas vezes maior em cultivo convencional em relação ao plantio direto (Ali et ai, 1979 e Silva et aI. 1994). De acordo com o método de cultivo empregado uma série de fatores afetam a população do inseto. Esses fatores estão relacionados ao comportamento do inseto, presença de inimigos naturais, danos mecânicos de implementos agrícola causado a praga no seu habitat no solo e as mudanças na umidade do solo.

3. Controle químico O método de controle de elasmo mais comumente utilizado tem sido o quimico. Iniciou-se na década de 40 com a utilização de polvilhamento de uma mistura de inseticidas clorados a base de BHC e DDT sobre as fileiras de feijão-vagem. Nas décadas seguintes, com o surgimento de novos grupos de inseticidas, foram utilizadas várias formulações de fosforados como parathion, phorate, disulfoton, monocrotophos, diazinon, methamidophos, fensulfotion, chlorpyrifos e fonofos e terbufos. Outros grupos de inseticidas empregados foram os carbamato, utilizando-se principalmente os inseticidas carbaryl, carbofuran, carbosulfan, thiodicarb, o do grupo dos piretróides, 72 10′ Reunião Sul-Brasileira Sobre Pragas de Solo. Pragas-Sola-Sul: Anais e Ata como o fenvarelate e mais recentemente o do grupo das nitroguanidinas, como o thiamethoxam. Entre os métodos de aplicação de inseticidas para o controle dessa praga, o tratamento de sementes, pela sua praticidade, custo e eficiência, é o mais empregado. Os inseticidas a base de thiodicarb, carbofuran, carbossulfan são largamente utilizados em áreas com histórico de ataque com elasmo. Entretanto, em áreas onde não foi utilizado o tratamento de sementes, tem-se como opção de controle a aplicação de inseticida a base de chlorpyrifos pulverizado com jato dirigido para o colo da planta, desde que o ataque seja identificado logo no início. Nessa condição, o controle da lagarta evita que a mesma emigre de plantas atacadas para plantas sadias, aumentando o dano inicial. A comparação dessa aplicação com o tratamento de sementes; inseticida aplicado via água de irrigação por aspersão e a utilização de água através de irrigação com uma lâmina de 30 mm e outra até atingir o ponto de saturação, mostrou que o chlorpyrifos apresentou resultados equivalentes aos das irrigações com lâminas de 30mm (diária) e até atingir a saturação, com 8,1, 8,3 e 9,3% das plantas mortas pela lagarta, respectivamente, enquanto que a testemunha teve 48,9% de plantas atacadas (Viana & Costa, 1992c). O inseticida thiodicard apresentou basicamente o dobro da percentagem de plantas atacadas em relação aos tratamentos onde foram utilizados somente água (saturação e 30mm) e pulverização com o inseticida chlorpyrifos. Sob as mesmas condições, o inseticida carbofuran proporcionou baixa proteção às plantas, com 28% delas atacadas pela lagarta. Observou-se, que a umidade do solo encontrava-se baixa, afetando possivelmente a performance dos inseticidas usados no tratamento de sementes.

4. Resistência de Plantas Embora a utilização de inseticidas seja eficiente no controle dessa praga, o alto custo desses produtos e dos equipamentos utilizados e os riscos de aplicação limitam a utilização desse método de controle, principalmente para pequenos agricultores. Consequentemente, o desenvolvimento de plantas resistentes a essa praga é altamente desejável, beneficiando pequenos, médios e grandes agricultores, indistintamente. Pouco tem sido explorado nesse aspecto, entretanto, algumas fontes de resistência foram identificadas em amendoim (Lynch, 1990), arroz (Ferreira Júnior et aI., 1998) e milho (Viana 1997). O genótipo de milho com maior resistência ao ataque da lagarta foi o CMS 472, apresentando 30% das plantas atacadas (Viana, 1997).

