Como a Demarcação Científica da Falseabilidade Distingue Ciência na Teoria da Evolução, no Criacionismo e no Design Inteligente

Resumo: Ao contrário que muitos advogam, não há nada de errado nas associações entre mitos religiosos,  culturais e ciência. A maioria das simpatias ligadas a chazinhos de plantas medicinais inclusive fizeram avançar a ciência dos fitoterápicos,  pois na maioria das vezes, ciência é apenas a confirmação de alguma ou outra crença. Se o pesquisador recorre a qualquer fonte que acredite ter potencial para avanço da ciência,  qualquer crença que seja capaz de ser testada em seu todo ou em partes,   se o objeto de sua pesquisa é  capaz de se tornar falso ou não, então seu estudo, seja ele qual for, estará dentro do campo científico. Qualquer assunto que seja (esta é a definição epistemológica popperiana: falseabilidade ) , ou seja, ciência de verdade não tem preconceito religioso como o iluminismo e anticlericalismo queriam e continuam querendo , 200 anos depois da revolução francesa, pois o que rege a ciência não são preconceitos, mas dados, fatos, testes, metodologias de verificação.

 

Introdução

Uma das citações que resume a abrangência da ciência para se estudar qualquer assunto,  veio da publicação científica do Dr. Yonatan Fishman que assim resumiu:

“Vários cientistas, filósofos e instituições científicas proeminentes argumentaram que a ciência não pode testar visões de mundo sobrenaturais com o argumento de que (1) a ciência pressupõe uma visão de mundo naturalista (Naturalismo) ou que (2) afirmações envolvendo fenômenos sobrenaturais estão inerentemente além do escopo da investigação científica. O presente artigo argumenta que essas suposições são questionáveis ​​e que, de fato, a ciência pode testar alegações sobrenaturais. Embora as evidências científicas possam finalmente apoiar uma visão de mundo naturalista, a ciência não pressupõe o Naturalismo como um compromisso a priori, e reivindicações sobrenaturais são passíveis de avaliação científica.  Esta conclusão desafia a lógica por trás de uma recente decisão judicial nos Estados Unidos sobre o ensino de “Design Inteligente” nas escolas públicas como alternativa à evolução e as declarações oficiais de duas grandes instituições científicas que exercem uma influência substancial sobre as políticas educacionais em ciências no país. Estados Unidos. Dado que a ciência tem implicações relativas à verdade provável das visões de mundo sobrenaturais, as alegações não devem ser excluídas a priori da educação científica, simplesmente porque elas podem ser caracterizadas como sobrenaturais, paranormais ou religiosas. Em vez disso, as alegações devem ser excluídas do ensino de ciências quando as evidências não as sustentam, independentemente de serem designadas como ‘naturais’ ou ‘sobrenaturais’.[3] .

Ela se contrapõe a uma estranha filosofia da ciência com um nome mais estranho ainda: “Naturalismo Metafísico” . Neste site vamos falar muito sobre isso, de forma que resolvemos colocar a sigla NM .

O NM assim postula:

“Natureza opera pelas leis da física e, em princípio, pode ser explicada e compreendida pela ciência e filosofia; e 4. o sobrenatural não existe, ou seja, só a natureza é verdadeira . Naturalism é, por conseguinte, um metafísico filosofia oposição principalmente por criacionismo bíblicos.Carl Sagan colocá-lo de forma sucinta: “O Cosmos é tudo o que é ou jamais foi ou será.”De acordo com Arthur C. Danto , naturalismo, em uso recente, é uma espécie de monismo filosofia de acordo com a qual existe ou o que quer que aconteça é natural, no sentido de ser susceptível a explicação através de métodos que, embora paradigmático exemplificado nas ciências naturais, são contínuas de domínio para domínio de objetos e eventos. Assim, o naturalismo é polemicamente definido como repudiar a visão de que existe ou poderia existir quaisquer entidades que se encontram, em princípio, fora do âmbito da explicação científica”.

Ou seja, como já dissemos , o NM permite centenas ou milhares de pesquisas metafísicas desde que as mesmas não evoquem temas religiosos e por isto tem 1) Atrasado a ciência por dar voz a teorias que recomendaram por exemplo DNA lixo e órgãos vestigiais que fabricaram milhões de cirurgias arriscadas, fatais e desnecessárias; 2) Forçado cientistas a trilhar caminhos de pesquisa não sugeridos pelos dados 3) Criado uma “caça as bruxas”, abafando trabalhos importantes de cientistas ,  que no caso seriam cientistas do design inteligente, criacionistas e quaisquer assuntos que tenham possibilidade convalidatória de sabedorias milenares religiosas incluindo fitoterapias,  que estiveram marginalizadas na ciência por muito tempo e pouco praticada,  mesmo hoje,  principalmente nos países que são mais dominados pela industria farmacêutica e que apresentam os maiores índices de morte por Covid-19 .

Mas até que ponto qualquer assunto pode ser considerado científico por meio da demarcação da falseabilidade e como isto se aplica as teorias da evolução, do criacionismo e do design inteligente? Neste artigo poderemos ter este vislumbre bem como ter base para comparar as teorias concorrentes.

