Design Inteligente, Ancestralidade Comum e Qualificação

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Cromossomos

Após meu texto sobre Design Inteligente e Ancestralidade Comum, alguém me perguntou se eu quis dizer ancestralidade universal comum (AUC) ou ancestralidade comum com limites. Eu sou a favor da última ideia, se alguma ancestralidade comum for verdadeira. Observe a qualificação. As descontinuidades são reais. Eu acho que tudo é guiado e que, provavelmente, é uma combinação de ambos: ancestralidade com modificação e mudanças não por ancestralidade, mas por saltos.

Nota do tradutor ¹: Por universal queremos dizer que há continuidade entre todas as formas de vida, isso é, as semelhanças refletem parentesco real representado na grande árvore da vida.

Mas os sinais de ancestralidade comum também são abundantes nos genomas*. A ancestralidade comum guiada dentro do grupo pode ser possível. Em que nível de grupo é discutido e requer muito estudo. A orientação poderia incluir a introdução de novo material genético ou a conversão de material existente para novas funções. Nós nos concentramos muito nas diferenças. Acho que também precisamos examinar as semelhanças e ver quão extensas elas realmente são.

Não estou dizendo que qualquer mudança é possível caso requeira quatro ou mais mutações neutras para adquirir uma nova função benéfica. Qualquer coisa assim requer orientação. Mas nota, a orientação não descarta a ancestralidade comum.

O ponto do design inteligente

O ponto principal do design inteligente é que há uma necessidade de uma inteligência orientadora para produzir o que vemos na vida. Não especifica em que contexto a orientação aconteceu. Apenas que aconteceu. Eu percebo que muitas pessoas do DI estão comprometidas com uma visão sem ancestralidade comum. Eles têm argumentos legítimos. Eu também sei que há alguns que aceitam design e ancestralidade comum. Eles também têm boas razões. Talvez isso não esteja nos dizendo alguma coisa? Não me sinto à vontade para nos cegarmos a qualquer evidência.

Eu tenho estado entre aqueles que argumentam contra a ancestralidade comum. Eu penso agora que o argumento de que a similaridade genômica é devida à função comum precisa ser retrabalhado, porque há tão poucos exemplos. Certamente, temos muito menos exemplos do que os necessários. Nosso calcanhar de Aquiles são coisas como pseudogenes¹ e padrões de inserções de ERV², SINE³ e LINE⁴. Tudo isso e sintenia⁵. Uma hipótese é que essas coisas estejam lá por razões funcionais. Tenho considerado essa hipótese. Mas precisamos de mais evidências. Se essas evidências forem combinadas com as descontinuidades, nossa hipótese contra a ancestralidade comum será muito mais forte.


Notas

¹ Pseudogenes: às vezes chamados de genes zumbis na mídia, são segmentos de DNA relacionados a genes reais. Os pseudogenes perderam pelo menos alguma funcionalidade, em relação ao gene completo, na expressão gênica celular ou na capacidade de codificação de proteínas

² ERVs: são elementos virais endógenos no genoma que se assemelham e podem ser derivados de retrovírus.

³ SINE: elemento nuclear intercalado curto (SINE).

⁴ LINE: elemento nuclear intercalado longo (LINE).

⁵ Sintenia: é a preservação da ordem linear de genes ao longo dos segmentos cromossômicos que são adquiridos de um ancestral comum e que são compartilhados por espécies diferentes.


Observação: A opinião de Ann Gauger não reflete necessariamente a opinião do movimento do Design Inteligente.

Ann Gauger. Intelligent Design, Common Descent, and a Qualification. November 3, 2018.


Junior Eskelsen
Sobre Junior Eskelsen 143 Articles
Responsável pelo portal tdibrasil.org e pela página Teoria do Design Inteligente no Facebook. Colabora com as atividades do movimento do Design Inteligente no Brasil.

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