5. Outros métodos de controle Recentemente, algumas espécies de plantas tem sido geneticamente modificada para produzir protéinas que são tóxicas para os insetos. Atualmente, a soja resistente a herbicida, milho resistente a inseto e algodão 10′ Reunião Sul-Brasileira Sobre Pragas de Solo. Pragas-Sola-Sul: Anais e Ata 73 melhorado geneticamente (contendo genes de resistência a herbicida e resistência a inseto) correspondem a 85% de todas as plantações (Carneiro & Paiva, 2000). Alguns trabalhos tem mostrado que essa tecnologia poderá ser empregada para o controle de elasmo. Bioensaios mostraram que a proteina CryllA e a raça HD-1 de 8acillus thuringiensis (Bt) foram eficientes para controlar essa praga (Moar et aI., 1995). Plantas de amendoim transgênicas com a introdução do gene Bt CrylAc resultaram em redução de 66% no peso de lagartas até a sua total mortalidade (Singsit et aI., 1997). Em condição de campo, a avaliação de linhagem de soja transgênica (“Jack-Bt”) expressando o gene Cry1Ac apresentou quatro vezes mais resistência do que a linhagem não transformada para infestação natural de elasmo (Walker et aI., 2000). Para o milho, híbridos com Bt (Cry9C, Cry1 F e Cry1AB) não diferiram no controle de elasmo, porém, foram superiores aos híbridos não-transgênicos (Vilella et aI., 2002). De maneira geral, esses resultados experimentais sugerem que a expressão desses genes poderão nos próximos anos proporcionar para diversas culturas, adequados níveis de resistência ao ataque de elasmo. 6. Manejo integrado É consenso que a estratégia a ser utilizada para o manejo integrado de elasmo deverá ser composta de várias técnicas, incluindo praticas culturais de maneira a evitar populações causando danos. Se disponíveis, cultivares menos suscetíveis ao ataque do inseto deverão ser preferidas. Também, deve-se observar a presença de inimigos naturais e da ocorrência de parasitismo. Adicionalmente, condições favoráveis à praga deverão ser identificadas e aplicação de inseticidas na época do plantio é recomendada se houver infestação. A lavoura em sua fase de suscetibilidade ao ataque deverá ser observada freqüentemente, e se é encontrada infestação causando danos, o controle deverá ser realizado prontamente”.

Gargalos para o Manejo

“A maior dificuldade para o manejo adequado de elasmo é a disponibilidade de um método eficiente de monitoramento dessa praga. Quando medidas de controle não são adotadas preventivamente no plantio, se houver infestação, o prejuízo é considerada certo, acarretando falhas na lavoura e redução no rendimento. Para o desenvolvimento de pesquisa com essa espécie, a criação massal em laboratório é um fator preponderante. Ao contrário de outros espécies de lepidópteros criados com certa facilidade em dieta artificial, a criação de elasmo demanda de cuidados especiais e está sujeita a maior sensibilidade da própria espécie, resultando em uma maior taxa de mortalidade. 74 10′ Reunião Sul-8rasíleira Sobre Pragas de Solo. Pragas-Sola-Sul: Anais e Ata Outro aspecto a ser considerado, é o uso de práticas agrícolas inadequadas, como por exemplo, as queimadas. Essa prática, além de prejudicar os inimigos naturais, atua como um atrativo para as maripôsas, aumentando a incidência da praga em determinada área. A escolha incorreta de inseticida para o controle e a possibilidade de desenvolvimento de resistência a determinados grupos químicos são fatores que devem ser considerados no cultivo de culturas hospedeiras dessa praga”

Referências 

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  3. Mora, Camilo; Tittensor, Derek P.; Adl, Sina; Simpson, Alastair G. B.; Worm, Boris (2011). «How Many Species Are There on Earth and in the Ocean?». PLOS Biology (em inglês). 9 (8): e1001127. ISSN 1545-7885. PMC 3160336Acessível livremente. PMID 21886479. doi:10.1371/journal.pbio.1001127 

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  7. «Pyraloidea». Wikipedia (em inglês). 27 de junho de 2020 

  8. «Pyraloidea». Wikipedia (em inglês). 27 de junho de 2020 

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  10. Ribeiro, Danilo Bandini; Williams, Matthew R.; Specht, Alexandre; Freitas, André V. L. (2016). «Vertical and temporal variability in the probability of detection of fruit-feeding butterflies and moths (Lepidoptera) in tropical forest». Austral Entomology (em inglês). 55 (1): 112–120. ISSN 2052-1758. doi:10.1111/aen.12157 

  11. «Manejo Integrado de Pragas (MIP)». www.agencia.cnptia.embrapa.br. Consultado em 28 de julho de 2020 

  12. «Pyraloidea». Wikipedia (em inglês). 27 de junho de 2020 

  13. Viana, Paulo Afonso. «Manejo da lagarta-elasmo em grandes culturas: gargalos da pesquisa. – Portal Embrapa». www.embrapa.br. Consultado em 29 de julho de 2020

     

     

     

      

     

     

     

     

     

     

     

     

      

     

     

     

    Figura: Ataque da lagarta-elasmo  

     

    Na cultura da soja os danos causados por esta praga provocam redução do estande no estabelecimento da cultura, que podem ocasionar redução na produtividade, e em ataques críticos pode ser necessário a ressemeadura 

    Figura: Ataque da lagarta-elasmo no milho.e na soja 

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Morfologia e Biologia 

    Figura : Macho e fêmea mais escura  

     

     

     

    As pupas são mais claras inicialmente e vão escurecendo até chegar a coloração marrom escura, podem medir até 16 mm de comprimento por 6 mm de largura. 

