A Explosão Cambriana: Um Fato a Ser Negado.

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Original postado em 18 de Abril, outra no 19 após denúncias, versão atual baseada na publicação final,14 de junho de 2015, após outra exclusão arbitrária.


Alguns falam sobre algo entre 70 e 80 milhões de anos, outros entre 20 e 25 milhões de anos. Independente a duração o evento é evidência inequívoca da quebra das hipóteses gradualistas. O aparecimento da maior parte dos planos corporais dos principais filos ocorreu abruptamente ao longo desse período.

Pequena amostra da Explosão Cambriana. Royal Ontario Museum.

Como muitos tem se esforçado para negar os eventos de surgimento abrupto de espécies, dedico essa postagem a demonstrar a excessiva desonestidade intelectual real que hoje habita a academia.

Os mantras repetidos constantemente são: que [1] a “alegada ‘explosão’ cambriana” não ocorreu abruptamente, mas em um longo intervalo de tempo que seria suficiente e [2] que há registro fóssil anterior e intermediário:

[1] Mesmo estipulando 80 milhões de anos, a Explosão trata de um conjunto de aparecimentos abruptos durante esse período e não gradualmente ao longo desse tempo (veja gráfico: linhas pontilhadas). Diversas espécies surgiram abruptamente, cada qual em sua própria “Explosão Cambriana”.

[2] O suposto registro fóssil intermediário de “n” biotas existentes como argumento é uma amostra de desonestidade intelectual grave. Dos diversos fósseis pouca coisa se aproveita para as atividades especulativas. Na maioria dos casos não é clara ou mesmo possível uma classificação para os organismos. Muitos são relacionados por similaridades com o que conhecemos popularmente como águas-vivas, seres “gelatinosos”.

Quando eu era evolucionista eu pensava: “talvez os fósseis das camadas anteriores não foram bem preservados por alguma razão desconhecida”, portanto, quantos mais fósseis encontram, mais sei que o argumento de faunas anteriores é terrível. Porque os fósseis simplesmente demonstram que não foi por falta de fossilização que o aparecimento abrupto ocorreu. No pré-cambriano mesmo o que havia de mais frágil fossilizou continuamente durante todo o período, independente quanto tempo seja, exacerbando o fracasso sistemático e integral da hipótese de ancestralidade comum.

Porém não é só isso, existe uma outra falácia incluída no estelionato intelectual: a gradual utilização de carbonato de cálcio (CaCO3) pelos organismos como justificativa para o aparecimento abrupto, pois a composição dos seres vivos passou a ser mais suscetível a fossilização.

Por fim acrescentam que o potencial de diversificação já estava sendo transformado há pelo menos 50 milhões de anos antes da alegada explosão, o que deixaria um rastro de fósseis.

Dai você olha novamente para toda a sucessão de fósseis “intermediários” do pré-cambriano e lembra que boa parte deles são praticamente “geleia”, ou seja, gelatinosos. Assim, não tem nada a ver com utilização de carbonato de cálcio (CaCO3), que segundo diz a lenda seria ainda por cima “gradiente”. É ou não um atentado violento ao bom senso e um suicídio intelectual coletivo?

Ir contra o surgimento abrupto é forçar a evidência, é sustentar a hipótese por crença. Há evidência contrária colossal.

Enquanto isso o maior suporte para tal evento evolutivo está baseado em mera possibilidade: “Há algo que impeça?”.


Veja também: Ancestralidade Comum


Junior D. Eskelsen
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