Falácia da Ignorância – Leis-ainda-não-conhecidas

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Os padrões de design e as “leis-ainda-não-conhecidas”.

“Não conhecemos todos os processos possíveis para afirmar que tal padrão não poderia se formar naturalmente”.

Esta é a falácia mais comum em debates sobre a formação dos padrões de design. Um apelo ao desconhecido, às leis-ainda-não-conhecidas, ao acaso nas lacunas.

Só depois de muito tempo que percebi que essa “reserva teórica” também eliminava das teorias o único ponto de falseabilidade comum. Porque da mesma forma que essas teorias configuram o ponto de falseabilidade do design, a inviabilidade da cadeia de eventos configuraria o único ponto de falseabilidade comum delas.

Quando falamos em padrões independentes (Dembski) ou padrões arbitrários (Abel), estamos falando de padrões não alcançáveis pelas transformações mecânicas da natureza, que são opostos às tendências, que requerem um salto em termos de configuração, padrões sem formação por qualquer via fisicodinâmica. É o que há em comum entre bules de chá, castelos de areia, moléculas de RNA, palitos de fósforo, clipes de papel ou um simples círculo de pedras. Por isso são ditos “independentes”, porque não é de dependência das cadeias de eventos fisicodinâmicas que procedem suas configurações predominantes.

Todas as vezes que os experimentos relacionados a essas teorias começam a, explicitamente, tentar fazer “dar certo”, eles estão também tentando derrubar os fortes indícios de design. Os esforços são em demonstrar continuidade natural por um lado, por outro tentam derrubar a “quebra”, o salto, a ruptura abrupta que a independência fisicodinâmica (inteligência) provoca na natureza.

Mas por que essa asserção de ignorância sobre todas as possibilidades seria uma falácia?

Bem, para cada caso nós temos tanto os cenários iniciais de processos fisicodinâmicos, toda a natureza (A [padrões naturais]), quanto o ponto final, um dado padrão independente (B [padrões de design]). Entre ambos existe um universo de possibilidades, mas devemos lembrar que nas proximidades do padrão independente (B), e um pouco além, existe um número discreto de padrões intermediários que participariam de um caminho para o dado padrão. Esses seriam, um ou vários, caminhos obrigatórios para a formação do padrão e eles demonstram, na nossa experiência repetida e uniforme, tendência contrária a direção pretendida pelos pesquisadores. Por isso eles, em milhares, penam há anos em uma verdadeira luta repleta de frustrações.

Isso significa que enquanto os pesquisadores tentam “empurrar” o padrão natural (A) para que configure padrão de design (B), a própria natureza “empurra” com muito mais sucesso (nesse caso) os padrões na direção oposta. É por essa razão que as macromoléculas se degradam fora dos sistemas biológicos e um conjunto de elementos de ao menos dois subsistemas, um metabólico e outro energético, trabalham incessantemente.

As fantasiosas construções hipotéticas, fazendo malabarismo com alguns dados brutos e cenários irrealísticos, flertam com um mundo imaginário bem distante da realidade.

A Teoria do Design Inteligente tem como implicação o desconhecido, mas a causa desses padrões, a inteligência, é bem conhecida, utilizamos em nossas atividades sendo por isso uma das causas agora em operação. As hipóteses concorrentes descrevem uma causa realmente desconhecida e sem paralelo, elas são no máximo reserva teórica.


Junior D. Eskelsen
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Responsável pelo portal tdibrasil.org e pela página Teoria do Design Inteligente no Facebook. Colabora com as atividades do movimento do Design Inteligente no Brasil.

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