    As lagartas recém eclodidas são amarelo-pala com listras vermelhas; e com o seu desenvolvimento ficam esverdeadas com anéis e listras vermelho-escuras. A lagarta em desenvolvimento total pode medir até 16 mm de comprimento, por 2 mm de largura, ela passa por seis instares e o período larval pode ocorrer de 17 a 42 dias e é severamente influenciado pela variação de temperatura. 

     

     

    As envergaduras para espécies pequenas e médias são geralmente entre 9 e 37 mm, com características morfológicas variáveis.

    Os adultos são mariposas pequenas que medem cerca de 15 a 23 mm de envergadura, com asas dispostas paralelamente à linha do corpo. Esta espécie apresenta dimorfismo sexual, onde os machos apresentam os palpos labiais eretos e mais longos do que nas fêmeas, também apresentam colorações distintas, com a fêmea apresentando asas anteriores escuras, enquanto os machos apresentam asas anteriores claras na parte central, com as margens escuras (VIANA, 2009; VIVAN, 2015). 

     

    “Os adultos são ativos a noite e as condições ideais para o acasalamento e oviposição ocorrem com baixa velocidade do vento, baixa umidade relativa do ar, temperatura ao redor de 27°C e completa escuridão. O acasalamento se dá no final da noite e a oviposição no início. As fêmeas ovipositam no segundo dia após a emergência dos adultos. O pico de postura ocorre durante o quarto e quinto dia de vida das fêmeas. Ao redor de 48% do total de ovos são depositados até o quarto dia do acasalamento. As fêmeas depositam em média de 100 a 120 ovos durante o período de vida, podendo chegar a 420 ovos. A longevidade dos adultos varia de 7-9 dias até 38-42 dias, dependendo do sexo e se o acasalamento tenha ocorrido. Machos e fêmeas virgens vivem mais tempo do que machos e fêmeas acasaladas. Os adultos medem cerca de 17 a 22 mm de envergadura. Os palpos labiais são eretos e mais longos nos machos do que nas fêmeas. As asas anteriores são escuras nas fêmeas, enquanto nos machos são claras na parte central, possuindo as margens escuras”. 

     

     

     

    Os ovos são ovais medindo 0,67 mm de comprimento e 0,46 mm de diâmetro. Ao ser depositado possui coloração branca-leitosa, variando para vermelho escuro antes da eclosão das lagartas. Cerca de 99% dos ovos são colocados no solo, concentrando-se nos 30 em ao redor da planta. Em temperatura de 28°C, as lagartas eclodem em média no terceiro dia após a oviposição. As lagartas recém-eclodidas são amarelo-palha com listras vermelhas. A medida que se desenvolvem a coloração torna-se esverdeada com anéis e listras vermelha-escuro. A lagarta completamente desenvolvida mede cerca de 16 mm de comprimento por 2 mm de largura, passando por seis ínstares. O período larval é altamente influenciado pela temperatura e varia de 17 a 42 dias. A fase de crisálida ocorre no solo e dura de 8 a 10 dias. A crisálida é marrom escura, cilíndrica, medindo 16 mm de comprimento por 6 mm de largura. No solo, ela fica dentro de uma câmara construída de teia e partículas de solo”.[2] 

    Elasmo é subterrânea de hábito alimentar polífago, que se alimenta de mais de 60 espécies de plantas, causando sérios danos a culturas de importância econômica como milho, soja, algodão, feijão, cereais de inverno entre outras culturas. 

    Esta praga não vive bem em terrenos úmidos e tem incidência principalmente em solos arenosos de fácil drenagem e em anos com estiagem prolongada, visto que a lagarta-elasmo não suporta alta umidade no solo, sendo este o principal fator abiótico que se tem utilização para o seu manejo. O ataque desta praga pode ocorrer desde a emergência da planta até o intervalo de 30 a 40 dias, após a emergência aproximadamente, quando as plantas estão atingindo a altura de 35 cm em milho e entre 30 a 60 cm na soja, pois estas plantas estão mais susceptíveis a ela até esta estatura. Solos que  tem aração e gradagem tem maior incidência de elasmo, porque a aração gerará maior lixiviação de água e exposição do solo ao sol; e ela sobrevive mais em terreno mais seco. 

    Na fase larval a lagarta raspa o tecido vegetal próximo ao colo da planta abaixo do solo, abrindo uma galeria onde ela se movimenta em direção ao interior da haste, formando galerias ascendentes. Na entrada da galeria ela cria uma barreira (Casulo) com excrementos e partículas de solo que a protegem do meio externo. Seu ataque danifica o sistema vascular que conduz água e nutrientes na planta apresentando sintomas de murcha, secamento das folhas e posteriormente a morte da planta. 