 

Logo, por exemplo, eu posso aplicar ciência em cima de qualquer assunto, de um artefato qualquer e afirmar que foi desenhado, arquitetado, montado, se conseguir aplicar por exemplo quantificação de coeficiente de informação e premeditação igual um criminalista faz ao identificar se um crime foi premeditado ou se foi acidental. Mesmo sem identificar quem foi que fez o artefato, posso distinguir um artefato necessitado de inteligencia , de uma formação natural acéfala. Então as ciências criacionistas e do design inteligente, pelo menos muitas partes das suas afirmações, podem ser consideradas científicas? Sim.

A teoria da evolução ensina muitos fatos verificáveis , e volta e meia lemos “evolução é fato” , mas entre os fatos e suas projeções na historia evolutiva existem verdadeiros abismos científicos, falsidades e incoerências, sobretudo na parte do evolucionismo histórico,  onde se usa os fatos testáveis para sustentar conjecturas falsas metafísicas.

O evolucionismo, apesar de propor ser apenas “modificação nas descendências” recebeu apoio da onda anti-religiosa no iluminismo (ver anticlericalismo ) porque na verdade, esta teoria pretendeu ser a criação delas (origem das especies) e da biodiversidade da natureza sem Deus.

Darwin fica o tempo todo tentando derrubar a hipótese de espécies originais para apostar numa origem espontânea e natural ao longo do tempo , desde sua “sopa morna fabricadora da primeira forma de vida” já que as espécies fósseis, na sua maioria, traziam diferenças das atuais, ( o que combinava com a geologia de Cuvier de sucessão faunística a cada mega catástrofe devido diferenças de fosseis em camadas diferentes inicialmente verificadas (depois se descobriram que havia repetições de mesmas especies em camadas distintas, que de fato não existe esta separação 100% mas 70% e por fim que estas especies que se repetem (4229 gêneros fosseis vivos ) quando colocadas no ambiente hoje , mudam e não repetem morfologicamente mais , o que revela que as camadas nas quais estão, pertenceram ao mesmo tempo e não tempos distintos e ambientes distintos que as mudariam.

Alguma parte destas propostas são fatos testáveis e outras são conjecturas. Por ser verdadeiro e testável até um limite, os mais entusiasmados usaram estes fatos, para recomendar aqueles – ou seja, usam verdades para recomendar projeções pseudocientíficas e ficcionistas que se resumem na “maravilhosa” historia evolutiva de ancestralidade totalmente comum, sem os limites que podemos descrever aqui.

Quais são os limites ou abismos que demonstram a falsidade da teoria da evolução

Ernest Mayr, dividiu

1. Bioquímico para criação da vida, do DNA, pois quem mexe com edição genética sabe que tem que comprar pedacinhos bem curtos de sequências de laboratórios que investiram muita inteligência e equipamentos para produzir Using a codon optimization tool—how it works and advantages it provides , ou seja, falar que o DNA foi se organizando ao longo de bilhões de anos , quando tempo apenas estraga aminoácidos (racemização) chega a ser uma ofensa.

2. Bioquímico para criação de sistemas (complexidade irredutível com centenas de publicações como Michael Behe e muitos outros )

3. Genético populacional pois a tendencia geral é de empobrecimento genético a cada sub especiação ( Mayr, 2006) “Especiação é um processo perigoso. O empobrecimento do patrimônio gênico e a instabilidade genética que a acompanham, pode conduzir com maior probabilidade ao desastre do que ao sucesso. Apesar da maioria das espécies insipientes não se extinguir, uma espécie ocasional não apenas pode completar o processo, como pode ter sucesso na penetração de um nicho ou zona adaptativa novos.” Ernest Mayr, populações, Espécie e Evolução p.353

4. Genético mutacional pois a tendencia é de aumentar a carga negativa de defeitos genéticos pois a maioria das mutações são deletérias (entropia genética )The fundamental theorem of natural selection with mutations

5. Limites taxonômicos pois existe descontinuidade sistemática hoje entre grupos de seres vivos que vai ficando cada vez mais nítida e absoluta na pobreza taxonômica do registro fóssil (baraminology) inclusive fizemos uma publicaçao cientifica nesta area – Catastrophic Geomorphology

6. Limites para grande tempo pois o tempo trabalha contra a organizaçao seja da vida seja de qualquer novo sistema

The waiting time problem in a model hominin population

7. Limites geológicos para pequeno tempo pois se verificou não existir constancia de decaimento radioativo que é a base da datação radiometrica

TNI- Teoria Neocatastrofista de Impactos

 

Referências 

https://www.passeidireto.com/arquivo/68877610/o-desenvolvimento-do-pensamento-biologico-ernst-mayr


Sodré Neto
Sobre Sodré Neto 23 Artigos
Sodré GB Neto Lattes: http://lattes.cnpq.br/2777670829319806 Orcid: https://orcid.org/0000-0002-8867-5429

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*