Foresight: Como a Química da Vida Revela Planejamento e Propósito

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Foresight: porque somente a inteligência tem a habilidade de considerar o futuro / ©

No início deste mês, estive no Núcleo de Pesquisa Discovery-Mackenzie e entre muitas novidades um destaque: um novo livro do doutor Marcos Eberlin sobre uma característica exclusiva do Design Inteligente: a habilidade de considerar o futuro. O título “Foresight” remete a previdência, um conhecimento antecipado ou, em outras palavras, presciência¹. O termo preferido por Eberlin tem sido antevidência, a qual ele se refere como “antevidência genial” em suas palestras. O significado é praticamente o mesmo: a capacidade de antever (‘prever’).

Em seu extraordinário novo livro, Foresight: Como a Química da Vida Revela Planejamento e Propósito, o renomado químico brasileiro Marcos Eberlin explora uma corrida do ouro de descobertas científicas recentes que representam um sério desafio à teoria evolutiva moderna. Com base em sua experiência como ex-presidente da Fundação Internacional de Espectrometria de Massa, Dr. Eberlin descobre uma infinidade de soluções engenhosas para grandes desafios de engenharia no campo biológico, soluções que apontam para além da evolução cega: para o que funciona como um atributo único de mentes — a antevidência.

O livro foi escrito em inglês, idioma em que Eberlin tem mais intimidade, mas a edição em português já está em processo de tradução. Foresight será lançado internacionalmente nos Estados Unidos (Irvine, Califórnia) no dia 2 de Maio segundo anúncio no site do Discovery Institute e no site da organização do evento. Enquanto isso, aqui no Brasil já temos novas edições de Fomos Planejados e A Caixa Preta de Darwin.

Antevidência (Foresight)

“Foresight” não seria apenas a capacidade ou ato de prever o que acontecerá, mas também o que será necessário no futuro ou no desdobramento de algum processo. Um processo com vários passos requer boas doses de “antevidência” (foresight) preparando um caminho viável para que tudo ocorra bem.

Não é tão simples como uma reação em cadeia de dominós enfileirados, mas este pode ser um exemplo de que a lógica interna de um sistema impõe condições que devem ser estabelecidas antes que as coisas “comecem”, e é respeitando elas que é possível fazer as coisas “acontecerem”. Na maioria dos casos, os elementos devem ser dispostos antes das coisas “começarem”.

Por exemplo, em comunicação, emissor e receptor devem compartilhar as mesmas codificações e protocolos. Isso apenas é possível em “um só tempo”. Porém, para estabelecer um sistema, é necessário considerar essas coisas a priori, isso é, antes de que as coisas “comecem”. É mais ou menos essa a ideia por trás da antevidência, considerar a destinação antes mesmo do início. Assim são os projetos.

Imposição de Engenharia & Profundidade

As coisas não podem ser feitas de qualquer jeito, os princípios de design impõe condições, restrições e necessidades em seus desdobramentos que somente a presciência poderia conceder. São padrões em profundidade não alcançáveis por qualquer processo gradual, acidental ou mesmo improvisado.

Por essas razões a antevidência configura um dos pilares do design e seus efeitos são assinaturas distintivas de inteligência.


Citações relacionadas:

“…a mente ordenou ou arrumou as coisas; e ela sabia que assim deveria ser…” — Anaxágoras

“Somente processos teleológicos tem a habilidade de considerar um objetivo futuro.” — Dembski

Nota do autor ¹: Considero também o termo presciência, embora não haja um termo que corresponda à ideia que queremos passar.


Junior Eskelsen
Sobre Junior Eskelsen 228 Articles
Responsável pelo portal tdibrasil.org e pela página Teoria do Design Inteligente no Facebook. Colabora com as atividades do movimento do Design Inteligente no Brasil.

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