Passos não-selecionados

Download PDF



Por Dennis Jones

Pediram-me muito ultimamente sobre o conceito de “passos não-selecionados”, que tem lugar em uma instância chamada “evento múltiplo coordenado.” Então eu pensei e gostaria de dedicar uma postagem para o assunto. Foi Michael Behe que também cunhou este termo, “passos não-selecionados”, no ano de 2002.

Behe escreveu:

“Um caminho evolutivo irredutivelmente complexo é aquele que contém um ou mais passos não-selecionados (ou seja, uma ou mais mutações necessárias mas não-selecionadas). O grau de complexidade irredutível é o número de passos não-selecionados na via.”

Resposta aos críticos da Caixa-Preta de Darwin, de Michael Behe, PCID, Volume 1.1, Janeiro Fevereiro Março de 2002).

Evolução é impulsionada por seleção natural e baseia-se em etapas gradualmente sucessivas de modificações, uma mutação de cada vez. Genes evoluem quando incorrem em uma mutação na qual a seleção natural favorece eles para que passem adiante de modo que a próxima geração herda os velhos traços de seus pais e adquire a nova característica da mutação.

Um exemplo de um evento múltiplo coordenado onde passos não-selecionados são demonstráveis ​são os cílios. Assim, quando múltiplas mutações ocorrem todas na mesma geração, estas contornam a oportunidade para a seleção natural favorecer alguma dessas mudanças. Assim, cada mutação na mesma geração é pulada pela seleção natural. Michael Behe chama de “passos não-selecionados”.

Lincoln mencionou que o termo “passos não-selecionados” é uma falácia porque qualquer mutação é selecionada por seleção natural, independentemente de quantas mutações existirem durante o evento de reprodução. Lincoln está correto que em um evento múltiplo coordenado todas as mutações ainda foram selecionadas em certo sentido. Mas o ponto específico que os teóricos de design enfatizam usando este termo, “passos não-selecionados”, é que a seleção natural (SN) não teve nenhum papel no desenvolvimento da nova maquinaria molecular, como a SN faz quando cada modificação genética é testada por seu ambiente individualmente para próxima geração.

Evolução trabalha em uma progressão linear em que cada nova modificação benéfica a um gene fortalece a nova geração. Este é um clássico gradualismo darwinista, uma modificação sucessiva cada vez.

Quando a SN seleciona uma mutação, esse gene modificado se apresenta no genoma da população e continua a ser selecionado pela SN em gerações posteriores, porque esse gene auxilia no fornecimento de algum benefício para o organismo prosperar. A SN está envolvida na modificação da população para cada modificação sucessiva individual. Isso resulta em um caminho evolutivo padrão que os biólogos moleculares podem traçar estudando filogenias.

Mas em um evento múltiplo coordenado nenhuma das modificações foram sucessiva, porque todas elas aconteceram simultaneamente. Um estudo dessas filogenias revela mutações ignoradas ou “passos não-selecionados”, onde de repente uma nova máquina molecular aparece do nada, que não fornece nenhum traço de desenvolvimento gradual. Esses são os chamados de “passos não-selecionados”.

Pode-se argumentar que SN ainda está selecionando todas as mutações individuais em um evento múltiplo coordenado porque as mutações aleatórias ainda acontecem. Mas o que não ocorre é que SN não influencia a forma como as modificações devem ser organizadas. A SN não pode gerar uma mutação, só pode selecionar as mutações quando elas aparecem “no menu” (disponíveis). A SN não pode escrever o menu. Se um “pacote” de genes aparecer a SN pode selecionar eles, mas o que a SN não pode fazer é ter atribuído crédito por qualquer processo de engenharia que estiver envolvido na coordenação dos genes para montar um novo sistema com uma nova função.

O gradualismo darwinista contrasta com um evento múltiplo coordenado onde muitas mutações genéticas pelo, golpe de sorte (só ocorrendo assim), formam um conjunto de peças que produzem uma estrutura com uma nova função. A seleção natural vai favorecer mais uma vez o produto acabado, mas NS não teve nenhum papel na coordenação da montagem de todas as proteínas em conjunto para alcançar um novo sistema com uma nova função benéfica.

Tais eventos múltiplos coordenados, a complexidade irredutível, e “passos não-selecionados” são previsões confirmadas por pesquisas que foram preditas pelos teóricos de design. Behe primeiro previu estes conceitos em seu livro, “A Caixa Preta de Darwin” (1996).

Link para a postagem original – Intelligent Design – Official Page


Junior D. Eskelsen
About Junior D. Eskelsen 117 Articles
Responsável pelo portal tdibrasil.org e pela página Teoria do Design Inteligente no Facebook. Colabora com as atividades do movimento do Design Inteligente no Brasil.

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*