Design inteligente na morte?

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ARGUMENTO EVOLUCIONISTA:

o design inteligente é capaz de verificar um projeto intencional nas garras e dentes de um leão que os utiliza para caçar e matar um antílope a fim de saciar sua fome? Em outras palavras: é capaz de identificar um projeto intencional na morte?

ARGUMENTO DO DESIGN:

Alguns adeptos da Teoria do Design Inteligente (TDI) até poderiam levantar objeções de natureza moral a este respeito, porque muitas vezes a intencionalidade desperta essa questão. Mas devemos nos restringir apenas ao campo científico! Nesse sentido, o design está especificamente comprometido com forma e função (Ex: como lindas e eficientes facas de cozinha). A propósito, as espadas são projetos formidáveis (design para a morte).

Mas em relação a questionamentos como esse, precisamos separar o que é científico do que não é científico. Esse tipo de argumento é científico, mas a analogia não. Por quê? Porque se está usando duas coisas ontologicamente diferentes: uma teoria e um leão. Uma teoria científica é uma tentativa LÓGICA de nos levar ao conhecimento. O leão é um ser.

Essa pergunta científica se reduziria a pó numa análise filosófica. Por quê? Porque está atribuindo à TDI o status de TEORIA DO TUDO – capaz de identificar um projeto intencional de morte! Os proponentes do design buscam esclarecer que a TDI é uma teoria científica minimalista que IDENTIFICA sinais de inteligência. Só isso!

Quanto ao leão, se realmente suas garras e dentes foram projetados para matar, por que nem sempre ele mata um antílope? Quanto ao antílope, se suas pernas foram projetadas para correr, por que nem sempre sobrevive? Aqui entramos em outro ponto. É preciso entender que a TDI possui um comprometimento mínimo com o grau de otimização (eficiência) de um projeto. Aliás, esse comprometimento mínimo está relacionado às regras básicas de sistemas. Portanto, uma das predições da TDI é que existem fatores que podem vir a interferir no design de um projeto.

(Texto em co-autoria com Junior Eskelsen, responsável pelo portal tdibrasil.org)


About Everton Alves 17 Articles
Mestre em Ciências (Imunogenética) e Pós-graduando em Biotecnologia (Biologia molecular) pela UEM. Autor de dezenas de publicações científicas na área Biomédica. Autor do livro: "Teoria do Design Inteligente: evidências científicas no campo das ciências biológicas e da saúde". Membro da Sociedade Brasileira do Design Inteligente. Membro fundador do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (NUMAR-SCB). Cofundador e Editor-chefe da Origem em Revista.

3 Comments

  1. Interessante! Ora, o Criador projetou como os animais devem se alimentar, e quais tipos de alimentos devem comer e como devem proceder para comer! Caçar é um dos procedimentos para comer, em toda a natureza criada! Nos matamos uma fruta, quando a comemos! Matamos uma alface, quando a comemos! A baleia mata o krill quando o come! A morte, programada em nosso DNA foi programada pelo Criador, como contingência no caso da escolha do mal! Não existe moralidade em um animal matar o outro para se alimentar! Aliás eles só matam para se alimentar ou para se defender quando atacados! Moralidade existe entre relacionamentos de seres inteligentes! Há grande confusão e limitações no conhecimento sobre como o Criador faz o mundo funcionar! Além disso, as garras e os dentes e a habilidade de caça, no caso dos predadores e as habilidades de fuga no caso das presas, são programas acionados de acordo com as necessidades dos animais envolvidos! Programação comportamental em animais é genética!

  2. Não há aqui um Argumento evolucionista, mas uma Pergunta, sem qualquer base filosófica, sobre como o Design Inteligente (TDI) explica a morte. E a resposta é simples: sim, a TDI entende que há planejamento no sofrimento e na morte.

    • Agora, trazendo o assunto para o campo filosófico-religioso-bíblico, a resposta à mesma pergunta é: sim, Deus planejou o sofrimento e a morte.

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