    Na cultura do milho pode ocorrer danos na região do colo, penetrando no colmo e fazendo galerias no seu interior, provocando o perfilhamento da planta podendo ou não acarretar em sua morte. Na cultura da soja os danos causados por esta praga provocam redução do estande no estabelecimento da cultura, que podem ocasionar redução na produtividade, e em ataques críticos pode ser necessário a ressemeadura. 

    Esta praga tem incidência principalmente em solos arenosos de fácil drenagem e em anos com estiagem prolongada, visto que a lagarta-elasmo não suporta alta umidade no solo, sendo este o principal fator abiótico que se tem utilização para o seu manejo. O ataque desta praga pode ocorrer desde a emergência da planta até o intervalo de 30 a 40 dias após a emergência aproximadamente, quando as plantas estão atingindo a altura de 35 cm em milho e entre 30 a 60 cm na soja. 

    Na fase larval a lagarta raspa o tecido vegetal próximo ao colo da planta abaixo do solo, abrindo uma galeria onde ela se movimenta em direção ao interior da haste, formando galerias ascendentes. Na entrada da galeria ela cria uma barreira (Casulo) com excrementos e partículas de solo que a protegem do meio externo. Seu ataque danifica o sistema vascular que conduz água e nutrientes na planta apresentando sintomas de murcha, secamento das folhas e posteriormente a morte da planta. 

    Na cultura do milho pode ocorrer danos na região do colo, penetrando no colmo e fazendo galerias no seu interior, provocando o perfilhamento da planta podendo ou não acarretar em sua morte. Na cultura da soja os danos causados por esta praga provocam redução do estande no estabelecimento da cultura, que podem ocasionar redução na produtividade, e em ataques críticos pode ser necessário a ressemeadura. 

     

    Taxonomia das famílias, gêneros e espécies 

     

    Estudar as populações primas, as diferenças genéticas , comportamentais, as espécies ancestrais e seus hábitos, nos ajuda a compreender mais uma determinada espécie.

    No planeta temos catalogado em torno de 2 milhões de espécies, porém temos estimativas de haver em torno de 8,7 milhões de espécies [3] e estimativas ainda maiores. Em torno de metade das catalogadas hoje são insetos que por viverem junto de plantas e serem continentais, foram encontrados muitas espécies nas camadas carboníferas.

    Uma vez que 95% dos fósseis são animais marinhos, , 4,75% são algas e plantas, 0,0124 % são vertebrados terrestres (sendo a maioria peixes)  e 0,2375% são invertebrados continentais,  onde estão os insetos[4] . Mas não temos insetos nos mares com a exceção dos “representantes dos ColeopteraHemiptera e Diptera, mas os únicos espécimes de insetos que vivem em mar aberto são os do gênero Halobates, embora eles vivam na interface ar-mar. Esses insetos são conhecidos por se deslocarem por sobre a água”[5]. Nestes 0,2375% dos fósseis, nos continentes temos em torno de 1 milhão de espécies do filo Arthropoda catalogadas, vale lembrar que o registro fóssil é marcado por muita repetição morfológica e na literatura isso é chamado de “paradoxo da estase morfológica”[24].  

    Temos também estimativas de haver 5 a 10 milhões de espécies de insetos onde a maioria ainda aguarda ser identificada [6] mostrando assim a altíssima suscetibilidade sub-especiativa desta classe, o que é justificada pela sua alta reprodutibilidade e plasticidade adaptativa e morfológica. 

    Pyralidae é uma família de insectos da ordem Lepidoptera. O Pyralidae , conhecidas no mundo como lagartas e mariposas, são uma família da ordem Lepidoptera e pertence a superfamília Pyraloidea[7] . Em muitas classificações (particularmente mais antigas), as mariposas (Crambidae) são incluídas nos Pyralidae como uma subfamília , tornando o grupo combinado uma das maiores famílias dos Lepidoptera. 

    É um grupo diverso, com mais de 6.000 espécies descritas em todo o mundo e mais de 600 espécies na América ao norte do México, compreendendo a terceira maior família de mariposas da América do Norte. Pelo menos 42 espécies foram registradas em Dakota do Norte nas subfamílias de Pyralidae. A super família Pyralidae foi catalogado até agora em torno de 16.000 espécies em todo mundo[8]. 

    Das 6000 espécies , 100 são catalogadas como pragas, entre elas a lagarta-elasmoElasmopalpus lignosellus descrita por Zeller em 1848, também conhecida como Broca-do-colo no Brasil, única espécie do gênero Elasmopalpus, mas ” dados sugerem polimorfismo em relação às populações de insetos encontradas no Brasil e nos EUA. A possibilidade da existência de uma subespécie de E. lignosellus não pode ser descartada” [9]. 

