As Várias Faces da Teoria do Design Inteligente

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Não há uma verdadeira grandeza nesta forma de considerar a vida, com os seus poderes diversos atribuídos primitivamente pelo Criador a um pequeno número de formas, ou mesmo a uma só? Ora, enquanto que o nosso planeta, obedecendo à lei fixa da gravitação, continua a girar na sua órbita, uma quantidade infinita de belas e admiráveis formas, saídas de um começo tão simples, não têm cessado de se desenvolver e desenvolvem-se ainda! – Charles Darwin

Apesar de parecerem questões resolvidas pelo dogmatismo presente na academia, e repercutido pelo ativismo cientificista, a origem e história da vida terrestre permanecem em aberto. O “pequeno número de formas” era uma ideia de muitos que foram citados no Origem das Espécies,  já o “uma só” foi uma aposta na ancestralidade universal comum, isso é, que todas as espécies existentes descendem de um único organismo.

Várias perguntas que surgem sobre a TDI já possuem resposta em português há anos. Ocorre que, assim como dentro do paradigma existem posições contrárias e controvérsias, dentro da TDI também há ao menos duas correntes:

1) Todo design biológico substancial é infundido pontualmente várias vezes na história terrestre. Não há qualquer interferência nos processos evolutivos.

2) A qualidade do design biológico está fora do alcance da busca através de contingências (mutação+seleção), portanto, o processo é continuo e guiado.

A primeira corrente, que eu defendo, é aparentemente sustentada por Stephen Meyer, William Dembski e Paul Nelson, entre outros. Essa perspectiva se adéqua ao registro fóssil como ele aparece e justifica a decadência dos genomas nas transformações dos sistemas biológicos.

A segunda corrente aceita a ancestralidade comum universal, é defendida por proponentes como Michael Behe e o lendário Michael Denton. Em uma inferência probabilística, considerando-se a ancestralidade comum, a hipótese é esmagadoramente mais atrativa que a busca semi-exaustiva do darwinismo (mutação+seleção).

Outras perspectivas incluem:

3) Ajuste fino inicial com um desenrolar de processos sem qualquer introdução ou intervenção na biosfera.

4) Várias introduções de variedades na biosfera ao longo do tempo e ainda assim direcionamento do processo evolutivo.

Enfim, quando alguém pergunta sobre quando as variedades foram instanciadas na natureza segundo o Design Inteligente, a resposta vai depender de qual das perspectivas encontra mais correspondência na natureza. E todas essas coisas definitivamente não são questões fechadas.

O próprio Michael Denton abordou um dos casos de perspectivas distintas em Duas Visões da Biologia: Estruturalismo versus Funcionalismo, um texto agradável e recomendável para quem se interessou por este assunto.


Charles Darwin. “Origem das Espécies”.

Júnior D. Eskelsen. “Ancestralidade Comum”.

Enézio Eugênio de Almeida Filho. “Alguns aspectos do mérito científico da teoria do design inteligente”.


Junior D. Eskelsen
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Responsável pelo portal tdibrasil.org e pela página Teoria do Design Inteligente no Facebook. Colabora com as atividades do movimento do Design Inteligente no Brasil.

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