Primeira Revisão de Darwin Devolves Depende Fortemente do Raciocínio Circular

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Teoria e Prática: Vaso de Boyle (movimento perpétuo hidrostático).

Por Brian Miller

primeira resposta formal a Darwin Devolves foi publicada ontem pela Science. O conteúdo da publicação era totalmente previsível, e Mike Behe ​​logo responderá em detalhes. No entanto, não pude resistir em apontar até que ponto os autores confiam no raciocínio circular. Eles escrevem:

Falta na argumentação de Behe qualquer menção à exaptação, o processo pela qual a natureza reutiliza estruturas para uma nova função e possivelmente o mecanismo mais comum que leva à falsa impressão de complexidade irredutível … As penas de pássaros, bexigas de gás de peixes e ossículos de mamíferos têm origens exaptativas semelhantes… Os ancestrais evolutivos das baleias perderam a capacidade de andar em terra à medida que os membros da frente evoluíram para nadadeiras, por exemplo, mas as nadadeiras provaram ser vantajosas a longo prazo… e as inovações de desenvolvimento em todos os metazoários através da diversificação dos genes HOX.

Poder Criativo Ilimitado

Os autores argumentam que muitos dos traços encontrados na vida evidenciam que eles são o produto de processos evolutivos tendo precursores ancestrais dramaticamente diferentes. Como os autores chegam a essa conclusão? Primeiro, eles assumem que todas as características biológicas são o resultado de processos não direcionados transformando características em organismos ancestrais. Segundo, eles identificam algum traço notável na vida, como os ossículos auditivos em mamíferos. Em seguida, eles explicam sua origem através da evolução sem fornecer detalhes substantivos. Finalmente, eles usam o “fato” de que a evolução formou a nova característica como evidência de seu poder criativo ilimitado. 

Essa linha de argumentação só parece convincente para aqueles que assumem, desde o início, que as suposições centrais do modelo evolutivo padrão são verdadeiras.

Mutações Coordenadas Específicas

Além disso, tais afirmações contradizem as claras implicações dos dados empíricos e análises matemáticas mais pertinentes. Por exemplo, a evolução de qualquer uma das adaptações complexas em mamíferos aquáticos exigiria numerosas  mutações coordenadas específicas antes que uma nova característica proporcionasse qualquer vantagem seletiva. A necessidade de especificidade na reengenharia genética é apoiada pelas impressionantes semelhanças entre os genes envolvidos na ecolocalização em golfinhos e em morcegos. No entanto, a própria pesquisa que os autores citam indica que o período de tempo que um mamífero aquático teria evoluído de um completamente terrestre é suficiente apenas para duas mutações coordenadas, muito menos do que seria necessário.

Da mesma forma, a alegação de que mutações não direcionadas nos genes Hox poderiam contribuir para grandes transformações é contrariada pelo fato de que todas essas mutações que alteram a arquitetura de design de um organismo (plano corporal) são prejudiciais. Este ponto aplica-se particularmente a todos os genes de desenvolvimento envolvidos em redes reguladoras (dGRNs). Eric Davidson, que era um líder no campo, comentou:

Há sempre uma consequência observável se um sub-circuito dGRN for interrompido. Como essas consequências são sempre catastroficamente ruins, a flexibilidade é mínima e, como os subcircuitos estão todos interligados, toda a rede compartilha da qualidade de que há apenas uma maneira de trabalharE, de fato, os embriões de cada espécie se desenvolvem de um único modo.

O fato de que os críticos necessitem confiar tanto no raciocínio circular não é um bom presságio para suas esperanças de derrubar os argumentos centrais de Darwin Devolves.


Original: Brian Miller. First Review of Darwin Devolves Relies Heavily on Circular Reasoning. February 8, 2019.


Junior Eskelsen
Sobre Junior Eskelsen 223 Articles
Responsável pelo portal tdibrasil.org e pela página Teoria do Design Inteligente no Facebook. Colabora com as atividades do movimento do Design Inteligente no Brasil.

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