    É um Artrópode da classe Insecta, ordem Lepidoptera e da família Pyralidae. Ocorre em regiões temperadas e tropicais do hemisfério ocidental, difundida desde o sul dos Estados Unidos e na América do sul. Com uma variedade de hábitos de vida, os pirralóides são usados nos estudos de biodiversidade.  Algumas espécies são de importância econômica[10], para MIP – Manejo Integrado de pragas[11] , como por exemplo: 

    • Broca do colo no Brasil (Elasmopaupus Lignosellus) 
    • brocas de caule de arroz ( Chilo spp .; Scirpophaga spp.) 
    • webworms de grama de grama (diferentes espécies de Crambinae ) 
    • Traça de refeição indiana ( Plodia interpunctella ) 
    • Broca de milho europeia ( Ostrinia nubilalis ) 
    • Traça de espiga de coco indo-australiana ( Tirathaba rufivena ) 
    • Traça de cacau ( Ephestia elutella ) 
    • Traça de farinha mediterrânea ( Ephestia kuehniella ) 
    • traças de cera ( Achroia grisella , Galleria mellonella ) 
    • mariposa de arroz ( Corcyra cephalonica ) 
    • webworm de beterraba ( Spoladea recurvalis ) 
    • Traça de pimenta europeia ( Duponchelia fovealis ) 
    • broca de vagem de leguminosa ( Maruca vitrata ) 
    • brocas de berinjela ( Leucinodes spp.)[12]. 

     

    Distribuição  

     

    “A broca menor do pé de milho ocorre amplamente no hemisfério ocidental e é conhecida em grande parte do sul dos Estados Unidos. Apesar de sua ampla distribuição, os danos são limitados principalmente às culturas em solo arenoso (Metcalf et al. 1962), por isso tende a causar ferimentos na planície costeira dos estados do sudeste da Carolina do Sul ao Texas. Embora mais frequentemente observada no sudeste dos Estados Unidos, essa espécie de praga é esporádica por natureza e distribuída do Maine ao sul da Califórnia. 

    Foi descoberto pela primeira vez fora dos EUA continentais em julho de 1986 infestando cana-de-açúcar em Kauai (Havaí) (Chang e Ota 1987). Esta espécie também é encontrada no México, América Central e América do Sul (Luginbill e Ainslie 1917)”.http://entnemdept.ufl.edu/creatures/field/lesser_cornstalk_borer.htm 

     

    Monitoramento e Amostragem 

     

     

     

    “Quem erra em planeja já planeja errar” diz o ditado muito popular no meio administrativo. Na agricultura isto veste como uma luva na hora de decidir o que fazer antes de sair plantando de “qualquer maneira” sem uma sondagem do terreno, um diagnóstico completo do que se espera encontrar ali , principalmente em relação as pragas. Por isso devemos os agrônomos e produtores devem se habilitar para realizar uma boa leitura de cada situação por meio de amostragens. 

     

    Usando Feromônios 

    Pra se obter uma boa amostragem da situação do lugar usa-se feromômios: 

    “. Um dos métodos de grande potencial para o monitoramento, constitui na manipulação do comportamento do inseto através da aplicação de semioquimicos. O uso de feromônios é empregado para monitorar a atividade do inseto, com informações sobre detecção, fenologia e densidade relativa. No caso de E. lignosellus, o feromônio sexual das fêmeas foi documentada primeiramente por Payne & Smith (1975). No Brasil, a avaliação no campo de três formulações do feromônio sexual de elasmo”.  [13] 

     

     

     

     

     

    Outras Técnicas para se Obter Amostragem 

    Outras técnicas têm sido empregadas na tentativa de monitorar a população de elasmo. Um método de extração de ovos de elasmo do solo com hipoclorito de sódio e sulfato de magnésio foi proposto por Smith et aI. (1981). A comparação dessa técnica com a de contagem direta de ovos no solo, e com a de emergência de lagarta oriunda da deposição de ovos no solo, obteve-se uma melhor eficiência para o método de contagem direta de ovos no solo (Viana & Reis, 1986). Entretanto, essa técnica devido ao tempo dispendido e da necessidade de uso de equipamentos de precisão na contagem dos ovos, somente é viável para estudos em casa de vegetação e laboratório. Outro método empregado experimentalmente no monitoramento é a utilização de diferentes combinações de uréia e urease como fonte de dióxido de carbono para atrair a lagarta elasmo, apresentando resposta olfativa em bioensaios (Huang & Mack, 2001). Entre todas as técnicas, a mais utilizada para determinar a população da praga, é avaliar o número de plantas atacadas pela lagarta. Porém, essa técnica frequentemente falha em indicar à tempo, infestações da praga para que se possa empregar medidas de controle que evitem perda econômica na lavoura. A detecção de infestações em hospedeiros alternativos como alguns tipos de feijão e ervilhas, semeados antes da cultura, tem sido utilizada como um indicador da ocorrência da praga na área (Ali et aI., 1982)”. 

      

    Estratégias de Controle 

    Figura : Ciclo da soja e período de ataque. 

     

     

    Fonte: Phytus Club. 

     

    “1. Controle biológico Embora os inimigos naturais sejam um importante componente regulatório de população de insetos, o seu impacto sobre a lagarta elasmo é considerado baixo. Isso se explica devido ao habitat protegido da lagarta quando se alimenta no interior do colmo ou quando se encontra no abrigo de teia e terra construída pelo inseto, localizada no solo. Entretanto, vários parasitóidesvirus de poliedrose nuclear e os fungos, Aspergillus flavus e Beauveria bassiana são relacionados como inimigos naturais de elasmo. 

    1. Controle cultural O uso do controle cultural tem sido uma das técnicas mais antigas empregada para o controle deelasmo. No início do século passado,Luginbill & Ainslie (1917) recomendavam remover os resíduos culturais no campo, seguido de aração no final do outono ou no início do inverno, como uma prática para prevenir infestação com essa praga. Também recomendavam gradear as bordas da lavoura para evitar locais onde o inseto poderia abrigar-se nas 10′ Reunião Sul-Brasileira Sobre Pragas de Solo. Pragas-Solo-Sul: Anais e Ata 71 fases de larva ou de crisálida. Associada a essa prática, utilizavam maior quantidade de fertilizantes em áreas arenosas para estimular o crescimento das plantas. Embora não quantitativa mente avaliada, a queima da palhada chegou a ser sugerida como potencial para controlar a população residente de elasmo em resíduos culturais. Entretanto, resultados mais recentes indicam que essa prática contribui para aumentar significativamente a infestação no campo. 

    Os adultos respondem por um estimulo olfativo de queimadas e são atraídos pela fumaça (Viana, 1981 e Magri, 1998), favorecendo a oviposição nessas áreas. Isso resulta em alta infestação do inseto na área e consequentemente elevados danos para a lavoura. A alta umidade do solo é o principal fator abiótico que pode ser utilizado no manejo de elasmo. Age negativamente em qualquer estágio do ciclo biológico da praga. Porém, a sua importância é maior no início da fase larval, causando alta mortalidade. A medida que a lagarta desenvolve, a mortalidade decresce (Viana & Costa, 1992a). 

    A umidade elevada do solo também afeta negativamente o comportamento dos adultos na seleção do local para oviposição e na eclosão das lagartas. As mariposas preferem depositar os ovos em solos mais secos. A oviposição verificada através da percentagem de plantas atacadas pelas lagartas, é maior em solos secos do que em solos mais úmidos (Viana & Costa, 1992b). Para que a umidade do solo por si só mantenha os danos causados pela praga em níveis abaixo de perda considerada econômica, é necessário que a lavoura esteja no período de suscetibilidade, com a umidade ao redor da capacidade de campo. O método de cultivo também afeta o manejo dessa praga. A infestação chega a ser duas vezes maior em cultivo convencional em relação ao plantio direto (Ali et ai, 1979 e Silva et aI. 1994). De acordo com o método de cultivo empregado uma série de fatores afetam a população do inseto. Esses fatores estão relacionados ao comportamento do inseto, presença de inimigos naturais, danos mecânicos de implementos agrícola causado a praga no seu habitat no solo e as mudanças na umidade do solo. 

    1. Controle químico O método de controle deelasmomais comumente utilizado tem sido o quimico. Iniciou-se na década de 40 com a utilização de polvilhamento de uma mistura de inseticidas clorados a base de BHC e DDT sobre as fileiras de feijão-vagem. Nas décadas seguintes, com o surgimento de novos grupos de inseticidas, foram utilizadas várias formulações de fosforados como parathionphoratedisulfotonmonocrotophosdiazinonmethamidophosfensulfotionchlorpyrifos e fonofos e terbufos. Outros grupos de inseticidas empregados foram os carbamato, utilizando-se principalmente os inseticidas carbarylcarbofurancarbosulfanthiodicarb, o do grupo dos piretróides, 72 10′ Reunião Sul-Brasileira Sobre Pragas de Solo. Pragas-Sola-Sul: Anais e Ata como o fenvarelate e mais recentemente o do grupo das nitroguanidinas, como o thiamethoxam. Entre os métodos de aplicação de inseticidas para o controle dessa praga, o tratamento de sementes, pela sua praticidade, custo e eficiência, é o mais empregado. Os inseticidas a base de thiodicarbcarbofurancarbossulfan são largamente utilizados em áreas com histórico de ataque com elasmo. Entretanto, em áreas onde não foi utilizado o tratamento de sementes, tem-se como opção de controle a aplicação de inseticida a base de chlorpyrifos pulverizado com jato dirigido para o colo da planta, desde que o ataque seja identificado logo no início. Nessa condição, o controle da lagarta evita que a mesma emigre de plantas atacadas para plantas sadias, aumentando o dano inicial. A comparação dessa aplicação com o tratamento de sementes; inseticida aplicado via água de irrigação por aspersão e a utilização de água através de irrigação com uma lâmina de 30 mm e outra até atingir o ponto de saturação, mostrou que o chlorpyrifos apresentou resultados equivalentes aos das irrigações com lâminas de 30mm (diária) e até atingir a saturação, com 8,1, 8,3 e 9,3% das plantas mortas pela lagarta, respectivamente, enquanto que a testemunha teve 48,9% de plantas atacadas (Viana & Costa, 1992c). O inseticida thiodicard apresentou basicamente o dobro da percentagem de plantas atacadas em relação aos tratamentos onde foram utilizados somente água (saturação e 30mm) e pulverização com o inseticida chlorpyrifos. Sob as mesmas condições, o inseticida carbofuran proporcionou baixa proteção às plantas, com 28% delas atacadas pela lagarta. Observou-se, que a umidade do solo encontrava-se baixa, afetando possivelmente a performance dos inseticidas usados no tratamento de sementes. 
    2. Resistência de Plantas Embora a utilização de inseticidas seja eficiente no controle dessa praga, o alto custo desses produtos e dos equipamentos utilizados e os riscos de aplicação limitam a utilização desse método de controle, principalmente para pequenos agricultores. Consequentemente, o desenvolvimento de plantas resistentes a essa praga é altamente desejável, beneficiando pequenos, médios e grandes agricultores, indistintamente. Pouco tem sido explorado nesse aspecto, entretanto, algumas fontes de resistência foram identificadas em amendoim (Lynch, 1990), arroz (Ferreira Júnior etaI., 1998) e milho (Viana 1997). O genótipo de milho com maior resistência ao ataque da lagarta foi o CMS 472, apresentando 30% das plantas atacadas (Viana, 1997).
    3. Outros métodos decontrole Recentemente, algumas espécies de plantas tem sido geneticamente modificada para produzirprotéinas que são tóxicas para os insetos. Atualmente, a soja resistente a herbicida, milho resistente a inseto e algodão 10′ Reunião Sul-Brasileira Sobre Pragas de Solo. Pragas-Sola-Sul: Anais e Ata 73 melhorado geneticamente (contendo genes de resistência a herbicida e resistência a inseto) correspondem a 85% de todas as plantações (Carneiro & Paiva, 2000). Alguns trabalhos tem mostrado que essa tecnologia poderá ser empregada para o controle de elasmoBioensaios mostraram que a proteina CryllA e a raça HD-1 de 8acillus thuringiensis (Bt) foram eficientes para controlar essa praga (Moar et aI., 1995). Plantas de amendoim transgênicas com a introdução do gene Bt CrylAc resultaram em redução de 66% no peso de lagartas até a sua total mortalidade (Singsit et aI., 1997). Em condição de campo, a avaliação de linhagem de soja transgênica (“Jack-Bt“) expressando o gene Cry1Ac apresentou quatro vezes mais resistência do que a linhagem não transformada para infestação natural de elasmo (Walker et aI., 2000). Para o milho, híbridos com Bt (Cry9C, Cry1 F e Cry1AB) não diferiram no controle de elasmo, porém, foram superiores aos híbridos não-transgênicos (Vilella et aI., 2002). De maneira geral, esses resultados experimentais sugerem que a expressão desses genes poderão nos próximos anos proporcionar para diversas culturas, adequados níveis de resistência ao ataque de elasmo. 6. Manejo integrado É consenso que a estratégia a ser utilizada para o manejo integrado de elasmo deverá ser composta de várias técnicas, incluindo praticas culturais de maneira a evitar populações causando danos. Se disponíveis, cultivares menos suscetíveis ao ataque do inseto deverão ser preferidas. Também, deve-se observar a presença de inimigos naturais e da ocorrência de parasitismo. Adicionalmente, condições favoráveis à praga deverão ser identificadas e aplicação de inseticidas na época do plantio é recomendada se houver infestação. A lavoura em sua fase de suscetibilidade ao ataque deverá ser observada freqüentemente, e se é encontrada infestação causando danos, o controle deverá ser realizado prontamente”. 

     

     

    Inimigos naturais  

     

    Embora sejam conhecidos vários inimigos naturais da broca de milho menor, não se considera que eles sejam os principais determinantes das tendências populacionais. Smith e Johnson (1989) construíram tabelas de vida para populações no Texas e identificaram a sobrevivência de grandes larvas de broca de milho menor como o elemento chave na sobrevivência de geração, mas o fator causal permanece não identificado. Os parasitóides predominantes são Orgilus elasmopalpi Muesebeck e Chelonus elasmopalpi McComb (ambos HymenopteraBraconidae), Pristomerus spinator (Fabricius) (HymenopteraIchneumonidae) e Stomatomyia floridensis Townsend (DipteraTachinidaer) na maior parte do sulco de milho fungos ) al. 1984). Outros parasitóides às vezes presentes incluemBracon gelechiae Ashmead (HymenopteraBraconidae), Geron aridus Painter (DipteraBombyliidae) e Invreia spp. (HymenopteraChalcididae). Parasitóides raramente causam mais de 10% de mortalidade. 

    Entre os predadores considerados fatores de mortalidade importantes estão um besouro terrestre, Plilophuga viridicolis LeConte (Coleoptera: Carabidae); insetos de olhos grandes , Geocoris spp. (HemipteraLygaeidae); e estilete larval voa (DipteraTherevidae). 

    Patógenos geralmente estão presentes em populações menores de broca de milho. O patógeno mais importante parece ser um vírus da granulose, mas um Beauveria sp. fungos, microsporídios e nematóides mermithides também foram encontrados (Funderburk et al. 1984). Os inimigos naturais geralmente não afetavam muito os níveis populacionais de broca menor de milho, devido a seus hábitos subterrâneos, correias de seda e natureza esporádica.http://entnemdept.ufl.edu/creatures/field/lesser_cornstalk_borer.htm 

     

     

    Gargalos para o Manejo 

    “A maior dificuldade para o manejo adequado de elasmo é a disponibilidade de um método eficiente de monitoramento dessa praga. Quando medidas de controle não são adotadas preventivamente no plantio, se houver infestação, o prejuízo é considerada certo, acarretando falhas na lavoura e redução no rendimento. Para o desenvolvimento de pesquisa com essa espécie, a criação massal em laboratório é um fator preponderante. Ao contrário de outros espécies de lepidópteros criados com certa facilidade em dieta artificial, a criação de elasmo demanda de cuidados especiais e está sujeita a maior sensibilidade da própria espécie, resultando em uma maior taxa de mortalidade. 74 10′ Reunião Sul-8rasíleira Sobre Pragas de Solo. Pragas-Sola-Sul: Anais e Ata Outro aspecto a ser considerado, é o uso de práticas agrícolas inadequadas, como por exemplo, as queimadas. Essa prática, além de prejudicar os inimigos naturais, atua como um atrativo para as maripôsas, aumentando a incidência da praga em determinada área. A escolha incorreta de inseticida para o controle e a possibilidade de desenvolvimento de resistência a determinados grupos químicos são fatores que devem ser considerados no cultivo de culturas hospedeiras dessa praga” 

     

    Considerações Finais

    O comportamento relativo como praga na ecologia ocorre em face de um desequiíibrio populacional.     Podemos perceber que tudo funciona bem quando há equilíbrio na diversidade e isso não combina nada com as monoculturas, que favoreceram a existência de super populações mais adaptadas daquele específico alimento se tornando uma “praga”. Parece que na biodiversidade da vida tudo depende de tudo, no organismo humano por exemplo,  precisamos de diversas espécies de bactérias comensais para processarmos vitaminas no cólon ascendente e quando temos um aumento exagerado de uma população temos infecção e bactérias no lugar errado, de forma que parece existir um mecanismo corretor do equilíbrio, destruindo monoculturas e criando diarreias em nós as quais expulsam uma população de bactérias ou outros organismos desequilibrados da microbiota. Desta forma entenderíamos que “praga” é na verdade algo que nos corrige e promove a biodiversidade no planeta, que se existisse em todos os cultivos, a lagarta-elasmo, foco deste estudo,  viveria controlada sob diversidade de predadores/presa; mas como estamos em desequilíbrio ecológico, ela se tornou uma “praga” nas plantações.

     

    Referências  

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    1. Viana, Paulo Afonso (2007). «Manejo da lagarta-elasmo em grandes culturas: gargalos da pesquisa. – Portal Embrapa»www.embrapa.br. Consultado em 29 de julho de 2020  
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Sodré Neto
Sobre Sodré Neto 20 Artigos
Sodré GB Neto Lattes: http://lattes.cnpq.br/2777670829319806 Orcid: https://orcid.org/0000-0002-8867-5429

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